domingo, 1 de maio de 2016

Feriadão Corpus Christi em Angra no Guruçá

Olá povo do mar, tudo bem com vocês?

Sua família gostaria de descansar em Angra e Paraty dois lugares mais belos do Brasil e do mundo?  Voltamos a trabalhar com Live abord (pernoite a bordo) em Angra dos Reis e Paraty com valores acessíveis (compare os preços com outros veleiros na região).

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Feriado de Corpus Christi Pacote de 7 dias: R$ 21,000
Pacote 4 dias: R$ 13,000
Incluído: Capitão com experiência internacional
Hostess (responsável pela recepção, acomodação e alimentação dos hospedes)
Roupas de cama
O preparo das refeições de acordo a um cardápio que ofereceremos
Taxa de limpeza
Seguro da embarcação
Não incluído:
Diesel motores do barco (15 litros/hora) 
Gasolina para o bote de apoio (15 litros/hora). 
Toalhas de banho
Bebidas e alimentação
Despesas com marinas (se quiser ficar em alguma)
Despesas com restaurantes

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Forma de pagamento: 50% na reserva e 50% no embarque.
Outros detalhes:  *Em caso especiais poderemos receber mais duas pessoas a bordo dormindo em colchonetes na sala.
*Nossa diária começa as 18:00h e termina as 18:00h do dia seguinte. 
*Não navegamos durante a noite (questão de segurança).
*Não navegamos pelo lado de fora da Ilha Grande (questão de segurança).
*Toda a comida e bebidas podem ser trazidas para bordo e preparadas pelo cliente à vontade em nossa cozinha. 
Se desejar, poderemos preparar as refeições, é só escolher o que quiser no cardápio abaixo. Faremos as compras dos ingredientes e entregaremos a nota fiscal para um posterior ressarcimento (sem custo extra).

Assista o vídeo do nosso charter Vitória x Arraial do Cabo x Rio de Janeiro. Pegamos um tempo maravilhoso e um grupo super legal!





Qualquer dúvida, entre em contato!
Guta e Fausto
Tel/Whatsapp:(27) 996982979 

gurucacat@hotmail.com 


domingo, 24 de abril de 2016

Experiências com o Islamismo na Ásia

Acho que comentei que a Indonésia é o maior país Mulçumano do mundo. A religião também predomina na Malásia e cresce cada vez mais em Singapura e Tailândia, países onde o Budismo é maioria. Assim que chegamos em terras mulçumanas eu não sabia como proceder, li horrores a respeito. Não sabia se seria obrigada a cobrir a cabeça, usar roupas compridas, sóbrias etc. Cada vez que via uma mulher de burca eu tinha um misto de vergonha e medo de me aproximar. Era uma sensação estranha, como se para o meu bem o quanto mais longe ficasse, melhor. Nossa viagem foi prosseguindo, até chegarmos na Malásia. Assim como na Indonésia vi mulheres trabalhando nos mais variados empregos, como garçonete até como motoristas de ônibus e caminhões. Ué, tá diferente do que eu tinha em mente com relação ao islamismo/mulçumanos. O que aprendi, assisti na TV a vida toda foi uma religião que oprime as mulheres, escravizam crianças, soltam bombas em prédios, explodem a si mesmos, ou seja, tudo de ruim. Mas não era o que eu estava vivenciando desde que chegamos por aquelas bandas, muito pelo contrário. Como ficamos por mais tempo na Malásia pude vivenciar uma cultura tranquila, de pessoas simpáticas, que se preocupam com a união de suas famílias. Fausto saia para caminhar e eu ia para algum lugar observar as pessoas e conhecê-las o máximo que era possível. Todas as vezes fui bem tratada. Daí começei a ter raiva de mim mesma. Uma por ter demorado tanto tempo para tomar a decisão de deixar os pré-conceitos de lado e outra por ter sido tão ridiculamente manipulada pela mídia que praticamente culpam todos mulçumanos por todo o mal que acontece no mundo. Que consideram todos os mulçumanos terroristas. No fundo no fundo era isso que eu pensava que eles fossem por natureza: Terroristas, mas não, o islamismo praticado na Ásia pelo menos, não têm nada disso. Não se parece nem um pouco com o que assistimos nos países árabes (que com certeza também têm suas exceções).

