domingo, 19 de outubro de 2014

Vídeo Polinésia Francesa – Ilhas Sociedade

Meu vídeo preferido (até agora) dos mais de 40 que já postei no YOUTUBE. Fiz um mix das ilhas sociedade pelas quais passamos: Tahiti, Moorea, Huahine, Bora Bora e Maupiti.

Eu só iria postá-lo depois dos posts de todas essas ilhas, mas estou ansiosa para que assistam logo Smiley piscando.

Já expliquei mas não custa repetir. Se acessarem esse vídeo pelo canal no YOUTUBE, e mudarem o símbolo na rodinha a qualidade fica muito melhor.

Polinésia Francesa

Gostaram????

Guta

domingo, 12 de outubro de 2014

Papeete capital do Tahiti- Parte 3

Só uma palhinha dos veleiros no cais principal da marina Taina:

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Esse catamarã das fotos acima praticamente tinha um campo de futebol na proa e uma quadra de tênis na popa (exagerada) espaço do salão mesmo, relativamente pequeno.

Algumas curiosidades:

  • Praticamente todas as mulheres polinésias usam flores na cabeça. Coroas de flores naturais ou florzinhas solitárias. Coques no alto da cabeça, o penteado preferido. Aliás, o cabelo da maioria das polinésias são maravilhosos, do tipo de fazerem inveja na Glória Pires.
  • Os homens também usam flores pequenas de um lado da orelha.

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  • Colares e brincos de pérolas também são  muito comuns mas o pareô ou a nossa canga, que há 20 anos era comum, agora raramente é usado.
  • Os seguranças e policiais do Tahiti são escolhidos em agência de modelos. ha ha
  • Tamancos estão na moda, um mais terrível que o outro. ha ha ha
  • Não têm lixeira nos banheiros públicos. Têm papél higiênico mas não têm lixeiras. Odiava jogar papél dentro do vaso sanitário, coisa proibida a bordo.
  • A passagem de ônibus era mais barata se comprássemos a ida e volta juntas.
  • Fabricam famosos óleo de coco, que dizem ter 1001 utilidades.

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Até a próxima ilha que apontei na foto acima, Moorea.

Guta

domingo, 5 de outubro de 2014

Papeete capital doTahiti- Parte 2

Pensávamos que as coisas no Tahiti seriam mais baratas do que nas Marquesas e Tuamotous (exceto as pérolas), mas nos enganamos. Restaurantes e comida nos supermercados, mais caros. Não sei se nos atóis e ilhas mais distantes a comida é subsidiada. Enquanto pagávamos 1.200 Francos Polinésios por um prato de filé com fritas e salada em Fakarava, em Papeete custava 3.500 Francos Polinésios. Mesmo assim, acho que em todo lugar do mundo existem opções mais baratas. No Carrefour, eles tinham várias opções de quentinhas e sandubas, com preços que variavam entre 200 e 700 Francos. No mercadão do centro também. Muitas opções de quentinhas, até de sushi e sashimi. As quentinhas, como dizem os cariocas ou marmitex, como dizemos nós capixabas não são de alumínio e fechadas. Lá, elas são de plástico transparente, dá para você ver a comida e eram tão bonitas, que sempre me deixavam na duvida do que comer. Tudo parecia ser delicioso!

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Outra coisa muito comum por lá são os sandubas de baguete. Você escolhe o recheio e sai comendo pela rua. Na hora do almoço, é normal ver pessoas com sandubas enormes nas mãos, comendo e andando, ou paradinhos em um cantinho.

Logo que chegamos na Polinésia e fomos comer fora estranhamos o tempero, melhor dizendo, a falta de tempero e sal na comida. Depois de um bom tempo nos acostumamos.

A marina era linda e fomos muito bem recebidos na recepção. Como estávamos na alta temporada a marina estava lotada e não tinha poitas para aluguel. Estimei ter uns 400 veleiros por lá, e todos os dias entravam e saiam vários.

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Podíamos deixar nosso bote no cais por quanto tempo quiséssemos e jogávamos lixo fora de graça. O banho seria somente para quem estivesse usando os serviços da marina mas como estava lotada, a gerência concedeu o banho de chuveiro morninho também grátis. Como não tínhamos o cartão magnético para abrirmos o banheiro (a coisa lá é chique), ficávamos esperando alguém sair para entrarmos. Banheiro feminino virava masculino, masculino virava feminino, e no final do dia tinha até fila.

