domingo, 17 de agosto de 2014

Atol Makemo- Tuamotous

Conhecemos dois atóis nas Tuamotous. O atol de Makemo e de Fakarava. Os nativos das Tuamotous são tão simpáticos quanto os das Marquesas, todos nos cumprimentavam, porém com um bonjour mais tímido. Nesse atol o francês Jean Cloud é o  dono do único restaurante, do supermercado, do hotel, do aluguel de carro etc. O cara manda em tudo por lá. Felizmente é um francês gente boa, e assistimos ao primeiro jogo do Brasil em seu restaurante comendo um filezão com fritas a um preço honesto.
Em Makemo começamos as compras de bijus de conchas e pérolas negras. Diziam que no Tahiti era muito mais caro, e é verdade, se arrependimento matasse…
Depois Fausto explicará nos comentários técnicos como é feita a entrada nos passes dos atóis.

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Entrada do Passe de Makemo
 
IMG_8071A vista da gaiúta (janela)
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20140606_143713 Bijus com conchas
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20140606_143751Esse colar agora é meu! Coração vermelho
 
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20140610_232543Um dos jantares a bordo.
 
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A água é tão clarinha que dá para ver o fundo. Mergulhei bem perto do barco em várias cabeças de corais, e foi espetacular. Peixinhos e peixões super coloridos que não fugiam com a minha presença.
Não podemos fundear  no raso porque têm muitas cabeças de corais que aparecem com a maré. Uma pena. Eu queria uma fotinha do Guruçá com essa água clarinha mais de perto.
Quando fomos levantar âncora a corrente ficou presa e não saiu nem a pau. Praticamente laçamos um coral. Sorte nossa que havia um velejador e pedimos sua ajuda. O cara foi no barco dele, pegou os equipamentos de mergulho e em uns 5 segundos estávamos soltos. De Makemo, seguimos para Fakarava com fotos só no próximo post. Volto já
 

domingo, 3 de agosto de 2014

Vídeo: Fatu Hiva

Amamos esse lugar e seus habitantes!

 

domingo, 20 de julho de 2014

Fatu Hiva- Marquesas

Eu brinquei no facebook que estávamos na dúvida entre irmos para Nuku Hiva, ao norte de Hiva Oa ou para Fatu Hiva, ao sul. Como o nome Nuku Hiva é meio suspeito, optamos por Fatu. Acabamos tomando no… do mesmo jeito porque pegamos uma orça ferrada! Mas era só brincadeira. Escolhemos Fatu Hiva por ter sido a Ilha que o Thor Heyerdahl , um Norueguês que escreveu o livro Kontiki morou por vários anos. Não li o livro mas vi o filme que é muito bom e até concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
O cara sabia das coisas viu. A ilha é deslumbrante! A chegada foi emocionante! Eu gostaria de saber descrever as paisagens como leio em livros, mas não sei, por isso faço os vídeos, para vocês terem uma idéia do lugar.
 

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Logo que chegamos, a tardinha, fundeamos próximo a praia, e um cara do veleiro ao lado fez um sinal, demos um olá de volta. Só depois fomos saber que se tratava de um velejador em solitário Russo e que ele queria nos avisar que o fundo não era bom onde havíamos jogado a nossa âncora. Descobrimos da pior maneira possível, com a entrada dos ventos comuns por lá. Os ventos canalizam por entre o vale e chegam até 50 nós! O raio do vento, só resolveu chegar a noite, obviamente, e lá fomos nós embora. A ancoragem estava lotada e só conseguimos espaço em 30 metros de profundidade. Galerinha do meu coração, foi um filme sinistro! Jogamos ferro (âncora) oito, oito vezes! Jogávamos 90 metros de corrente, e não unhava. E depois para recolher esses 90 metros, com o vento soprando 30, 35 nós?! Tadinho do meu guincho que eu cuido com tanto carinho. Trabalhou que nem um condenado. O vento lá sopra em rajadas mesmo, e dura uns 15 segundos. Quando a rajada chegava o impacto era tão grande que eu ia para trás. Era como se alguém tivesse me empurrado.
Nossa âncora nunca havia nos deixado na mão, era pá pum, sempre fundeamos de uma vez só! Dessa vez, tomamos uma bela surra! O fundo de Fatu Hiva é pedra. Para fundear é difícil e para âncora ficar entocada, fácil. Na hora de irmos embora, cheguei até a rezar. Graças a Deus, a âncora não entocou.
Diferente de Hiva Oa, o desembarque em Fatu Hiva é bem melhor. A ilha é farta em frutas: cajá, laranja, limão, bananas, fruta pão. Imaginem você passeando pela rua, dai um cara te diz Bonjouuuur e pede que você o acompanhe até a  casa dele. Você vai e chegando lá, ele te dá um cacho de bananas, um saco de cajá. Pois é, isso acontece por lá. Não demos conta de comer tanta fruta!
 