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Quero deixar bem claro que só quero passar a minha experiência, de como mudei a minha visão com relação a um tema tão delicado. Isso é o máximo de viajar! Quebrar paradigmas, abrir a mente, conseguir sair do nosso mundinho manipulado que só têm a intenção de disseminar a discórdia pelo mundo.
Para começar, vou tentar explicar o que vivenciei por lá. Tanto em Singapura, quanto na Malásia muitos imigrantes chineses e indianos e uma minoria árabe se estabeleceram e não se misturam. Por isso nunca se tornaram “um só povo” como nós brasileiros. Não se misturam mas se respeitam, vivem em harmonia. Existem os bairros maláicos, chineses  Indianos, árabes. Escolas separadas. Religiões diferentes. Cada um só fala seu indioma entre si, mas o inglês é obrigatório como indioma oficial. Todos os pais são obrigados pelo governo a ensinarem inglês a seus filhos desde pequenos, se na idade idade escolar não souberem falar inglês os pais são punidos até com detenção.  É muito comum na cafeteria Starbucks por exemplo um funcionário de cada origem. Indiano, Chinês, Malaico, árabe. E esse funcionário atender o cliente falando sua língua pátria.
O homoxessualismo. Vi vários travestis (odeio esse nome), conhecidos por lá como Lady Boys. Pensei que fosse motivo para forca ou apedrejamento, mas os lady Boys trabalham normalmente em lojas, cafés etc. Podem não serem levados a sério, mas não vi serem mal tratados. Aparentemente tem as mesmas oportunidades de trabalho que as mulheres. Mulheres que eu achava serem presas em uma coleira para poderem sair de casa com seus maridos. As mulheres mulçumanas me deram o maior tapa de luva. PEI! Toma sua cretina mal informada! Foi assim que me senti, uma cretina mal informada- preconceituosa-de-uma-figa. No começo, quando fui perdendo o medo, de que eu não seria explodida por uma bomba se conversasse com alguma mulher de burca, todas as vezes que me aproximei fui recebida com educação sempre com sorrisos nos rostos e cada vez mais eu me sentia mal por pensar tantas coisas ruins sobre elas. A maioria fala baixo, pausadamente. Passam serenidade quando falam. Não vi mulheres gritando com seus filhos por exemplo. As crianças são educadíssimas desde cedo. Nada de criança gritando em um restaurante, fazendo pirraça em público.
Fiz um vídeo que conversei com um grupo de meninas fazendo um piquenique na praia. Perguntei o porquê delas usarem a cabeça coberta e porque algumas usam burca e outras não (nesse grupo apenas uma estava de burca). A moça que parecia ser a líder do grupo respondeu que é uma exigência da religião manter a cabeça coberta e que seria complicado explicar os fundamentos disso, mas que exceto essa obrigatoriedade, a burca (roupa geralmente preta só os olhos ficam a mostra) ou cobrir o corpo (com roupas normais) é opcional. Percebi que ela escolhia as palavras, como quisesse se explicar sem me ofender de alguma forma. Não teve como não fazer uma comparação e antes mesmo de falar me pediu desculpas: – No ocidente as mulheres fazem plásticas, exercícios para ficarem mais bonitas, maquiagens e usam cada vez menos roupas. Cultuam o corpo para conquistarem um marido que possa cuidar dela, que seja um bom pai, para constituírem uma família. Aqui