domingo, 23 de novembro de 2014

Vídeo: Dança Polinésia em Bora Bora

Nos meses de junho e julho acontece o HEIVA, que na língua local significa FESTIVAL. São competições de esportes locais,  regatas de canoas Polinésias e principalmente concursos de dança Polinésia que são lindíssimas. Geralmente essas apresentações são acompanhadas por uma bateria e um coral eu nunca havia visto nada igual. Em praticamente todas as ilhas e atóis nessa época estão acontecendo o HEIVA. Nós tivemos a sorte de assistir uma competição de canoas polinésia em Moorea e a apresentação do grupo vencedor da competição de dança em Bora Bora.

As polinésias requebram muito a cintura mas de um jeito charmoso, sensual. Eu tô até aprendendo uns pasitos, fora que é um exercício e tanto. Fausto ficou encantado Smiley virando os olhos

Já vejo minha irmã Fernanda assistindo e tentando fazer igual na frente do espelho! hahaha #entreguei.

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Dança Polinésia em Bora Bora

Me dá tanta saudade!

Lindíssimo não?!

Bjs, Guta

domingo, 16 de novembro de 2014

Vídeo: Bora Bora Vlog

Olá pessoal, tudo bem com vocês?!

Esse vlog  é resultado de um passeio que fiz em Bora Bora. Tentei mostrar o nosso dia-a-dia. Filmei o centrinho do Bora Bora, peguei carona e fui a Matira, considerada uma das praias mais bonitas do mundo. Falei muuuuuuuito! São uns 25 minutos de falação. Quem tiver paciência, aperte o play!

Vlog Bora Bora

 

Gostaram da faladeira aqui?! Volto já

Bjs, Guta

domingo, 9 de novembro de 2014

Bora Bora

Ficamos fundeados perto da Maykai marina em Bora Bora, uma marina que nunca havíamos visto igual. Poitas, banho, internet, píer para o dingue, piscina, tudo de graça. Ficávamos o dia batendo perna pela ilha e a tardinha relaxávamos na piscina acessando a internet, vidão! Lá ficava a base da operadora de mergulho TOP DIVE, que aliás têm bases nas principais ilhas e atóis, e um restaurante chique e muito caro. Como não pagávamos nada para usar a marina, tínhamos que fazer uma média no restaurante, mas acabamos ficando só na cervejinha, que custava US$ 6 e no refrigerante que custava US$ 4,  eu que não bebo, pedi um drink com pouquíssimo álcool e paguei o equivalente a R$ 50 isso mesmo, R$ 50! Menos mal, pelo menos era gostoso, mas a cada bicadinha, eu quase chorava. #Itpobrinha.

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Fausto deu uma volta na ilha caminhando (32km) e subiu o morro de lá. Eu que sou fracotinha, caminhava bem mais leve ou pegava carona para ir a Matira, considerada uma das praias mais bonitas do mundo. Se preparem para fotos ” tudo azul”! Não uso nenhum tipo de filtro nas fotos ok? E nem precisa né?!

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Reencontramos o Cristiano e a Eliane do VELEIRO LÍBERO. A última vez que havíamos nos visto foi na Cidade do Panamá. Colocamos o papo em dia e fizemos trocas de livros. Depois nos separamos novamente e só deveremos nos reencontrar no Brasil. Eles foram para Tonga e agora estão em Fiji aguardando para seguirem até a Nova Zelândia.

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Em Bora Bora tinha muitos cachorros da raça pitbull,  virou moda por lá e com eles os acidentes. Uma velejadora tomou mais de 14 pontos nas duas pernas depois que foi atacada por um pít bul na rua. Fausto também foi caminhar e se ele não fosse precavido e experiente também teria sido atacado. Mesmo com um pedaço de pau na mão os cachorros correram para cima dele. Só foram embora depois que ele começou a jogar pedras. Eu caminhei sozinha várias vezes e felizmente não cruzei com nenhum cachorrinho sequer.

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20140721_201838Cor da água do porto de Bora Bora!

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20140727_151857Senhoras na igreja.

20140723_224055Píer da marina

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20140725_192340Pérolas baratinhas.

20140728_141303Pérolas caras

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20140727_151046Pamplemousse, uma laranjona que lembra o sabor da nossa laranja lima. Pela foto não dá para ter uma noção do tamanho, mas ela é enorme!

