sexta-feira, 13 de julho de 2018

Uma opção para Refeno


Olá Povo do mar!

Quem aí quer participar da Refeno?
Nós não participaremos esse ano, mas gostaria de indicar, de olhos fechados o casal Bruna e Jairo do veleiro Caboges. 

Seguem as informações que a Bruna me passou:

O Veleiro Caboges é um barco de aço de 37 pés, construção francesa projeto Caroff, modelo Bulle de Soleil. É um barco forte e estável, foi feito para ir para a Antártida, e está conosco há 5 anos.
Possui um quarto de casal fechado, um quarto de casal aberto, uma cama de casal na sala e dois beliches de solteiro, também na sala.
Temos banheiro com chuveiro quente e uma cozinha completa. Roupas de cama e banho. Ventiladores, mas no barco costuma ser sempre fresquinho.
Somos um casal gaúcho que soltou as amarras do Iate Clube Guaíba para viver no mar.
Jairo(33) é Capitão e Bruna(30) Arrais.
Vivemos de Charter pela costa do Brasil, onde nosso maior foco é Angra dos Reis e região, porém em tempo, conseguimos preparar e equipar o barco para realizar o sonho de participar da regata mais famosa e charmosa do Brasil: a Refeno.
Jairo, veleja a mais de 10 anos, e Bruna a 7. 
Nosso barco possui: Piloto automático, VHF fixo e portátil, GPS, Epirb, Spot, bote de apoio com motor de popa, salvatagem completa, incluindo todos os pirotécnicos e balsa salva vidas. Temos gerador eólico, placas solar, gerador a gasolina, e mais o motor de centro de 90hp.

Acabamos de fazer a manutenção do barco e, estamos saindo amanhã, dia 13/07 de Porto Alegre.
Venderemos todos os trechos, até Fernando de Noronha.

Trechos e Valores

 - Porto Alegre/Rio Grande: 160nm - R$500
 - Rio Grande/Floripa: 386nm - R$1.000
 - Floripa/Ilhabela: 290nm - R$1.000
 - Ilhabela/Angra: 79nm - R$500
 - Angra/Cabo Frio/Búzios: 137nm - R$800
 - Búzios/Abrolhos/Salvador*: 660nm - R$3.000
 - Salvador/Recife*: 380nm - R$1.500
 - Recife/Noronha: 290nm - R$5.000**
Total de Aproximadamente 2.400nm

*Poderá haver outras paradas, conforme necessidade ou previsão do tempo.
**Este valor não inclui inscrição na regata. Neste valor está incluso o retorno, que será até Cabedelo(100 inscrição a parte, que inclui feijoada e premiação), e, apenas a alimentação durante a travessia(ida/volta). Sendo responsabilidade de cada um a alimentação durante a estadia na Ilha. Para pernoite embarcado durante a estadia na ilha, será cobrado um acréscimo de R$600(3 a 4 dias). 

 - Disponibilizaremos 4 vagas para os trechos e para a Refeno.
 - Alimentação inclusa durante as travessias. Durante a estadia em Noronha, e, havendo necessidade de embarque em data anterior ou até mesmo estadia posterior no barco, as despesas com alimentação, serão de responsabilidade de cada um.
 - Datas de saída de cada trecho a definir.






Instagram:@veleirocaboges
https://www.facebook.com/veleirocaboges/
Contato: veleirocaboges@gmail.com
Whats:(51)9.80181999


quarta-feira, 4 de julho de 2018

Novo canal no Youtube

Oi gente,
Tudo bom com vocês?


Estamos fazendo uma renovação nas nossas redes sociais, tudo por conta de problemas técnicos.

Em breve um novo blog com atualizações semanais.  
O novo canal no Youtube já está no ar:

Guruçá "Ao Sabor do Mar"

Foi difícil escolher esse nome, mas quando descobri que poeticamente "sabor" significa destino, bati o martelo e fui contra a quase toda família que havia escolhido outro nome.

Para mim que divulgo sobre náutica em geral desde do falecido Orkut, que tem um blog há 10 anos e que posta vídeos há anos também, confesso que deu um frio na barriga recomeçar do zero.

Mas creio que quem gosta do nosso trabalho vai migrar para nossos novos canais, certo?