nós pensamos o contrário. Aqui nós nos escondemos. Não somos obrigadas a esconder o corpo inteiro mas quando o fazemos queremos mostrar ao nosso futuro marido que seremos exclusivamente dele. Somente ele poderá ver o nosso corpo. Quando começamos a namorar e se o homem quiser se casar, ele fará o pedido porque está amando a minha pessoa e não o meu corpo, ele nunca verá o meu corpo antes do casamento. Eu terei a certeza que ele gosta de mim pelo que eu sou. Porque serei uma boa esposa, uma boa mãe. Por isso que algumas usam a burca, porque querem se mostrar ainda mais exclusivas. Outro tapa de luvas!
Essas moças deviam ter na faixa de uns 20 anos e me disseram que podem trabalhar no que quiserem, fazerem faculdade, dirigir, namorarem. – Não nos casamos com o primeiro namorado, isso é muito raro! Disse a líder do grupo.
Fiz até um vídeo depois dessa conversa, é só clicar AQUI. Fiquei remoendo por horas e passei a olhar aquelas mulheres com admiração e respeito. Vivem da maneira que acham ser correta não se importando com a opinião do resto do mundo.
Pude perceber que o islamismo árabe é realmente mais rígido que o malaio em varias situações. Praticamente todas as mulheres árabes usam burca e algumas até com meias, luvas pretas e um véu cobrindo o rosto. Os homens árabes são fisicamente muito parecidos (cabelos e barbas negras, pele branca) as mulheres, claro, não deu para ver. Somente as crianças. O interessante é que entre os malaios, as meninas usam o lenço cobrindo a cabeça desde pequenas já entre os árabes não. Vi adolescentes com os pais com os cabelos a mostra, penso que deve existir alguma coisa com relação a primeira menstruação. Só depois disso as meninas árabes são obrigadas a usarem o lenço. Estou  supondo  ok?! Depois fui saber que na religião católica, antigamente as mulheres só podiam entrar nas igrejas também cobrindo suas cabeças. Já repararam que todas as imagens de Maria são com a cabeça coberta? Ainda não dei um Google para saber a respeito.
Passei por uma situação estranha. Estava em uma fila atrás de três rapazes árabes, ambos com idades na faixa de uns 18 anos. Vestiam roupas parecidas (calça jeans, sapato e blusa gola polo), brancos, barbas negras bem aparadas e cabelos negros, também bem cortados. Dois estavam de costas para mim e um de frente. Conversavam entre si enquanto faziam o pedido. Quando terminaram, eles não saíram da fila de forma que eu não tinha espaço para chegar até o caixa. Pedi licença e eles agiram como se eu nem estivesse ali. Pedi licença novamente, quase encostei em um deles, pedindo licença e empurrando ao mesmo tempo, mas achei melhor não. Pedi uma terceira vez já querendo dar um chute e nada! A moça do caixa pediu para que eles saíssem e eles não saíram. Então eu gritei: EXCUSE-ME PLEASEEEEE, olhando firme para o que estava de frente para mim. Todos na lanchonete se viraram para olhar (eles falam muito baixo). Só depois disso, o rapaz puxou os amigos para o lado e pude chegar até o caixa. Os que estavam de costas, continuaram de costas e agiram como se nada tivesse acontecido. Não consegui contato com nenhum mulçumano árabe, mas vi casais de mãos dadas, o que já é uma evolução porque entre os árabes do oriente médio as mulheres só andam atrás dos homens.

