sexta-feira, 24 de junho de 2016

Vídeo: Churrasco na praia da Tapera

Oi Gente,
A vida segue tranquila aqui em Angra dos Reis. Um frio do créu que me faz recordar a nossa estadia pela África do Sul. Tá frio, mas está sol, chovendo muito pouco. Agora raciocinando, coisa que raramente faço, o clima tá gostoso. Incrível como gostamos de reclamar da vida né?!
Semana passada, ou retrasada, nem sei mais, fomos a um churrasco na praia da Tapera, enseada do Sítio Forte, Ilha Grande. Esse churrasco rola todos os anos oferecido pelo Naudi e a Telma, que tem um bar nessa praia. Pense em uma sardinha frita espetacular e uma lasanha de filé de pescadinha que é de comer rezando!
 
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Não sei se é um pagamento de promessa, só sei que todos os anos, antes de tirarem férias, o casal dá um churrascão 0800 para todos os velejadores que chegarem a praia. Depois de quatro anos fora, não iríamos perder de maneira alguma.
 
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Esse é o primeiro dos vídeos que pretendo fazer sobre a nossa vida abordo aqui no Brasil. Já se inscreveu no nosso canal? Quem se inscreve assiste primeiro sabiam?
 
 
Desde já quero agradecer aos que nos assistem, que dão seus likes, que sempre estão nos enviando vibrações positivas. Obrigada pelas mensagens de apoio aos nossos novos projetos!
Olhem só um dos comentários que recebi pelo youtube:
“Sou criança, tenho 12 anos, meu sonho é dar a volta ao mundo e o legal é que com vocês fico aprendendo o tempo inteiro!!! Muito bom.”
Comentários como esse são incentivadores. É uma troca de incentivos! Toma lá, dá cá. Só que no bom sentido. 
Até logo,
Guta

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Novos projetos

Apareceu a Margarida olê olê olá … E aí povo do mar, tudo bem com vocês?

Gente, gente, minha vida tá uma coisa de doido. São tantos planos, projetos, que minha cabeça entra em parafuso e acabo não fazendo nada direito. Uma coisa que está me incomodando é ainda escrever somente sobre a nossa viagem sendo que estamos vivendo várias coisas legais que poderiam ser compartilhadas agora, no presente! Então, vou mesclar a viagem e o nosso dia-a-dia começando pelo post de hoje.

Estamos com o projeto de construir um novo catamarã também projetado/desenhado por Fausto. Mas para isso, pretendemos colocar o Guruçá Cat a venda. Ao mesmo tempo, enquanto o barco não é vendido temos que trabalhar né?! Então estou preparando um site e novas redes sociais para divulgarmos o nosso trabalho de charter em Angra e Paraty, vagas  para tripulantes subindo a costa até Recife e participarmos da Refeno (somente o ano que vem).

Também tem o livro. Um livro que eu nunca imaginei escrever, na verdade nunca imaginei que tivesse capacidade para tal coisa. Mas aí o povo começou a incentivar e pensando bem, realmente devo escrever um livro. Li o livro do Hélio Setti mais de 30 anos depois de escrito. O Hélio já não está em corpo nesse planeta mas ainda continua vivo pelas palavras. Então também quero me eternizar hahahaha.

A introdução já está mais ou menos pronta, spoiler, spoiler!

A vida é feita de sonhos. Quando Fausto me disse essa frase foi como se ele tivesse me enfeitiçado. Acho que me apaixonei por ele naquele exato momento. Uma frase forte que te pega pelo pé. Qual o seu sonho? Para alguns um apartamento em frente a praia, outros um carro importado ou um filho para a maioria das mulheres. Para Fausto morar a bordo de um veleiro em Angra dos Reis-RJ de maneira auto sustentável era um sonho. Entrei de carona e só joguei mais lenha na fogueira. Depois de muito trabalho, conseguimos construir nosso catamarã, morar a bordo em Angra e fazer charter, o que nos daria uma vida tranquila, mas quando sonhamos não paramos mais. A cada conquista, um novo sonho aparece. E para nós, o novo seria fazer uma volta ao mundo velejando.” 

Escrevi, mas como sou meio biruta posso reescrever e o livro só sair no ano de 2030.

E as palestras? Nos convidaram a palestrar no Rio Boat Show e só fomos graças ao patrocínio do irmão do Fausto, Edísio Pignaton. Ao contrário do que muita gente pensa, não ganhamos nada para dar a palestra no Rio Boat Show.