IMG_8029Augustino, um senhor que não podia nos ver e queria dar alguma coisa! Os presenteamos com a camisa do Brasil e ele adorou.

Os nativos são simpaticíssimos. Nenhum nativo passa sem te dar um bonjouuuuur arrastado, do tipo que temos que fazer biquinho para falar. Tente ai na sua casa, o biquinho vai aparecer! Alegre
 Em Fatu Hiva, pela primeira vez lamentei não saber falar francês. Eles são hávidos por conversar! Então, dicionário na mão, e fomos dando nosso jeitinho. Como eles tinham  boa vontade, deu para o gasto.
Fatu Hiva, foi o lugar que até agora fizemos mais trocas. As pessoas te param na rua perguntando seu queríamos trocar frutas e artesanato por roupas, esmaltes e principalmente perfumes. Elas são malucas por perfumes. Nada de levar material escolar, doces etc… o negócio são artigos femininos.
Conheci a Teea, que falava um pouco de Inglês e fizemos boas trocas. Ela queria roupas de ginástica e vestidos, e eu frangos (mortos e limpos), frutas e ovos. Foi bem legal “negociar” com ela. Duas mochilas da REFENO que tínhamos guardada, fora trocadas por colares com pérolas negras. Amei!

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20140528_204917Galos, o bichinho de estimação das crianças.

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Coxinha a bordo. Eu quem fiz! Ficaram bonitinhas!

Muita gente opta por chegar em Fatu Hiva depois da travessia, mas Fatu Hiva não é um porto de entrada. Se a guarda da Gerdamerie te pegar sem os documentos, podem aplicar uma multa. O certo é ir para Nuku Hiva ou Hiva Oa (ambas são portos de entrada) e depois podemos seguir para onde quisermos. Nós sempre fazemos tudo certinho para evitarmos problemas. Adivinhem qual foi o primeiro barco visitado pela guarda da Gerdamerie em Fatu Hiva?
Quando os oficiais chegaram estávamos fazendo a ciesta (hábito adquirido em Galápagos e também usado pelos nativos das Marquesas e Tuamotous). Os oficiais chegaram no bote deles e apoiaram com a mão no nosso barco. O pestinha do Faísca foi com tudo e mordeu, uma beliscadinha de nada, a mão do oficial. Pensei: Ferrou! mas o cara era gente boa e entendeu que era o trabalho do Faísca. Uns cinco minutos depois, o Faísca já estava no colo do oficial, lambendo o cara, como se pedisse desculpas.

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Depois ficamos sabendo pelo José Carlos, nosso tripulante carioca que  conversa com Deus e o mundo, que o navio da guarda havia batido em corais e afundado.

O José Carlos, conheceu os tripulantes de um veleiro Italiano e foi fazer um tour pela ilha com eles. Depois fomos a um jantar e um almoço na casa de nativos juntos. Os Italianos são muito bons de garfo, e sem frescuras. Muita coisa era improvisada, como os copos e talheres porque os nativos haviam perdido a casa em um incêndio e etavam recomeçando a vida. Foi mais divertido do que gostoso. Até agora tudo que comemos aqui na Polinésia Francesa foi com pouquíssimo sal ou sem tempeiro. O menu eraporco do mato assado, banana e arroz.
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Tentamos usar a  internet da casa de uma nativa, o pagamento era o que quiséssemos dá-la.  Consegui postar algumas fotos no facebook, quando estava sozinha, quando a galera chegava, nem nem.
 