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Só tenho que agradecer ao Deuses a oportunidade de conhecer tantas culturas e fazer meus julgamentos baseados no que vivenciei.
Segue o vídeo contando sobre essa minha experiências e muito mais.




quarta-feira, 13 de abril de 2016

Nossa vida “em terra” e Kuala Lumpur capital da Malásia

Olá povo do mar, de terra e sei lá mais de onde.

Para quem está chegando agora, já completamos nossa volta ao mundo e estamos em Vitória-ES desde então. A nossa vida ficou tumultuada de um jeito que estou ficando doidinha. Agenda, tive que comprar uma agenda depois de tantos anos.

Exames médicos, tratamento dentário, tempo com a família, documentos para renovar etc. Minhas melhores amigas só vi uma vez em quase três meses na cidade. Com tantos afazeres o blog vai ficando de lado. Sorry!

Domingo passado dei minha primeira palestra em grande estilo, pelo menos para mim, no Salão Náutico do Rio de Janeiro. Gente, falei quase duas horas (e falaria mais se tivesse mais tempo) com o auditório lotado. Estou rindo a toa até agora.

Então, vou tentando manter vocês informados do nosso presente e postando o restante da nossa viagem em respeito a quem nos acompanha desde o início, ok?!

Kuala Lumpur- Capital da Malásia

 Kuala Lumpur também conhecida pelo apelido carinhoso KL  é a capital da Malásia e vem se modernizando na tentativa de receber mais turistas. Com a grana que o governo está investindo em novas atrações e a população que nos receberam de braços abertos + sorrisos nos rostos, é questão de tempo a Malásia bombar.

No centro de atendimento ao turista de Lumut, sentimos como eles estão levando o turismo realmente a sério. O atendimento foi tão bom que deu vontade de conhecer todo o país!

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Deixamos o barco fundeado em frente ao Iate clube de Lumut, um local seguro, com o fundo de areia muito bom e fomos de ônibus para a capital Kuala Lumpur. Ônibus de dois andares  deslizava em uma estrada em perfeito estado de conservação, cercada por plantios de eucalipto e seringueiras. Chegamos na rodoviária perto do bairro chinês de lá e nos hospedamos em um hotel simples (US$ 50 diária). Ao lado do hotel havia um templo indiano que vivia lotado.

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Do nosso hotel avistávamos de looonge, O Menara KL, uma torre que tem um famoso restaurante 360 graus em seu topo.

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As Petronas Towers, são as  torres gêmeas mais altas do mundo, o cartão postal do país. Essas torres são a sede da empresa petrolífera da Malásia “Petronas”. Conseguir um bom ângulo para tirar foto nas torres sem ser atropelado é tarefa para ninja.

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O governo oferece o ônibus GO KL totalmente grátis que percorre vários pontos turísticos do centro da cidade. Basicamente ficávamos andando de ônibus e usando a “viação canelinha” ou seja, caminhávamos muito!  Passamos bons momentos de bobeira, sem pressa, só observando…

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Fiquei impressionada com a quantidade de motos nas ruas de todos os países asiáticos que passamos. Mais impressionada ainda, como os motoristas se respeitam e de praticamente não haver roubos de veículos. É comum os motoqueiros deixarem as chaves das motos na ignição e os capacetes pendurados sem cadeados.

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Nos shoppings haviam bibliotecas públicas com acesso a internet grátis, tudo custeado pelo governo. Fiquei um tempão lendo com atenção a placa de proibições.

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E a comida Guta?

Bem, a comida maláica nós não gostamos. Pelo menos os pratos que experimentamos foi sempre a mistura de pimenta+ molhos agridoces. Então Fausto se jogou nos restaurantes chineses e eu que já estava desidratada de tanta dor de barriga ficava só no Mac fish do Mac Donald.

Os restaurantes chineses eram bons-bonitos-baratos.

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Fomos de ônibus para a Batu Caves, 17 km ao norte da capital. A viagem foi rapidinha e o legal é que passeamos por bairros da periferia que normalmente os turistas não vão. Em todos eles as casas eram bonitas, ruas limpas, calçadas e estradas bem conservadas… senti uma pontinha de inveja!

A Batu Caves são três cavernas que possuem formações geológicas com mais de 400 milhões de anos e como se não bastasse, construíram um templo hindu Murugan com uma estátua dourada de sua imagem com  43 metros de altura. Para vocês terem uma ideia do tamanho, o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, sem o pedestal tem 30 metros de altura. São mais de 250 degraus + calor + umidade até chegarmos quase mortos ao templo com vários macacos ladrõezinhos no caminho. Os pestinhas são sagrados para os hindus e fazem a festa com os turistas que dão bobeira.

Durante o Festival Hindu de Thaipusam, (Hindu-religião dos indianos) mais de um milhão de devotos e turistas saem em procissão do centro de Kuala Lumpur em uma caminhada de até oito horas para chegarem até as Batu Caves. O lugar impressiona, é lindo!

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Para terminar, todos me chamam pelo meu apelido, Guta, mas o meu nome é Maria Augusta. De acordo com Fausto a única Maria que ele conhece que não é santa hehehehe. Não resisti e juntei essas duas marcas que conheci por lá. 