Seguem abaixo os novos vídeos:






Inscreva-se! 
Sugestões e críticas construtivas são bem vindas.










domingo, 17 de junho de 2018

Ser brasileiro

Viajar velejando pelo mundo nos proporcionou experiências fantásticas!
Arrisco a dizer que somos o país mais querido do mundo.
Descobri que “Brasil” é uma palavra mágica que foi capaz de tirar sorrisos do mais carrancudo inspetor ao mais tímido pescador.
Todas as vezes que dizíamos ser brasileiros, mesmo não falando a língua local , éramos lembrados de um jogador de futebol, de um cantor, de uma modelo, do carnaval.
Os gestos surgiam, as brincadeiras, músicas eram cantadas. Queriam mostrar de alguma forma que nos conheciam.
E qual o problema em sermos lembrados por ter o melhor futebol do mundo?
Por sermos alegres?
Por termos mulheres bonitas?
Fomos bem tratados em países que dão valor ao que conquistamos: a simpatia e respeito de um mundo que não se resume em Europa e Estados Unidos.
Estou extremamente feliz em saber que hoje, várias Ilhas no Caribe, a Polinésia, as Ilhas Salomões, países asiáticos e Africanos estarão vibrando por nós!

Temos que aprender a nos valorizar e termos consciência que a maioria dos nossos problemas seriam resolvidos nas urnas.
Não é preciso deixar de torcer por algo para que isso aconteça.

20141003_141117

Essas crianças “sarará crioulo” na foto, conhecemos na ilha Honiara, capital das Ilhas Salomões (perto da Austrália).
Tem os cabelos loiros naturais, devido a uma mutação genética que só acontece por aquelas bandas, ainda não se sabe o porquê.
Quando dissemos que éramos brasileiros foi uma gritaria! Todas falando ao mesmo tempo, até que dei a palavra a uma delas que disse com toda convicção:
- Você sabia que o Neymar pintou o cabelo para ficar igual a gente?
Eu queria abraçar a inocência daquela criança.
Ganharam uma rodada de geladinho.

Siga-nos pelo insta: @aosabordomar
Em breve novo canal no YouTube e novo blog.

domingo, 6 de maio de 2018

E o Lord Jim afundou.

Estávamos trabalhando quando recebi uma mensagem avisando que o Veleiro Lord Jim havia acabado de afundar. Filmei ele garrando, quase batendo em nós, mastro caindo, rebocagem mal feita, mas o fim mesmo, ele não quis que eu mostrasse.

Agora está no fundo, não tão fundo o suficiente para que ele ficasse totalmente submerso, partes do mastro estão aparentes. Foi colocado uma bóia de perigo isolado e veremos se será o suficiente.

Agora, começaram a depená-lo. Fausto disse que quando ele passou pelo furacão no Caribe, na época, a lei era que se um veleiro estivesse afundado e sem um responsável, qualquer um poderia pegar o que quisesse. Não sabemos se a lei continua a mesma no Caribe e se é válida aqui no Brasil, só sei que, qualquer peça de bronze do Lord Jim, deve valer uma boa grana em antiquários, principalmente na Inglaterra, já que o veleiro é Inglês e tem uma história respeitável.

Hoje pela manhã uma pessoa mergulhou devidamente paramentado (até bóia de sinalização usou), deu umas marretadas e arrancou alguma coisa. Foi embora em menos de 20 minutos.

IMG_4518

IMG_4519

IMG_4517

Lord Jim ainda não virou casa de peixes, mas já está rendendo bons mergulhos no estilo “caça ao tesouro”!

 

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Histórias da vida no mar

E aí povo do mar, tudo bom?

Estou escrevendo o livro da nossa viagem de volta ao mundo e dia sim e outro também quase tenho ataques de pânico por me sentir tão perdida com tantas informações. O pior é que sou mentalmente desorganizada e quando tento focar no livro da viagem, a cabeça começa a pensar em um dos outros três livros que rascunhei. É como se fosse uma alto sabotagem, porque escrevo um monte, mas a sensação é de que nada vai para frente.

Na construção do Guruçá Cat, em vários momentos a gente trabalhava por dias em uma peça, mas o trabalho não aparecia, e a gente ia desanimando quando não víamos o resultado do trabalho. Daí Fausto sabiamente pulava para uma outra peça mais simples que ficava pronta rapidinho e o ânimo voltava.

Não estou conseguindo adaptar essa “psicologia” que ele usava na construção para minha situação atual: Perdida, cheia de incertezas, sem saber como me organizar e o que fazer primeiro. Infelizmente não tenho nenhuma “peça” que fique pronta rapidinho. 