Terminamos a volta ao mundo em Vitória no Espírito Santo, nosso estado! Ficamos três meses com o barco no piscinão do Iate Clube de Vitória que nos recebeu de braços abertos e nos deu um apoio muito bom nesse tempo todo que ficamos por lá. Um obrigado especial ao Manoel Porto, diretor de vela do Iate Clube e ao Bruno Martineli skipper internacional que reside em Vitória.

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O único defeito da cidade: O pó de minério. Gente, olhem como nosso convés ficava:

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E as empresas mineradoras dizem que não são elas as responsáveis pelo pó. Já disse e repito, tem um vulcão ativo ainda não descoberto na ilha hahahaha (Vitória é uma ilha para quem não sabe).

Matamos as saudades da família, mas mesmo assim foi pouco, depois de quatro anos fora de casa.

Dei duas palestras para crianças em escolas públicas onde minha mãe trabalha como professora, em Vitória e na Serra. Quase não consegui terminar porque as crianças literalmente iam ao delírio a cada foto que eu mostrava. Ganhei tantos beijos e abraços, declarações do tipo: – Fiquei emocionado tia, quase chorei! Que dinheiro nenhum no mundo pagaria tanto carinho.

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Outra palestra bem legal foi no clube de vela de Vitória. A Cartiane professora de vela que me convidou, foi uma fofa e organizou um ambiente super legal na praia. Uma palestra luau. Foram servidos salgadinhos, sucos e frutas as mais de 100 pessoas que compareceram. Legal né? Eu achando que só iria meu pai, minha mãe, irmã e marinha. Fiquei surpresa.

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O sonho havia se realizado e a moleza acabado. Voltamos ao batente! Fiz divulgações aqui no blog, pelas redes sociais e felizmente lotamos o barco na perna Vitória-Cabo frio-Rio de Janeiro. Um grupo com tripulantes de Brasília, São Paulo e Espírito Santo, foi show! O tempo também colaborou e voltamos ao trabalho com o pé direito.

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No Rio de Janeiro fundeamos na Urca onde têm uma prainha que possibilita o embarque e desembarque com o bote, mas fizemos uma parceria com o Clube de regatas Guanabara onde poderíamos embarcar e desembarcar com o bote (pelo píer + seguro) em troca de uma palestra. Tenho que agradecer ao Fábio, mais conhecido como Mago da Foto que organizou tudo para nós no clube. A palestra também foi bem legal, novamente mais de 100 pessoas compareceram e algumas tiveram que ficar em pé!

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Só um detalhe: Minha palestra, falando rápido, demora 2 horas. A maioria das pessoas ficaram até o final e ainda fizeram perguntas. Se ficaram ouvindo eu falar por duas horas, não deve ter sido ruim né?! hehehe

Do Rio de Janeiro a Angra fizemos outro charter com duas famílias de Niterói que quase nos mataram de tanto rir! Foi divertido demais da conta e ficamos com saudades.

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A vida aqui em Angra fica para o próximo post. Os vídeos também não vão parar. Demora mas sai hehehe .

Até mais,

Guta

domingo, 15 de maio de 2016

Malásia: Ilha Langkawi

Oi Oi Oi gente, bom dia!
Imaginem uma muito luz forte na cor verde. Imaginou? Agora Imagine você chegando com seu veleiro a noite em uma enseada desconhecida com dezenas dessas luzes no mar. Elas eram tão fortes que a medida que fomos chegando mais perto, mais atrapalhavam a nossa visão. Até que conseguirmos identificar que eram barcos de pesca, todos fundeados, sem movimento, mas eram tantos que  não tinha como seguir adiante.
 
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Fundeamos ali, no meio dos “Hulks”, apelido carinhoso que dei a eles. Também poderiam ser chamados de barcos criptonita, porque literalmente eles poderiam acabar conosco rsrsrs. Dei um google e essas luzes podem ser vistas beeeem longe!
 
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Raramente chegamos em algum porto durante a noite, a chance de dar errado é muito grande. Quando achamos que já tínhamos visto de tudo, vem a vida e paaá na nossa cabeça! Fiquem espertos!
Passamos um bom tempo na ilha de Langkawi que fica praticamente na divisa entre a Malásia e a Tailândia. Essa ilha é livre de impostos então pode-se comprar em lojas náuticas nos EUA e mandar entregar lá. Fizemos compras de materiais de reposição e usamos o endereço do simpático Iate clube de Langkawi. Eles cobravam uma pequena taxa pelo serviço, mas depois de uma semana do material entregue e não retirado, cobravam uma diária que arrancava o couro do sujeito. Já estavam calejados dos velejadores espertinhos… Existe gente folgada em tudo quanto é lugar no mundo.
 