Uma coisa engraçada: No banheiro feminino, a água era fria, e o chuveiro tinha um sistema de pressão, ou seja, o tempo de água era cronometrado mas era só apertar o botão que caia água novamente, mesmo assim era até para mim, que economizo água, um tempo muito curto.

No banheiro masculino, a água era quente e o chuveiro normal. Ficava explícito que para a marina as mulheres gastavam mais água e tinham que ser controladas. Porém, nos dias que passamos lá observei que os homens gastavam muita água. A maioria ficava no mínimo 10’ embaixo do chuveiro com água caindo direto. Também constatei e fiquei triste com a constatação de que, a maioria dos velejadores não economizam água porque têm a consciência de que é o certo a se fazer. Economizam porque não têm em seus barcos em abundância. Quando a água é de graça, disponível como no chuveiro da marina, eles gastavam normalmente.

A lavanderia era paga, custava o equivalente a R$ 20 uma máquina de 10 quilos. Quebrou o maior galhão, eu estava com muita roupa acumulada, principalmente lençóis e toalhas.

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Saindo da marina, andando uns 5 minutos para o lado esquerdo, ficava um hiper CARREFUR (lá se pronunciava CARFUR) com lojinhas, banca de jornais, correios e um restaurante onde assistimos aos jogos da seleção.

Demos a volta na ilha de ônibus, e batemos muita perna pela cidade que era limpíssima e organizada.

IMG_8353Mercadão municipal

20140624_163945Tentações

20140624_162903Coroas de flores frescas são vendidas no mercado.

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Os nossos tripulantes José Carlos e Tânia conheceram um casal pelos seus passeios, o Axel um câmera men de uma emissora local e sua esposa professora ( o nome dela era bem diferente para nós e me esqueci). Por coincidência, o Axel havia conseguido comprar dois ingressos para final da copa no Brasil e estava com a passagem aérea também comprada, só não havia reservado hotel. Dai entrou o José, que ofereceu seu apartamento em Copacabana para o Axel e o filho ficarem. Depois ficamos sabendo que eles adoraram o Rio (aliás, quem não gosta?!), adoraram o Maracanã, fizeram muitas compras, e de quebra tiveram as filhas do José (que falavam Inglês e Francês fluentemente)de guia pelos pontos turísticos da cidade. Até uma amiga das meninas se animou com as visitas e os levou para passear. Sortudos, não tinham nem como não gostarem! Pela troca de gentileza entre os casais eu acabei me dando bem, porque fomos convidados para jantar na casa deles. Aproveitei para estrear um vestido que havia comprado em Cartagena e nunca usado. Felizmente o mar estava tranquilo e não molhei o bumbum/vestido novo de água salgada usando o bote (quem têm um veleiro me entenderá).  Conhecemos toda família  e dentre os vários pratos servidos (foi um verdadeiro banquete!) comemos um strogonof de camarões  ao curry. Não sou muito chegada a curry mas estava bem suave e ficou delicioso! Nunca havia pensado em camarão+creme de leite+curry. Aprendi mais uma receitinha… O José e a Tânia também ganharam dois ingressos para o Heiva, um festival de dança polinésia que acontece no mês de julho. O Alex, buscou-os e os trouxe de volta ao barco. Todo mundo feliz!

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IMG_8336José Carlos nosso tripulante topa tudo!

IMG_8368Canoas Polinésias

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IMG_8385Casa/barcos ou barcos/casa