Agora por exemplo, abri o computador e ao invés do livro, estou aqui, choramingando para vocês.
Ontem, tentando dormir, porque tem dessa também, estou caindo de sono, mas a cabeça teima em pensar e enquanto eu não descarregar o pensamento, não durmo ou durmo mal.
Ontem, recordei de duas histórias legais que passamos durante todo esse tempo morando a bordo. São tantas histórias, que olhem só, renderia outro livro!

Aprendi a não aceitar convite de qualquer refeição de velejadores solitários. As minhas experiências com velejadores solitários estrangeiros foram de barcos sujos e fedorentos.
Aqui no Brasil somos muito festeiros e adoramos convidar outros velejadores para o nosso barco, mas lá fora não é assim. Principalmente com europeus. Eles são muito reservados, aceitam  prontamente a um convite ao seu barco, mas raramente te convidam de volta. 
Na nossa viagem preferimos nos relacionar com famílias, não temos filhos, mas tínhamos o Faísca, um cachorro, que praticamente nos tornava uma família e nos aproximava das outras. As crianças o adoravam! Contamos nas mãos os veleiros que nos relacionamos de “verdade”, de um ir ao veleiro do outro, mas não sentimos falta nenhuma desse tipo de relacionamento. O nosso propósito era conhecer os lugares o povo, suas culturas e não ficar tentando fazer amizadinha com o vizinho temporário.

Então foram poucos os velejadores solitários que nos relacionamos, amém!
Não vou dizer a nacionalidade de ambos, só para rolar uma curiosidade hehehe

O primeiro morava em um monocasco com a boca bem grande (largo) e uma decoração interessante: Era cheio de almofadas coloridas, tecidos tipo cetim, me fez imaginar um quarto de um sultão, cheio de pompa. Sujo o veleiro não era, mas o cara não gostava de banho e não tinha uma mulher para obrigá-lo a fazê-lo. Ele só tinha duas camisas que se não estivessem bem presas no varal, fugiriam nadando de tão surradas e mal lavadas, ou seja, rolava um cheirinho de urso a bordo (creio que urso seja fedorento).

Dentro do veleiro, ele armou a mesa que estava na forma de cama, alguns veleiros pode-se usar de ambas as formas e colocou uma panela de pressão no centro. Disse que havia aprendido a receita quando passou por Salvador... Pensei: Ai-Meu-Deus!
Quando abriu a panela, quase cai dura. O cara havia feito um tipo de feijoada, que como ele mesmo disse: Na comida baiana não pode faltar cominho e leite de coco né?! Não sei de onde ele tirou isso! Feijoada com leite de coco, Gzuis, como me safo dessa?
Reclamei do calor,  que estava ficando enjoada dentro do monocasco e pedi para comer do lado de fora. Dei uma de atriz, porque olha, fingi que comia tudo e ainda elogiava, só que a minha parte os peixinhos comiam, cada vez que o cara entrava para pegar alguma coisa que eu inventava: Uma faca por favor? Tem guardanapo? Velejador solitário não liga para esses detalhes. Mais difícil do que fingir, era não rir da cara que Fausto fazia cada vez que dava uma garfada. Pela primeira vez achei que Fausto não iria comer alguma coisa. Assim que chegamos em casa Fausto começou a reclamar, enfiava o dedo na guela querendo vomitar. E ele ficou puto quando soube que eu não havia comido nada.
- Bem que achei estranho você tão quieta!

Fausto, não vou mais almoçar ou jantar em nenhum barco de velejador solitário, nem adianta ficar falando na minha orelha...

Até que apareceu um colega que ele não via há anos…

- Não vou, vai você sozinho!

- Você é a minha esposa, quero que ele te conheça nhê, nhê, nhê e a boba aqui cedeu.