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A ilha é muito bonita, a vegetação parecida com a mata atlântica, exuberante e muito bem conservada. Alugamos uma moto e demos a volta na ilha. Lá pela metade do caminho eu já não me aguentava de tanta dor nas pernas, no bumbum, gente, dói demais. Nunca ninguém havia me dito como é desconfortável andar de moto, principalmente de carona.
 
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Nossa vista do barco.
 
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20150530_105636 A forma que a maioria dos barcos abasteciam de diesel.
 
Havia um parque bem pertinho da ancoragem, passei bons momentos ouvindo o canto dos pássaros por lá.
 
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E o povo adora fazer um piquenique nesse parque.

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Dois dias da semana tinha uma feira de rua muito massa, pena que não gostei da comida malaica: doce + salgada + apimentada = Trono no mesmo dia. Mas sempre íamos porque como a comida era barata e Fausto tem estômago de pato eu tirava folga da cozinha. Também gostava de ver o furdunço. Só tem gente alegre nas feiras de rua, já perceberam? Só energia boa rolando hihihihi
Yakisoba aparentemente inofensivo, mas não foi. Quase cuspi fogo, mesmo eles dizendo que não havia pimenta.
 
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Quando vi esses churrasquinhos quase chorei de emoção, depois de comer, quase chorei de raiva. Era tudo de soja, uma massa completamente sem gosto.
 
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Segue um vídeo sobre a nossa vida a bordo por lá:



Até logo,
Guta

domingo, 1 de maio de 2016

Feriadão Corpus Christi em Angra no Guruçá

Olá povo do mar, tudo bem com vocês?

Sua família gostaria de descansar em Angra e Paraty dois lugares mais belos do Brasil e do mundo?  Voltamos a trabalhar com Live abord (pernoite a bordo) em Angra dos Reis e Paraty com valores acessíveis (compare os preços com outros veleiros na região).

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Feriado de Corpus Christi Pacote de 7 dias: R$ 21,000
Pacote 4 dias: R$ 13,000
Incluído: Capitão com experiência internacional
Hostess (responsável pela recepção, acomodação e alimentação dos hospedes)
Roupas de cama
O preparo das refeições de acordo a um cardápio que ofereceremos
Taxa de limpeza
Seguro da embarcação
Não incluído:
Diesel motores do barco (15 litros/hora) 
Gasolina para o bote de apoio (15 litros/hora). 
Toalhas de banho
Bebidas e alimentação
Despesas com marinas (se quiser ficar em alguma)
Despesas com restaurantes

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Forma de pagamento: 50% na reserva e 50% no embarque.
Outros detalhes:  *Em caso especiais poderemos receber mais duas pessoas a bordo dormindo em colchonetes na sala.
*Nossa diária começa as 18:00h e termina as 18:00h do dia seguinte. 
*Não navegamos durante a noite (questão de segurança).
*Não navegamos pelo lado de fora da Ilha Grande (questão de segurança).
*Toda a comida e bebidas podem ser trazidas para bordo e preparadas pelo cliente à vontade em nossa cozinha. 
Se desejar, poderemos preparar as refeições, é só escolher o que quiser em um cardápio que ofereceremos. Faremos as compras dos ingredientes e entregaremos a nota fiscal para um posterior ressarcimento (sem custo extra).

Assista o vídeo do nosso charter Vitória x Arraial do Cabo x Rio de Janeiro. Pegamos um tempo maravilhoso e um grupo super legal!