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Continua…

domingo, 28 de setembro de 2014

Papeete, capital do Tahiti- Parte 1

O território da Polinésia Francesa é repartido em cinco arquipélagos: Ilhas Sociedade, Tuamotus, Gambier, Marquesas e Austrais. Tahiti é o nome da maior ilha da Polinésia Francesa e Papeete sua capital. Concentra cerca de 70% de toda população polinésia, ou seja, cidade grande.
Saímos do atol de Fakarava com um ventinho gostoso e fizemos uma velejada prazerosa atrapalhada somente pelos pirajás, que apareciam constantemente fazendo Fausto trabalhar bastante na regulagem das velas.  Chegamos em Papeete de manhã, com vários outros veleiros. Tinha fila para entrar no passe porque o canal de entrada fica ao lado do aeroporto e para passarmos, temos que pedir autorização a torre de controle no canal 12. Eita que apesar de ter treinado o que eu diria a torre de controle, na hora fiquei nervosa e misturei inglês, com espanhol e francês. Com toda certeza o dia do cara foi mais divertido com a brasileira trilíngue de araque gaguejando. No final das contas ele deu a autorização para passarmos rapidinho. Alguns barcos ficam esperando um tempão pela autorização.
Começamos a entrar no canal. Bem marcado, impossível de errar mas nada é impossível! Eu e os tripulantes estávamos na proa do barco, filmando fotografando e Fausto se distraiu. Avião pousando, euforia da chegada… Aqui na Polinésia eles usam o sistema europeu de marcação, onde as boias verdes ficam ao nosso boreste de quem vem do mar para terra, o contrário do Brasil. Então na distração, Fausto viu a bóia verde e foi deixando ela por bombordo. Nessa hora eu estava filmando e ouvi Fausto gritar: Olha só. Quando vi os corais eu desliguei a câmera e sai correndo (orelhuda) poderia ter deixado ligado porque vocês poderiam ouvir o BUM que se deu logo em seguida. Fausto disse: Encalhamos! mas não havíamos encalhado, ele conseguiu manobrar e saímos de cima do coral. Estávamos sem lemes, e Fausto continuou guiando o barco só com os dois motores.
Fausto sempre me disse que se perde um barco não na saída de uma viagem, e sim na chegada. O capitão, geralmente cansado relaxa, e ai acontecem os acidentes. Foi exatamente isso que aconteceu com ele. Cansado, relaxou e BUM!
Sempre que falamos com a mãe de Fausto, uma senhora de 94 anos ela me pergunta se Fausto está comendo direitinho. Acho graça ela perguntar isso, porque Fausto vive com fome! Ela sempre diz: Quando ele parar de comer é porque está doente viu!? Estou casada com Fausto há 13 anos e ele nunca ficou doente, quando gripado, raras a vezes, ele sempre comeu.
Quando fundeamos, com a moral baixa, Fausto logo foi mergulhar para analisar a situação do casco, leme, hélice. Para nossa sorte, empenou o eixo do leme e nada mais. Como Fausto já havia projetado o leme para ser tirado em casos como esse, seria fácil retirá-lo para colocar no conserto. Decidimos deixar para tirar o leme no outro dia, e dai Fausto adoeceu, segundo dona Palmira. Ele não quis comer no café da manhã, no almoço e jantar. Estava se sentindo mal, com o que havia acontecido, coisa que eu entendia perfeitamente porque também vacilei. Eu e mais dois tripulantes estávamos na proa do barco e não reparamos a bendida bóia do lado errado.
No dia seguinte fomos a Taina Marina nos informarmos sobre quem consertava eixos de leme e nos indicaram o Michel, um franc:es. Fomos at[e o cara e pior impress’ao impossível! Ele foi grosseiro, nem nos deixava falar!
- Tragam o leme aqui que conserto! Virou as costas e saiu. Fomos atrás de outras pessoas mas sempre caíamos no Michel – O mal-humorado.
Foi mais difícil colocar o leme no bote para levá-lo em terra do que tirá-lo do barco, o projeto de Fausto funcionou perfeitamente.
O Michel nos recebeu mal novamente. Mandou deixarmos o leme encostado em um coqueiro que no dia seguinte ele levaria a uma oficina para o conserto. Só que Fausto queria explicar como deveria ser feito o conserto, uma inclinação deveria ser obedecida, mas o cara nem quis escutar. Não tinha jeito, seria o que Deus quisesse!
Passara-se uns quatro dias e nada. Mais quatro e nada de sabermos do leme, só patadas do Michel. Começei a ficar preocupada. Estávamos com dois tripulantes em um charter a bordo, tínhamos que continuar a viagem. Então pensei, pensei e pensei. Como fazer o Michel mal humorado adiantar o conserto do leme? O Michel é francês, e o que um francês mais gosta de fazer? COMER! Pimba! É isso! Vou “conquistar” o cara pela boca. Fiz um bolo de milho com goiabada,( receita aqui) e levei uns pedaços para ele. Até treinei falar somente em francês, ele lógico, odiava falar inglês. De cara ele me perguntou o porquê do bolo?! Respondi que como ele estava nos ajudando e tínhamos um prazo para pegarmos o leme, quis dar um presente. Ele abriu o pote, cheirou (estava quentinho), fechou o pote, colocou de lado e falou um mercy bem murcho. Pelo menos agradeceu, pensei. Agora é só esperar. Se ele gostar, tudo bem. Se não gostar, dai, ferrou de vez.
No dia seguinte, passando pela oficina do Michel, ele me chamou. Perguntou se eu havia comprado o bolo! Respirei fundo mil vezes mentalmente para não o mandá-lo para aquele lugar, e respondi que não, eu havia feito! O bolo era de que? Perguntou. -Flocos de milho e goiabada. -Mas não têm flocos de milho aqui no Tahiti, ele ainda questionava (que raiva). -Eu tenho a bordo desde o Brasil, e também comprei em Cartagena na Colômbia, eles usam muito flocos de milho por lá. Enfim convenci o Michel e ele mudou da água para o vinho! Me deu um sorriso e disse que o bolo estava delicioso! -Bom que gostou (alívio!), mas e o meu leme? -Seu leme está pronto, no porta malas do meu carro. Caramba, melhor impossível!
Fausto conferiu o ângulo do eixo do leme, e felizmente, estava certinho! Depois fomos saber que ele consertava no mínimo uns três lemes por semana…
A partir daquele dia, o Michel não podia me ver que sorria. O que um bolo não faz… Depois passei o cadeado na porta do forno. Pagamos 100 euros para encher duas botijas.
Para colocar o leme foi tranquilo também! Só precisei mergulhar para colocá-lo na posição correta. Fausto puxou e pimba, subiu feito manteiga. Estava reinstalado!
Só depois do leme reinstalado é que relaxamos, e fomos conhecer o Tahiti.
Uns dias depois, chegou o veleiro da “grande família” fiz um post sobre eles recentemente. Eles também bateram em um coral mas uma batida grave. Quebrou todo o leme, empenou o eixo e hélice. Diferente do nosso, o leme dele não foi projetado para ser retirado com facilidade. O cara não sabia o que fazer. Fausto foi ao barco, inventou uma peça na hora e conseguiram retirar. Para ele não se assustar, avisamos sobre o humor do Michel e passei a dica do bolo.
Com a marina lotada, os australianos montaram estandes de divulgação do seu país. Depois fomos saber que os Neo Zelandeses fariam a mesma coisa em Moorea. Os dois disputam velejadores que precisam fazer serviços a bordo ou deixarem seus barcos em segurança para voltarem aos seus países nas festas de fim de ano. A disputa é acirrada.  Conversando com os Australianos eles diziam: Não vá para Nova Zelândia! A travessia é perigosa e lá é muito frio. Os Neo Zelandeses: Não vá para Austrália! Não é protegido de furacões, são chatos, e os preços mais caros que os nossos. Bem, nós não iremos para nenhum dos dois mas foi bom saber que existem países que valorizam a estadia de velejadores estrangeiros.
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Continua…