Ficamos no cockpit (a varanda do barco). Fausto tomando uma cervejinha e eu uma coca cola, mas já preocupada com o que iria ser servido. Não aguentei e perguntei.
- Pasta com molho foi a resposta. Fiquei mais tranquila, até sentir uma coisinha andar pelo meu braço. Olhei , mas não achei nada. Estava escuro. Coloquei meu braço apoiado na mesa e senti outra coisinha. Olhei e nada! O seu fulano, o senhor pode acender a luz? O cara enrolou e não acendeu. Recolhi meus braços e fiquei quieta. Quando o jantar começou a ser servido, a luz foi acessa e eu nunca havia visto tanta baratinha em um só lugar na vida! Haviam várias correndo pela “casa”. E o velejador agia como se nada estivesse acontecendo... Eu não tenho medo de barata, mas dá nojo comer com um monte delas passeando na sua frente. Pedi licença , peguei meu chinelo no bote e começei a matar as baratas que chegavam perto de mim. Cara de pau por cara de pau né? Daí começei a pensar nas baratas que haviam passado em cima do prato que estava na minha frente, na panela em cima do fogão e fiquei embrulhada. O cara não saia da mesa e não adiantou eu dizer que estava esperando meu prato esfriar (na primeira virada de rosto do velejador iria tudo pra água) que o cara ficava falando: Experimenta, experimenta! Aff, não teve jeito. Coloquei a primeira garfada de espaguete na boca. Puta merda, era pimenta pura! O tal molho era a mistura de várias pimentas. Haaaa vá a merda! Comer pimenta cheia de baratas já era demais para mim. Reclamei pro cara na boa, que era muito apimentado, que eu não comia pimenta e devolvi o prato. O velejador fez uma cara de mendingo chateado saído direto do filme Os Miseráveis, e eu nem tchum! Ele deveria me agradecer por eliminar pelo menos umas 100 baratas do barco dele, isso sim. Hoje, pensando bem, eu deveria ter dado de uma mulher “normal”, ter gritado quando tivesse visto a primeira barata e corrido para o bote. Teria me poupado do climão.

20140317_064138-1

terça-feira, 3 de abril de 2018

Tenho medo do meu vizinho!

Para quem não sabe, morávamos há anos na praia do Bonfim, aqui em Angra dos Reis e há uns meses nos mudamos para a enseada ao lado, a Praia Grande. Uma praia linda, que recebe muitos turistas e onde fica a sucursal do Iate Clube do Rio de Janeiro.

A quantidade de barcos de todos os tipos e tamanhos aqui é grande, principalmente de veleiros em poitas alugadas. Muito mais em conta do que deixar o veleiro em marinas (pretendo falar sobre isso em um vídeo em breve). Depois de anos “no ferro” ou seja, usando a âncora, passamos a usar uma poita. E como é bom! Na âncora tínhamos que viver de olhos abertos nas previsões do tempo. Com a entrada das frentes frias, nos mudávamos para uma ancoragem mais protegida do vento Sudoeste além dos pirajás que adoravam nos dar sustos.
Essa semana entrou um pirajá a noite. Eu já estava na cama quase dormindo quando o vento começou a assobiar. Automaticamente dei um pulo da cama, até raciocinar: Guta sua orelhuda, você está em uma poita, relaxa! E fui dormir lindamente… Estávamos seguros, ou pelo menos pensávamos que estávamos, bobinhos…

Na praia do Bonfim, tínhamos poucos vizinhos. Um argentino com dois cachorrinhos que choravam de vez em quando e mais nada que incomodasse. Aqui na Praia Grande temos vários bons vizinhos, mas tem um que incomoda, e a muita gente. Infelizmente somos vizinhos “de porta” do Lord Jim, para entender a história desse veleiro CLIQUE AQUI. A história é longa, trágica e o veleiro hoje, abandonado em uma poita. Dizem que como corre um processo na justiça a respeito dele, relatado no link acima, o veleiro está sobre a responsabilidade da Marinha do Brasil. Toda a semana, quando o veleiro, praticamente todo podre se enche de água, um bote da marinha aparece e com a ajuda de uma bomba, retira a água de dentro dele. Também dizem que esse veleiro ainda não afundou porque existem dois tanques de diesel vazios e lacrados a bordo que mantêm sua flutuação. 
O problema é que o veleiro é grande demais  para o espaço da poita que foi colocado. Dependendo do vento e da maré, ele se choca com as outras embarcações ao lado. Já bateu e quebrou duas janelas de um trawler, que não teve a quem reclamar do prejuízo. E nós que achávamos estar longe de qualquer problema quebramos a cara. Cadê o sossego? E o medo dele se soltar da poita e vir para cima da gente?
Paranóia? Não! Foi exatamente o que aconteceu!!!