Qualquer dúvida, entre em contato!
Guta e Fausto
Tel/Whatsapp:(27) 996982979 

gurucacat@hotmail.com 


domingo, 24 de abril de 2016

Experiências com o Islamismo na Ásia

Acho que comentei que a Indonésia é o maior país Mulçumano do mundo. A religião também predomina na Malásia e cresce cada vez mais em Singapura e Tailândia, países onde o Budismo é maioria. Assim que chegamos em terras mulçumanas eu não sabia como proceder, li horrores a respeito. Não sabia se seria obrigada a cobrir a cabeça, usar roupas compridas, sóbrias etc. Cada vez que via uma mulher de burca eu tinha um misto de vergonha e medo de me aproximar. Era uma sensação estranha, como se para o meu bem o quanto mais longe ficasse, melhor. Nossa viagem foi prosseguindo, até chegarmos na Malásia. Assim como na Indonésia vi mulheres trabalhando nos mais variados empregos, como garçonete até como motoristas de ônibus e caminhões. Ué, tá diferente do que eu tinha em mente com relação ao islamismo/mulçumanos. O que aprendi, assisti na TV a vida toda foi uma religião que oprime as mulheres, escravizam crianças, soltam bombas em prédios, explodem a si mesmos, ou seja, tudo de ruim. Mas não era o que eu estava vivenciando desde que chegamos por aquelas bandas, muito pelo contrário. Como ficamos por mais tempo na Malásia pude vivenciar uma cultura tranquila, de pessoas simpáticas, que se preocupam com a união de suas famílias. Fausto saia para caminhar e eu ia para algum lugar observar as pessoas e conhecê-las o máximo que era possível. Todas as vezes fui bem tratada. Daí começei a ter raiva de mim mesma. Uma por ter demorado tanto tempo para tomar a decisão de deixar os pré-conceitos de lado e outra por ter sido tão ridiculamente manipulada pela mídia que praticamente culpam todos mulçumanos por todo o mal que acontece no mundo. Que consideram todos os mulçumanos terroristas. No fundo no fundo era isso que eu pensava que eles fossem por natureza: Terroristas, mas não, o islamismo praticado na Ásia pelo menos, não têm nada disso. Não se parece nem um pouco com o que assistimos nos países árabes (que com certeza também têm suas exceções).