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IMG_8047Velejadores lavando roupas.

Antigamente ser gorda era requisito para conseguir um marido aqui nas Marquesas. As meninas quando ficavam moças, entravam em um regime de engorda para terem pretendentes. Quanto mais gordas, mais bonitas. Hoje isso mudou. Conversando com a Teaa, ela explicou-me que participa de um grupo que faz ginástica todos os dias. Como elas têm tendência a engordar, também fazem dieta. Disse que não têm nada a ver com a estética, e sim com a saúde. Realmente vimos grupos de meninas correndo, jogando vôlei e futebol. Aliás, eles adoram futebol!

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Até mais, Guta.

domingo, 6 de julho de 2014

Hiva Oa- Marquesas

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A ancoragem em Hiva Oa é pequena, e para caber todo mundo, jogamos ferro na proa e na popa para os barcos não girarem. A ancoragem “batia” muito e o desembarque é ruim. Um dos nossos tripulantes caiu na água e outro machucou o braço quando desembarcávamos. Em terra, têm onde jogar o lixo, e um tipo de tanque para lavar roupas e um chuveiro. Quando íamos para terra, já voltávamos com o banho tomado. Pode parecer bobagem, mas essas pequenas coisas, são muito importantes para nós que moramos a bordo.
20140522_181903-1Uma família Canadense em uma volta ao mundo. O bebê na mochila têm cinco meses e nasceu no México.
20140526_164144Ancoragem em Hiva Oa, pequena, um lado só pedra
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Da ancoragem para o centro são dois quilômetros de caminhada, mas como o posto de gasolina fica ao lado do porto, é fácil pegar uma carona.
Em Hiva Oa, recebemos mais um casal de tripulantes, o José Carlos e a Tânia, que haviam se hospedado em uma pousada porque não sabiam se havíamos chegado na ilha. E nós havíamos chegado as duras penas no dia combinado. O bom foi que o dono da pousada, o Alex, é um sujeito super-hiper-mega-prestativo e nos ajudou no concerto do esticador. Nossa experiência com franceses até agora é a seguinte: são oito ou oitenta. Ou  muito legais ou muito ruins!
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Uma informação muito importante sobre a entrada na Polinésia:
Brasileiro só têm três meses de visto na Polinésia Francesa e se chegar de veleiro têm que fazer um depósito, uma espécie de calção, no valor de uma passagem de volta ao Brasil. Nos disseram que o valor é de U$ 1.600 por pessoa, que é devolvido (com seus devidos descontinhos) no check out. Como temos passaporte Italiano não precisamos pagar o calção, os nossos tripulantes tinham a passagem de retorno ao Brasil comprada e também não tiveram que pagar nada. O processo de chek in foi rápido em Hiva Oa.
Antigamente a entrada oficial era somente em Papeete, capital do Tahiti, mas agora mudou. Fizemos a entrada em Hiva Oa que é considerada oficial, só precisaríamos fazer o check out em qualquer ilha que tivesse a Gerdamerie.
Quando chegamos aqui no Tahiti onde estamos agora, não sabíamos disso, e lá fomos nós a procura da capitania dos portos etc… acabamos parando na Aduana que checou nossos papeis de entrada, e nos perguntaram se precisaríamos abastecer de diesel. Nos deram um documento que poderíamos comprar diesel por seis meses isento de impostos. Ou seja, se você por algum milagre não precise abastecer de diesel, não precisa ir a nenhum órgão oficial em Papeete se já tiver dado entrada na Gerdamerie de alguma ilha.
Nossa estadia em Hiva Oa foi corrida e não filmei o suficiente para fazer um vídeo legal mas consegui fazê-lo em Fatu Hiva, em Makemo e Fakarava nas Tuamotous. Só falta eu conseguir postá-los no youtube.
Até, espero que logo! Alegre

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Galápagos- Marquesas

O cretino que deu o nome ao mar do Pacífico deveria tomar uma surra de vara de goiabeira para largar de ser mentiroso! Como dizia o Tião Macalé: Nojento!