 


domingo, 21 de setembro de 2014

Uma grande família!

Pensem em uma família composta por cinco crianças e uma adolescente. Já é difícil conhecer  uma família assim, em terra, nos dias de hoje, não é?! Agora imaginem em um veleiro. Impossível? Né não! Na nossa ancoragem na cidade do Panamá conhecemos essa família, com as crianças  nascidas em “escadinha” que dos EUA, vieram para a cidade do Panamá e daqui irão para a Polinésia, depois retornarão para os EUA pelo Havaí.
A mãe é uma verdadeira santa, porque além dessa criançada toda, ainda têm um genro e a sogra a bordo.
Conheci o barco deles e fiquei impressionada com a organização. E eu que não dou conta nem do Faísca…
Os nomes das crianças também são interessantes: Cassidy, Intrepid, Integrity, Innocence, Vitality e Valiant.
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IMG_7255Os armários da cozinha é comum, que ele comprou em uma loja e adaptou ao barco.
IMG_7256Essa cama com lençol azul era uma mesa, que eles não usavam.
IMG_7259Beliches das crianças no corredor de um dos cascos.
IMG_7263Quarto da mais velha, na popa de um dos cascos.
IMG_7262Quarto do caçula, na proa de um dos cascos.
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As crianças são uns amores. Os pais, Courage e Loyal, têm uma paciência, uma doçura, que dá gosto de ver.
Uma família feliz!Coração vermelho

domingo, 14 de setembro de 2014

Vídeo: Atol Fakarava - Tuamotous

Conheça Fakarava!SolArco-írisIlha com palmeira