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Quero deixar bem claro que só quero passar a minha experiência, de como mudei a minha visão com relação a um tema tão delicado. Isso é o máximo de viajar! Quebrar paradigmas, abrir a mente, conseguir sair do nosso mundinho manipulado que só têm a intenção de disseminar a discórdia pelo mundo.
Para começar, vou tentar explicar o que vivenciei por lá. Tanto em Singapura, quanto na Malásia muitos imigrantes chineses e indianos e uma minoria árabe se estabeleceram e não se misturam. Por isso nunca se tornaram “um só povo” como nós brasileiros. Não se misturam mas se respeitam, vivem em harmonia. Existem os bairros maláicos, chineses  Indianos, árabes. Escolas separadas. Religiões diferentes. Cada um só fala seu indioma entre si, mas o inglês é obrigatório como indioma oficial. Todos os pais são obrigados pelo governo a ensinarem inglês a seus filhos desde pequenos, se na idade idade escolar não souberem falar inglês os pais são punidos até com detenção.  É muito comum na cafeteria Starbucks por exemplo um funcionário de cada origem. Indiano, Chinês, Malaico, árabe. E esse funcionário atender o cliente falando sua língua pátria.
O homoxessualismo. Vi vários travestis (odeio esse nome), conhecidos por lá como Lady Boys. Pensei que fosse motivo para forca ou apedrejamento, mas os lady Boys trabalham normalmente em lojas, cafés etc. Podem não serem levados a sério, mas não vi serem mal tratados. Aparentemente tem as mesmas oportunidades de trabalho que as mulheres. Mulheres que eu achava serem presas em uma coleira para poderem sair de casa com seus maridos. As mulheres mulçumanas me deram o maior tapa de luva. PEI! Toma sua cretina mal informada! Foi assim que me senti, uma cretina mal informada- preconceituosa-de-uma-figa. No começo, quando fui perdendo o medo, de que eu não seria explodida por uma bomba se conversasse com alguma mulher de burca, todas as vezes que me aproximei fui recebida com educação sempre com sorrisos nos rostos e cada vez mais eu me sentia mal por pensar tantas coisas ruins sobre elas. A maioria fala baixo, pausadamente. Passam serenidade quando falam. Não vi mulheres gritando com seus filhos por exemplo. As crianças são educadíssimas desde cedo. Nada de criança gritando em um restaurante, fazendo pirraça em público.
Fiz um vídeo que conversei com um grupo de meninas fazendo um piquenique na praia. Perguntei o porquê delas usarem a cabeça coberta e porque algumas usam burca e outras não (nesse grupo apenas uma estava de burca). A moça que parecia ser a líder do grupo respondeu que é uma exigência da religião manter a cabeça coberta e que seria complicado explicar os fundamentos disso, mas que exceto essa obrigatoriedade, a burca (roupa geralmente preta só os olhos ficam a mostra) ou cobrir o corpo (com roupas normais) é opcional. Percebi que ela escolhia as palavras, como quisesse se explicar sem me ofender de alguma forma. Não teve como não fazer uma comparação e antes mesmo de falar me pediu desculpas: – No ocidente as mulheres fazem plásticas, exercícios para ficarem mais bonitas, maquiagens e usam cada vez menos roupas. Cultuam o corpo para conquistarem um marido que possa cuidar dela, que seja um bom pai, para constituírem uma família. Aqui nós pensamos o contrário. Aqui nós nos escondemos. Não somos obrigadas a esconder o corpo inteiro mas quando o fazemos queremos mostrar ao nosso futuro marido que seremos exclusivamente dele. Somente ele poderá ver o nosso corpo. Quando começamos a namorar e se o homem quiser se casar, ele fará o pedido porque está amando a minha pessoa e não o meu corpo, ele nunca verá o meu corpo antes do casamento. Eu terei a certeza que ele gosta de mim pelo que eu sou. Porque serei uma boa esposa, uma boa mãe. Por isso que algumas usam a burca, porque querem se mostrar ainda mais exclusivas. Outro tapa de luvas!
Essas moças deviam ter na faixa de uns 20 anos e me disseram que podem trabalhar no que quiserem, fazerem faculdade, dirigir, namorarem. – Não nos casamos com o primeiro namorado, isso é muito raro! Disse a líder do grupo.
Fiz até um vídeo depois dessa conversa, é só clicar AQUI. Fiquei remoendo por horas e passei a olhar aquelas mulheres com admiração e respeito. Vivem da maneira que acham ser correta não se importando com a opinião do resto do mundo.
Pude perceber que o islamismo árabe é realmente mais rígido que o malaio em varias situações. Praticamente todas as mulheres árabes usam burca e algumas até com meias, luvas pretas e um véu cobrindo o rosto. Os homens árabes são fisicamente muito parecidos (cabelos e barbas negras, pele branca) as mulheres, claro, não deu para ver. Somente as crianças. O interessante é que entre os malaios, as meninas usam o lenço cobrindo a cabeça desde pequenas já entre os árabes não. Vi adolescentes com os pais com os cabelos a mostra, penso que deve existir alguma coisa com relação a primeira menstruação. Só depois disso as meninas árabes são obrigadas a usarem o lenço. Estou  supondo  ok?! Depois fui saber que na religião católica, antigamente as mulheres só podiam entrar nas igrejas também cobrindo suas cabeças. Já repararam que todas as imagens de Maria são com a cabeça coberta? Ainda não dei um Google para saber a respeito.
Passei por uma situação estranha. Estava em uma fila atrás de três rapazes árabes, ambos com idades na faixa de uns 18 anos. Vestiam roupas parecidas (calça jeans, sapato e blusa gola polo), brancos, barbas negras bem aparadas e cabelos negros, também bem cortados. Dois estavam de costas para mim e um de frente. Conversavam entre si enquanto faziam o pedido. Quando terminaram, eles não saíram da fila de forma que eu não tinha espaço para chegar até o caixa. Pedi licença e eles agiram como se eu nem estivesse ali. Pedi licença novamente, quase encostei em um deles, pedindo licença e empurrando ao mesmo tempo, mas achei melhor não. Pedi uma terceira vez já querendo dar um chute e nada! A moça do caixa pediu para que eles saíssem e eles não saíram. Então eu gritei: EXCUSE-ME PLEASEEEEE, olhando firme para o que estava de frente para mim. Todos na lanchonete se viraram para olhar (eles falam muito baixo). Só depois disso, o rapaz puxou os amigos para o lado e pude chegar até o caixa. Os que estavam de costas, continuaram de costas e agiram como se nada tivesse acontecido. Não consegui contato com nenhum mulçumano árabe, mas vi casais de mãos dadas, o que já é uma evolução porque entre os árabes do oriente médio as mulheres só andam atrás dos homens.

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Só tenho que agradecer ao Deuses a oportunidade de conhecer tantas culturas e fazer meus julgamentos baseados no que vivenciei.
Segue o vídeo contando sobre essa minha experiências e muito mais.




quarta-feira, 13 de abril de 2016

Nossa vida “em terra” e Kuala Lumpur capital da Malásia

Olá povo do mar, de terra e sei lá mais de onde.

Para quem está chegando agora, já completamos nossa volta ao mundo e estamos em Vitória-ES desde então. A nossa vida ficou tumultuada de um jeito que estou ficando doidinha. Agenda, tive que comprar uma agenda depois de tantos anos.

Exames médicos, tratamento dentário, tempo com a família, documentos para renovar etc. Minhas melhores amigas só vi uma vez em quase três meses na cidade. Com tantos afazeres o blog vai ficando de lado. Sorry!