Enquanto eu não fui chata o suficiente para convencer ao Fausto a escrever os comentários técnicos sobre essa travessia, vou falar da minha maneira como foi. Foi ruim, foi cansativa (principalmente para o Fausto), foi, foi, foi uma …

Recebemos um casal de tripulantes em Galápagos, o Werner e a Glaé e depois de passearmos em um vulcão na ilha Isabela, zarpamos dois dias depois. Quando estávamos há 20 milhas de distância de Isabela o enrolador da genoa quebrou, ficando preso somente pela adriça. Como não sabíamos o que havia acontecido, decidimos retornar a Isabela.  O problema foi o esticador de 12mm que com menos de dois anos de uso que havia se partido. Como esse esticador fica dentro do bulbo da genoa não víamos o problema. Havíamos colocado esse esticador novo em Recife quando trocamos o mastro há dois anos, não esperávamos que fosse se quebrar tão rápido. O pior é que os dois esticadores que tínhamos de reserva, novos, estão grimpados, não podem ser usados. Como em Isabela não tinha nenhum tipo de oficina para um possível conserto do esticador, acabamos por retirar e guardar a genoa e o enrolador. Nem vou descrever o trabalho do cão que foi fazer isso para poupá-los da agonia.

20140427_134553Antes

20140521_201400Depois

Acabamos seguindo viagem com somente a genoa 2, a pequena, e tínhamos que manter o barco no terceiro rizo para equilibrá-lo. Os primeiros sete dias de viagem foram de muita chuva, um mar grande, e ondas que vinham de todos os lados, com pouquíssimo vento. O tamanho do mar não condizia com o pouco vento. Como não desenvolvíamos velocidade o Guruçá apanhou  muito das ondas, porrada mesmo, ondas que freavam o barco, que quebravam e varriam de proa a popa. Nós não velejávamos, quicávamos no mar. Para cozinhar era difícil, para andar era difícil, e a toda hora alguém tinha um novo hematoma no corpo, a gente bate e nem sabe onde e como foi. E isso em um catamarã de 54’, nem consigo imaginar o inferno que deveria ser estar em um monocasco naquela condição de mar.

Imaginem uma estrada e você dirigindo um carrão 4x4 com tração etc… você está andando em uma estrada asfaltada e derrepente o carro cai em um ressalto e começa a andar em uma pista de chão toda esburacada, com poeira, e pedras vindo em sua direção. Do nada você retorna ao asfalto, e pouco tempo depois volta a estrada ruim novamente. Imaginem uma viagem de 22 dias assim, revezando entre o asfalto e essa estrada ruim. Cansativo não? No mar então…

IMG_7857Pirajá

IMG_7868Faísca modelando…

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IMG_7862Peixinhos e lulas voadoras, todos os dias, um montão deles pelo convés.

A rotina a bordo era comer, ler, dormir, comer, ler, dormir. Devo ter engordado uns cinco quilos, ansiosa eu devorava tudo que via pela frente. Meus estoques de doces acabaram, e aqui no Tahiti é tudo caro, motivo para eu não comprar mais (cof, cof…).

Na cidade do Panamá, poucos dias antes de seguirmos rumo a Galápagos, entregamos duas botijas de gás com a válvula americana para serem enchidas. Perto da marina havia um pessoal que fazia esse tipo de serviço e também outros como o serviço de lavanderia. Precisamos trocar o gás durante a viagem e para minha decepção o gás é horrível. Têm cheiro é “lento” e deixa as minhas panelas todas pretas. Parece que estou cozinhando em um fogão a lenha, além de ter sujado todos os meus panos de prato. Pagamos U$ 35 para encher cada botija de 8 kg e os caras fazem uma sacanagem dessas. A orelha deles deve ter caído de tanto que os chinguei!

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Como só chovia, para o nosso azar, tivemos que ligar os motores para recarregar as baterias. Foi frustrante. Desde que colocamos o barco na água só tivemos que fazer isso duas vezes e porque nossas baterias estavam morrendo e não seguravam mais carga se ficássemos mais de dois dias sem sol. Com dois GPS ligados, VHF, AIS e geladeira, não teve jeito.