20140724_135410Tirei foto do colar dessa moça e depois fui saber que ela era dona de uma joalheria e desse carro lindinho ai debaixo.

20140725_135412-1Amei essa cor e esses cílios enormes no farol!

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20140724_152755-1Mais uma fofura, muita gente viajando com crianças pequenas.

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Fiz um vídeo de um passeio em Bora Bora, mais de 25 minutos comigo falando que nem uma matraca. Quem tiver paciência de assistir, até domingo que vem. Gargalhando

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Vídeo: Dança Polinésia em Moorea

Assistimos a essa apresentação de dança polinésia que fazia parte das festas do Raly Papeete x Moorea. Filmei a noite com o celular, mas gostei tanto que acho que vale a pena dividir com vocês, além do bônus dos gringos duros que nem pedra dançando, muito engraçado.

 

Dança Polinésia em Moorea

Nessa apresentação mostrei mais a dança dos homens, que antigamente dançavam antes das guerras e para mostrarem as mulheres toda sua virilidade. A dança super sensual das mulheres, consegui filmar melhor em um outro vídeo que vai ao ar já, já.

E ai, gostaram?!

Bjs, Guta

domingo, 26 de outubro de 2014

Moorea - Minha ilha preferida

Moorea fica somente há 30 milhas de Papeete e tivemos que usar os motores para chegarmos até ela. Nesse mesmo dia, haveria um Raly de velejadores e uma regata de canoa Polinésia, ou seja, essas trinta milhas estariam cheias de barcos.

IMG_8459Moorea a nossa proa.

Saímos mais cedo que a galera para conseguirmos um lugar melhor no fundeio, pequeno e fundo pra burro. O mais raso que conseguimos fundear foi em 15 metros.

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Mesmo não participando do Raly, acabamos participando das festas. Até baguete quentinha levaram no nosso barco.  Deixávamos o nosso dingue, usávamos a internet e tomávamos banho no Hotel Bali, tudo de graça. As festas foram ótimas, rolavam brincadeiras com os velejadores o dia todo e durante a noite jantares com apresentações de dança Polinésia. As brincadeiras eram uma pagação de mico danada, mas ninguém ligava. Uma vida duuuura Smiley piscando

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Durante essas festas conhecemos o Russ, marido da Karin do catamarã Moonwalker. Acompanhamos a volta ao mundo deles, mas não nos conhecíamos pessoalmente. Como esse mundo é pequeno, a Karin nos avisou que o Russ estaria em Moorea para divulgar sua cidade na Nova Zelândia. Lembram-se que falei que os Australianos e os Neo Zelandeses competem por velejadores entre si? Então, os Neo Zelandeses  patrocinavam esse Raly e as festas em Moorea.

Como o Russ já deu  uma volta ao mundo, nos passou dicas preciosas dos lugares que pretendemos passar.

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Moorea é um espetáculo! Caminhamos muito, alugamos um carro e passeamos pelos principais hotéis e pousadas de lá. Muitas praias ficavam dentre desses hotéis e pousadas, acabamos matando dois coelhos …

Quando eu postei fotos no facebook, a Heloísa Schurmann Formiga e o Roberto Barros (o Cabinho) comentaram que Moorea havia sido a ilha preferida deles. Só depois que chegamos a Bora Bora é que pude concordar. Moorea também foi a minha ilha preferida. Fausto gostou mais de Maupiti. Moorea têm praias tão belas quanto Bora Bora mas a parte de terra é mais bonita. Não têm nada a ver de Bora Bora ser mais turística, eu até gosto de ver gente etc.… Moorea era “mais família”, mais aconchegante.

Caminhar pela beira da estrada já rendia a feira de frutas da semana. Muitos pés de fruta plantados na beira da estrada, e era só pegar a fruta. Quando dentro de algum quintal, era só pedir. Bananas, graviola, limão, grapefruit, carambola. Fui pedir a uma senhora para pegar carambola no quintal dela e a senhora já queria que eu almoçasse com ela! Os Polinésios são muito gentis.

20140714_162521Para quem não conhece: Carambola

20140710_192819Graviola

IMG_8476Estrada em manutenção e um semáforo  para o controle de tráfego a bateria.

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Alugamos o carro de uma brasileira que foi casada com um francês e mora na ilha há anos. A Sandra, uma figurassa, nos levou nos principais pontos turísticos de Moorea. Aliás, vale muito a pena alugar um carro e dar a volta na ilha.