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Cada coisa né não?! rsrsrsrs

sábado, 26 de março de 2016


Oi oi oi povo do mar, tudo bom com vocês?
Estou escrevendo da casa da minha mãe, depois de passar o dia inteirinho comendo torta capixaba.  Que delícia poder matar as saudades da família!
Olhem a fotinha da tradicional torta capixaba que postei nas redes sociais. O louça fez muita gente sentir saudades da infância rsrsrsrrs





Mas voltando a Malásia...
Seguem dois vídeos que fiz passeando por lá. Fiz vários vídeos durante a nossa estadia na Malásia, espero que gostem . 






Uma feliz Páscoa a todos!

segunda-feira, 14 de março de 2016

Charter a bordo do Guruçá

Oi oi oi povo do mar, tudo bom com vocês?

Reabrimos o Guruçá Cat para charters. Oferecemos vagas para tripulantes (feriado de Tiradentes) e um pacote live abord (feriado de Corpus Christi) em Angra dos Reis e Paraty ideal para família e amigos.

Qualquer informação é só entrar em contato pelo e-mail: gurucacat@hotmail.com ou pelo telefone: (27) 996982979

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Segue a nossa programação:

Travessia Vitória - Arraial do Cabo - Rio de Janeiro

Essa travessia acontecerá durante um feriado, uma oportunidade para aquelas pessoas que tem pouco tempo e querem aproveitar para curtirem dias prazerosos no mar, com direito a parada em Arraial do Cabo, o “caribe brasileiro”. Também é indicada para aqueles que nunca realizaram uma travessia e querem vivenciar alguns dias no mar.

Detalhes:

Local de embarque: Iate Clube do Espírito Santo- Vitória/ES

Datas:

21 a 24 abril (Feriado de Tiradentes)

Valor:

Á vista R$ 2,000 por pessoa. Para garantir sua vaga é necessário pagamento de 50% e os outros 50% em dinheiro no embarque.

Todos os tripulantes devem chegar no Iate Clube do Espírito Santo no dia 20/04/2016 (quarta-feira) até as 18:00hs. Após o jantar serão ministradas noções básicas de segurança, conhecimentos teóricos e práticos do funcionamento do veleiro e uma breve conversa para que todos se conheçam.

Cada grupo de tripulantes (talvez dois ou três) ficarão no "comando" do veleiro em turnos, quando um novo grupo o substituirá. Isso sob a supervisão do Capitão Fausto Pignaton.

Incluído:

  • Hospedagem no Guruçá Cat
  • Capitão e Hostess
  • Alimentação completa, água potável, e bebidas não alcoólicas durante as travessias,
  • Diesel, gasolina
  • Roupas de cama
  • Cada tripulante poderá levar suas guloseimas preferidas como: Salgadinhos, doces...

Não Incluído:

  • Toalhas de banho
  • Transfers e passagens aéreas
  • Quaisquer outras despesas

Qualquer dúvida terei o prazer em esclarecê-la,

    Guta Favarato

Tel: (27) 996982979
E-mail:
gurucacat@hotmail.com
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sábado, 5 de março de 2016

Atravessando o estreito de Málaca

O estreito de Málaca já foi um dos lugares com mais ataques de piratas no mundo. Hoje em dia os ataques praticamente acabaram e mesmo alguns velejadores tentando nos fazer medo, fundeamos, entramos em dois portos diferentes, cumprimentamos pescadores e estamos aqui são e salvos. Reza lenda que pescadores jogam seus barcos para cima dos veleiros propositalmente para depois processá-los. Isso faz com que existam ralys de veleiros subindo ou descendo o estreito.  Cruzamos com dois grupos. Eu acho que é mais uma desculpa, porque ô galerinha medrosa, Gzuis!

Entramos na cidade de Porto Dickson e fundeamos em frente a marina. Poderíamos desembarcar de graça e deixar o bote em segurança, com o tempo fomos a prendendo que a Malásia tinha a segurança como sobrenome. Pena de morte, chicotadas, cadeia. A lei funciona por lá.

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Praticamente todas as marinas que conhecemos  na nossa volta ao mundo não cobra nada ou bem baratinho para podermos passar entre suas dependências, o que me dava raiva por lembrar de como somos explorados no Brasil.