Um dia não tínhamos quase nada de vento, e resolvemos içar nosso balão. Compramos esse balão de um amigo que nunca havia usado em seu barco, antes mesmo de começarmos a fazer o Guruçá Cat. O balão estava tão bem guardado que nem sabíamos onde. Como usamos as duas genoas em asa de pombo, nunca havíamos tido a necessidade do balão. Fausto eu e os dois tripulantes, o Werner e a Glaé fomos colocar o bicho para cima. Na primeira tentativa, não desenrolamos direito e ficou encharutado. Baixamos a vela, desenrolamos e BUM, a vela abriu. Deu um tranco que parecia que havíamos dado uma chicotada no barco que começou a andar. Talvez por falta de costume, eu fiquei tensa durante todo o tempo que a vela ficou içada. De vez ou outra a vela dava cada trancão (panejava) que assustava. Estava tudo muito bem, velejávamos um pouco e surgiu a grande dúvida: baixar a vela ou deixá-la içada durante a noite? Apesar da tentação, Fausto decidiu por abaixá-la. Se entrasse algum vento durante a noite, seria a treva!  Novamente todos os tripulantes a postos, e Fausto gritando: solta a adriça Werner! O Werner soltou, Fausto segurando a adriça subiu uns 2 metros e quase foi para fora do barco. Quando eu já estava comemorando, fiquei viúva! o vento me mandou ele de volta… novamente ele subiu, e na descida veio Fausto, balão, tudo junto. Nós três nos jogamos em cima do balão para abafá-lo, e ofegantes, comemoramos o sucesso para operação. Fui muito orelhuda de nem ter cogitado colocar a câmera para filmar essa cena, vocês iriam se divertir! Foram segundos, mas segundos emocionantes! Balão sem a tal camisinha no Guruçá, acho que nunca mais! Agora, aquela velona em cima é lindíssimo!

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20140512_141519Fiquei na dúvida se nessa foto Fausto aponta para a vela ou se quer dizer que foi a primeira e última vez.

Nessa noite entrou um mega pirajá e graças a Deus, havíamos baixado o balão. Pirajás. Deram, e estão dando trabalho ao Fausto até agora. O tempo todo navegamos com pirajás que felizmente não pegamos muito fortes, mas que vinham em direção contrária ao nosso rumo, ou seja, temos que ficar de olho para não darmos um jibe involuntário etc.…  Como eu disse no início, os comentários técnicos serão de Fausto.

Chegamos depois de 21  dias e algumas horas e acabamos arredondando para 22 dias. Depois, em terra, conhecendo outros velejadores, é comum perguntarmos quanto tempo cada um levou na travessia. Um catamarã italiano de 50’ levou 23 dias e oito horas. Um monocasco que não me recordo o tamanho, respondeu-me: levamos 22 dias, três horas e trinta e sete minutos. Fiquei encafifada de quando eles encerraram a contagem. Será que foi quando jogaram a âncora? Deviam ser regateiros! Punk

O costado do Guruçá ficou bem sujo, todos os barcos chegam sujos. Sabemos quem é recém chegado pela sujeira no costado. Se bem que só fomos limpar o nosso em Fakarava, nas Tuamotous. Depois de 22 dias de mar, quem se anima de pular na água e limpar costado?! Queremos mais é descer em terra, comer baguete e tomar sorvete!

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O blog ficou desatualizado por dois domingos seguidos, em parte porque está sendo tudo muito corrido (estou escrevendo esse post as 2 da manhã  já aqui no Tahiti) e pela dificuldade ao acesso a internet nas Marquesas e Tuamotous. Infelizmente daqui para frente o acesso a internet ficará cada vez mais difícil  e consequentemente, menos postagens no blog.

Até a próxima!

domingo, 8 de junho de 2014

Vídeo: Um tiquinho de Galápagos

É um tiquinho mesmo, por enquanto. Eu filmei muito, falei que nem uma matraca, peguei vídeos dos meninos que mergulharam com tubarões martelos e arraias MAS, eu iria a falência se postasse mais um vídeo com o péssimo acesso a internet de Galápagos. Então, esse é só um tiquinho, quem sabe no Tahiti eu consiga postar tudo Dedos cruzados

Só para terem uma idéia, demorei 1 hora para conseguir captar o vídeo do YOUTUBE e colocá-lo no programa que uso para preparar os posts.  É um teste de paciência!