Em uma dessas paradas, fomos em um altar que antigamente era usado para sacrifício de pessoas capturadas das tribos inimigas. Sacrificavam e depois comiam porque se acreditava que comendo o inimigo, absorviam toda a força e outras qualidades que ele tivesse. Pois bem, eu subi e tirei trocentas fotos nesse altar. Depois fomos saber que isso era proibido, podendo acarretar em até seis meses de cadeia ou fazendo trabalhos sócio-educativos. 

IMG_8518O altar de sacrifícios e canibalismo

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IMG_8483Um coqueiro com torcicolo.

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20140707_201605Nossos tripulantes José Carlos e Tânia.

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Moorea é bem cultivada com plantios de frutas, verduras e hortaliças. Vimos tanques de criação de camarão, e pastos verdes com muitos bois.

P7090023Plantio de abacaxi.

Passeamos, passeamos, passeamos. Um dia sozinha no barco entrou um ventão com rajadas de 40 nós (essas coisas só acontecem quando estou sozinha). O Raly já havia acabado e a maioria dos veleiros retornado a Papeete, a ancoragem estava vazia. Ao nosso lado um catamarã de um casal de Alemães que conhecemos de vista desde Cartagena. Eles também estavam fazendo charter com um casal e um filho.  Um pouco atrás de nós, uma monocasco de um casal de Americanos. Quando entrou o ventão, já fiquei pensando que se o barco garrasse, o que deveria fazer, na verdade recapitulando o passo-a-passo na emergência. Já aconteceu comigo sozinha em Fernando de Noronha com o cat de 62’ e dei conta do recado, graças a Fausto ter falado um milhão de vezes no meu ouvido. Acho que nunca contei essa história aqui, um dia eu conto!

Quando olhei para o catamarã ao lado, não estava ao lado e sim bem atrás de nós dando o costado, o catamarã estava garrando. Peguei a buzina e começei a fazer barulho. O americano também. Dai saiu um cara que era o tripulante do charter que não sabia o que fazer. Eu gritava para ele ligar os motores e ele respondia que não sabia como fazer, estava sozinho a bordo. A sorte é que a âncora dele voltou a unhar e o barco não foi para a praia. Nisso o cara começou a se desesperar e implorar para que eu fosse ajudá-lo. Nessa hora foi difícil. Fiquei sem saber se deveria deixar o nosso barco e ajudá-lo ou se deveria ficar a bordo caso o nosso barco também garrasse. O cara gritando, o vento soprando forte, eu não sabia o que fazer! Nessa hora o nosso barco deu um tranco. Corri e joguei mais corrente. E o cara gritando…  Seria muito difícil eu conseguir baixar o nosso dingue com quarenta nós de vento sozinha. Ir nadando? E se o meu barco garrasse, como eu voltaria até ele? Pensei muito, mas não tinha como ajudá-lo. O Americano estava com a esposa a bordo. Colocou o dingue na água e foi até o catamarã. Ele tentou recolher a âncora, mas pela expressão dele quando viu o guincho desistiu, então ligou os motores, orientou o cara e retornou ao seu barco. Depois com os motores ligados, fui orientando para ele ficar de proa para o vento, mas nas rajadas ele não conseguia, o barco dava o costado para o vento e ele quase ia parar na praia novamente. Quase enfartei umas 10 vezes, fiquei rouca. Depois que o vento diminuiu, o americano foi em terra procurar o alemão proprietário do barco. Felizmente encontrou o sujeito que fundeou novamente. Um detalhe: Conhecemos esse barco em Cartagena, e lá ele garrou com os culos de Polo, os pirajás de lá. Em San Blás, a mesma coisa, com a entrada dos ventos fortes diários ele também garrou, e essa garrada de San Blás eu até tenho filmada! Ou seja, só que a gente sabe, esse catamarã garrou três vezes. Ou a âncora dele é ruim ou o cara não sabe fundear. Eu achei que ele jogou pouca corrente. Acontece, já aconteceu conosco  por vários motivos diferentes. Já tivemos a sorte de um grupo de velejadores praticamente salvar o nosso barco em Vitória, neste caso,foi devido ao fundo ruim e informação errada. Pensando nisso eu fiquei com um peso na consciência. Uma situação difícil, que Deus seja testemunha que fiz o que pude. Felizmente, o pior não aconteceu.

Até a próxima,

Guta