Domingo passado, dia 25/03/2018 entrou uma ondulação anormal aqui em Angra, não tinha vento forte, mas uma ondulação grande. De alguma forma o Lord Jim se soltou da poita e foi parar no Gurupé de uma escuna ao lado. Com isso um dos mastros de partiu em duas partes e caiu, começou uma chuva de tudo quanto é material podre a cair. Os dois ficaram ali atracados, mas longe da gente. Ligamos para os dois números que estavam disponíveis na escuna de passeio sem sucesso. Ligamos para um amigo que trabalha no Iate Clube que estava sem o bote de apoio aos sócios e não tinha como ajudar. Restou ligar para a marinha pedindo ajuda.
Os barcos ficaram muito tempo se batendo, com a ondulação de lado. Daí a outra escuna de passeio da empresa chegou e começaram as sucessões de erros. Conseguiram retirar o Lord Jim do Gurupé da escuna, mas para onde levá-lo?
Os rapazes na boa vontade, acredito sinceramente nisso, começaram a rebocar o veleiro com a ajuda da escuna. O correto seria o reboque pela proa do veleiro, de preferência com alguém no leme, ou o mesmo no meio, e o veleiro deveria ser levado para longe de todas as outras embarcações, havia espaço para isso e seria o caminho mais fácil, mas não. O reboque foi feito pela popa. Um dos rapazes ficou pendurado na popa do veleiro de frente a um cabo relativamente fino para aquela operação, exposto ao risco do cabo estourar e ele ser ricocheteado. Daí chegou a marinha e pensamos: Ufa, agora tudo será resolvido!

Como somos bobinhos Gzuis!

Que nada, o bote da marinha ficou pra lá e pra cá, não ouvimos orientação nenhuma por parte deles aos meninos das escunas. Uma operação de risco como aquela, feita a base do improviso. Arranjaram uma poita e o veleiro, rebocado pela popa, provavelmente com o leme virado de qualquer maneira, tudo sem nenhuma organização prévia.

 
Fausto começou a gritar avisando que o veleiro rebocado não tinha manobrabilidade e que o Guruçá poderia girar, gritava para que eles não chegassem tão perto. O rapaz fez um sinal de positivo, mas eu tive o pressentimento que uma colisão poderia acontecer. E foi tudo muito rápido! O veleiro que estava longe e não nos apresentava perigo, de repente, em questão de minutos estava em cima da gente e graças aos anjos protetores do Guruçá o pior não aconteceu, por um triz! 

Postei nas minhas redes sociais (ainda não me segue? fala sério heim?!) e choveram comentários. O que mais foi perguntado: Porque a marinha não ajudou no reboque com o bote? Não puxando o veleiro é claro, mas o empurrando lateralmente para mantê-lo em um desejado rumo, fazendo o papel de um leme? Teria ajudado muito!

Se eles estivessem empurrando o veleiro lateralmente (o que é muito comum nas marinas pelo mundo afora), não teríamos corrido o risco que corremos e se tivessémos o prejuízo, não teríamos a quem recorrer.
A sensação que tenho é que o barco podre e abandonado é mais importante do que todos os outros.
Se dizem que esse veleiro é responsabilidade da marinha brasileira, por que não o colocam em uma das poitas da baía do Colégio Naval? Uma baía enorme e vazia, assim o Lord Jim não ofereceria perigo aos outros. 
Não acredito que alguém compre  e restaure o Lord Jim tamanha a podridão que ele se encontra. Se aparecer um milionário e corajoso para tal trabalho, o barco seria completamente refeito e só manteriam o nome.

O próprio dono do Lord Jim, o senhor Holger Kreuzhage, fez um comentário no meu facebook, dizendo algo como se tivesse desistido do barco após gastar mais de 250 mil dólares na rua restauração. Mas foram tantos comentários, que não encontro o dele especificamente.

Uma outra pessoa comentou “  Deveriam desenhar um plano de afundamento controlado. Colocá-lo em um local seguro, sem representar risco para a proteger a vida marinha e criar um local para mergulho de naufrágio. É melhor do que deixa-lo se acabar, enquanto representa um perigo para a navegação. É lamentável, mas fazer o que?

Da maneira que está, a chance dele ir parar em pedras e afundar é grande. E menos mal se isso acontecer, afundar seria o ideal, porque se não fosse a escuna que serviu de paredão, Lord Jim iria parar em uma praia em frente a um hotel. Quem arcaria com os custos da limpeza da praia?

Ficaremos para ver as cenas dos próximos capítulos ou acataremos a frase:
Os incomodados que se mudem!

Fiz os vídeos ao vivo pelo Facebook, e não sei postá-los aqui. Quem quiser assistir ao asburdo só acessando no meu perfil do Facebook Guta Favarato.

Image-14