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Só ficamos uns três dias na cidade que era limpa, organizada, arborizada com o povo simpático etc…

Na marina haviam vários veleiros diferentes (adoro passear em marinas). Soubemos que o estreito é um dos lugares com maior incidência de raios no mundo. Eita lugarzinho cheio do lero-lero!

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Esse catamarã todo em fibra de carbono tomou uma raiada  `a poucas milhas de Porto Dickson. Os estais estouraram, perderam todos os equipamentos eletrônicos, mas a tripulação ninja conseguiu manter o mastro de pé e chegar no porto. Conhecemos uma segunda tripulação (a primeira recebeu férias) que embarcariam o barco em um navio em Singapura e fariam as instalações de novos equipamentos na Turquia. O barco tinha bandeira dos EUA, porto de Las Vegas, logo imaginei que o proprietário fosse dono de um cassino hehehehe. Esse catamarã custa uns bons milhões de dólares.

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Um belo prato malaico. Pedimos sem pimenta, mas tivemos dor de barriga do mesmo jeito. A comida maláica é meio adocicada e apimentada ao mesmo tempo, não curtimos.

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De Porto Dickson fomos para Lumut, estávamos procurando um local para retirar o barco da água e pintarmos o fundo. Lumut tem uma marina de serviços com uma boa estrutura e bons preços, mas não conseguimos comprar a tinta que desejávamos.

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A marina ficava afastada do centro da cidade, então fomos para o centro e fundeamos em frente ao Iate Clube de Lumut. Um excelente fundo de areia como todo o estreito de Málaca. O iate clube de Lumut super receptivo (algo raro para iates clubes)  tinha um calendário náutico ativo. A prefeitura mantinha veleiros de regata que quando não estavam regateando, eram usados para cursos de vela com estudantes. Depois de cada aula, as crianças ganhavam lanches do KFC, uma franquia de restaurantes de frango frito que também apoiava a iniciativa. O clube sempre estava cheio, festivo!

Todos que nos cumprimentavam diziam que eu poderia usar a piscina do clube quando quisesse. Achei estranho depois de cada conversa: De onde vocês são, como foi a viagem etc. eles terminarem recomendando a piscina. Só depois fui entender, quando vi um grupo de mulheres praticamente com roupas de mergulho fazendo natação. Acho que os safadeeenhos queriam me ver de biquini! Não dei o gostinho hahahaha

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Em uma dessas regatas dei a minha primeira entrevista para a TV local em inglês, acho que me saí bem.

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Olhem como são as coisas. Depois da entrevista recebemos o convite de um senhor para tomarmos um café na cidade, ele gostaria de nos fazer uma proposta de trabalho. Gastei meus miólos pensando em que trabalharíamos, mas nem me veio a cabeça o que sempre fizemos: Charter. O senhor queria alugar nosso barco para days charters com grupos da sua igreja/mesquita. Ofereceu uma grana tão boa que foi impossível recusar. Lumut têm uma ilha muito usada para veraneio dos maláicos do interior do país, ilha com vegetação e enseadas muito parecidas com a Ilha Grande em Angra dos Reis, Rio de Janeiro. Tudo combinado, mas travei no lanche que estava incluído no passeio. O que fazer para mulçumanos que praticamente só comem frango e peixe? Ráaa, entrou em ação as minhas santas coxinhas e o bolo de coco gelado. Resumindo: Os charters foram excelentes. É muito fácil lhe dar com os maláicos que adoraram o barco, o bolo mas ficaram apaixonados pela coxinha, tive que traduzir e distribuir a receita . A grana entrou em uma boa hora. Santa entrevista!

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Em um cemitério chinês com estátuas bonitinhas, só não chegamos mais perto com medo da placa que dizia que poderíamos ser nós os enterrados Fantasma 

20150423_115026Ainda cabeluda, para que não nos acompanha nas redes sociais, raspei a cabeça, máquina zero Smiley surpreso

Em todos os lugares do mundo, iates clubes são bastante procurados para fotos de casamento. Tive o prazer de fotografar dois casais recém casados no mesmo dia. E nada de vestido branco, os asiáticos em geral gostam de cores, muitas cores! Eles estavam tão felizes, nossa, uma energia tão boa no ar que ganhei a minha semana Coração vermelho

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Até mais.