Domingo passado dei minha primeira palestra em grande estilo, pelo menos para mim, no Salão Náutico do Rio de Janeiro. Gente, falei quase duas horas (e falaria mais se tivesse mais tempo) com o auditório lotado. Estou rindo a toa até agora.

Então, vou tentando manter vocês informados do nosso presente e postando o restante da nossa viagem em respeito a quem nos acompanha desde o início, ok?!

Kuala Lumpur- Capital da Malásia

 Kuala Lumpur também conhecida pelo apelido carinhoso KL  é a capital da Malásia e vem se modernizando na tentativa de receber mais turistas. Com a grana que o governo está investindo em novas atrações e a população que nos receberam de braços abertos + sorrisos nos rostos, é questão de tempo a Malásia bombar.

No centro de atendimento ao turista de Lumut, sentimos como eles estão levando o turismo realmente a sério. O atendimento foi tão bom que deu vontade de conhecer todo o país!

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Deixamos o barco fundeado em frente ao Iate clube de Lumut, um local seguro, com o fundo de areia muito bom e fomos de ônibus para a capital Kuala Lumpur. Ônibus de dois andares  deslizava em uma estrada em perfeito estado de conservação, cercada por plantios de eucalipto e seringueiras. Chegamos na rodoviária perto do bairro chinês de lá e nos hospedamos em um hotel simples (US$ 50 diária). Ao lado do hotel havia um templo indiano que vivia lotado.

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Do nosso hotel avistávamos de looonge, O Menara KL, uma torre que tem um famoso restaurante 360 graus em seu topo.

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As Petronas Towers, são as  torres gêmeas mais altas do mundo, o cartão postal do país. Essas torres são a sede da empresa petrolífera da Malásia “Petronas”. Conseguir um bom ângulo para tirar foto nas torres sem ser atropelado é tarefa para ninja.

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O governo oferece o ônibus GO KL totalmente grátis que percorre vários pontos turísticos do centro da cidade. Basicamente ficávamos andando de ônibus e usando a “viação canelinha” ou seja, caminhávamos muito!  Passamos bons momentos de bobeira, sem pressa, só observando…

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Fiquei impressionada com a quantidade de motos nas ruas de todos os países asiáticos que passamos. Mais impressionada ainda, como os motoristas se respeitam e de praticamente não haver roubos de veículos. É comum os motoqueiros deixarem as chaves das motos na ignição e os capacetes pendurados sem cadeados.

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Nos shoppings haviam bibliotecas públicas com acesso a internet grátis, tudo custeado pelo governo. Fiquei um tempão lendo com atenção a placa de proibições.

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E a comida Guta?

Bem, a comida maláica nós não gostamos. Pelo menos os pratos que experimentamos foi sempre a mistura de pimenta+ molhos agridoces. Então Fausto se jogou nos restaurantes chineses e eu que já estava desidratada de tanta dor de barriga ficava só no Mac fish do Mac Donald.

Os restaurantes chineses eram bons-bonitos-baratos.

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Fomos de ônibus para a Batu Caves, 17 km ao norte da capital. A viagem foi rapidinha e o legal é que passeamos por bairros da periferia que normalmente os turistas não vão. Em todos eles as casas eram bonitas, ruas limpas, calçadas e estradas bem conservadas… senti uma pontinha de inveja!

A Batu Caves são três cavernas que possuem formações geológicas com mais de 400 milhões de anos e como se não bastasse, construíram um templo hindu Murugan com uma estátua dourada de sua imagem com  43 metros de altura. Para vocês terem uma ideia do tamanho, o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, sem o pedestal tem 30 metros de altura. São mais de 250 degraus + calor + umidade até chegarmos quase mortos ao templo com vários macacos ladrõezinhos no caminho. Os pestinhas são sagrados para os hindus e fazem a festa com os turistas que dão bobeira.

Durante o Festival Hindu de Thaipusam, (Hindu-religião dos indianos) mais de um milhão de devotos e turistas saem em procissão do centro de Kuala Lumpur em uma caminhada de até oito horas para chegarem até as Batu Caves. O lugar impressiona, é lindo!

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Para terminar, todos me chamam pelo meu apelido, Guta, mas o meu nome é Maria Augusta. De acordo com Fausto a única Maria que ele conhece que não é santa hehehehe. Não resisti e juntei essas duas marcas que conheci por lá. 

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Cada coisa né não?! rsrsrsrs