segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Volta ao mundo completada!


Só queria avisar a vocês que:
  • Uhuuuu, depois de 27 dias de uma viagem tranquila, chegamos no Brasil (Vitória - ES) volta ao mundo completada!!!!
  • Sim, estamos sumidos daqui, mas vai voltar ao normal, prometo!
  •  O blog não vai parar porque a viagem terminou. Pretendo dar sequência aos posts e carregar os vídeos no youtube (já têm vídeo novo por lá). Nossa a vida náutica aqui no Brasil também, sempre rendem histórias ;)
  • Com o início de um novo projeto, com pesar, colocaremos o Guruçá Cat a venda. O próximo proprietário terá um veleiro prontinho para viajar, testado e aprovado pela mãe natureza que foi severa, deu muitas surras no pobre coitado que aguentou calado e sem reclamar ;)


Até logo,

Guta

domingo, 20 de dezembro de 2015

O Russo e o australiano azarentos

Segundo um dicionário da língua portuguesa que tenho a bordo a palavra AZAR significa má sorte, infortúnio, acaso, casualidade. Alguns velejadores, alguns não, a maioria dos velejadores não saem de um porto na sexta-feira porque segundo não sei quem, dá azar, e todos que acreditam nisso, quando saíram do porto na sexta-feira se ferraram por algum motivo. A coitada da sexta-feira (um dia que todo mundo parece adorar) foi a desculpa/culpada. O cara esquece de abastecer o barco de diesel, sai velejando, o vento acaba, quando ele liga os motores não pega, a culpa? Caramba, hoje é sexta feira! Para mim isso se chama superstição. Penso que acreditar atraem tanto coisas ruins como coisas boas. Nós já perdemos a conta de quantas vezes saímos para o mar em uma sexta-feira e nada aconteceu, na verdade nem pensamos nisso.

Lembram-se do Russo que conhecemos na Malásia que não falava nadinha em Inglês? Sentem-se, que lá vêm história:

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Leonard comprou um monocasco em madeira de um outro Russo na Malásia, o barco têm 45 anos em perfeito estado. O cara estava muito satisfeito com a compra e da expectativa de uma vida a bordo. Detalhe: A comunicação era feita por gestos e com um tradutor no IPAD. Ele estava a bordo somente há uma semana e tinha pouquíssima experiência (não deve ser nada fácil velejar na Rússia). Uns três dias depois de nós, chegou outro catamarã com um australiano velejador solitário vindo da Tailândia. Ele havia ficado mais de 10 anos navegando entre a Tailândia e a Malásia. Iria preparar o barco para participar de um cruzeiro, com outros veleiros que sairiam juntos de Singapura rumo a Austrália, dentro de um mês.  Um belo dia, saímos nós e o australiano para terra e entrou um pirajá, comum por lá naquela época. Os pirajás entram com ventos de 30 nós e chove muito, quem viu esse vídeo AQUI, teve uma noção. O Russo estava a bordo na hora do pirajá e disse que o catamarã australiano estava garrando (se soltando) e indo para cima do píer da marina, ou seja, um acidente eminente. Tentou pedir ajuda na marina, mas ninguém entendeu né?! Pegou seu dingue (bote/barquinho de apoio) para ir até o catamarã mas no meio do caminho, com as ondinhas provocadas pelo pirajá, o dingue virou e ele perdeu o motor de popa novinho que só tinha três dias de uso. Acabou que a âncora do catamarã se realmente garrou (soltou)  acabou agarrando (segurando) sozinha novamente e o Leonard se estrepou. Isso sim é azar! Depois ele ficou mergulhando por dias tentando encontrar o motor de popa, mas com aquele fundo de lama e lixo teria que ter muita sorte para encontrar.

Ficamos morrendo de dó, mas nada podíamos fazer. O Australiano se sentiu culpado e ficou ajudando o russo no mergulho, mas não adiantou. Calma que ainda não acabou. Prestaram atenção no título? Dias depois entrou outro pirajá, daqueles super powers com direito a raios e trovões, a noite. Estávamos no cockpit observando, quando um raio caiu ao lado do catamarã australiano. Na hora é estranho, um clarão, o catamarã ficou envolvido por um clarão. Fausto comentou: Caiu no australiano! Só que a luz de top do mastro dele continuava acessa, então achamos que ele teve a sorte de não ter sido atingido pelo raio que aparentemente caiu tão perto. No dia seguinte lá vem o australiano branco feito vela, triste da vida, dizendo que um raio caiu em seu barco e ele havia perdido tudo. Provavelmente o raio que vimos! Gps, radar, sonda, até os dois motores não estavam dando a partida. Somente a luz de top não queimou, esquisito né?! O cara estava desolado. Isso é azar! O interessante é que conhecemos uns seis, veleiros australianos que tomaram uma “raiada na cabeça”. Em San Blás no Panamá, outro lugar com muitas tempestades de raios, quando recebíamos a notícia de que algum veleiro havia sido atingido por um raio, adivinhem, era australiano. Alguém comentou no face quando postei essa história que deveríamos ficar longe dos australianos. Vai que um raio daqueles errasse a pontaria?! Mas outra pessoa comentou que pelo contrário, para ficarmos perto deles. Que um para raio só funciona se ficar pertinho! Daí pensei, poxa, os australianos são azarentos? Alguém comentou: Caí mais raios em australianos porque são o povo que mais viajam pelo mundo, dificilmente veríamos um raio cair em um veleiro Boliviano por exemplo, ou seja, …, nem sei mais o que queria dizer, me perdi.

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Enfim, saímos ilesos da ancoragem azarenta, mas também temos os nossos dias. Hoje tenho um exemplo de azar “fresquim fresquim”. Estou escrevendo esse post de Richard Bay – África do Sul. Aqui não têm onde ancorar, somos obrigados a ficar em marinas ou em um píer público que raramente têm vaga. Quando chegamos no porto começou a entrar um vento do caramba de forte e acabamos encostando em um rebocador em reforma, um cantinho onde nos disseram que poderíamos ficar o tempo que quiséssemos. Poxa, que sorte a nossa! Uma semana depois, três barcos seguiram para Durban, o porto seguinte, tinha vaga de sobra, mas estávamos muito bem no nosso cantinho. No dia seguinte o píer lotou novamente com veleiros que haviam chegado a noite e o cara do rebocador avisou que teríamos que sair do lado dele, isso em três horas, porque outro barco usaria a vaga. Puta que…. Tinha vaga até ontem a tarde e o cara só avisou no dia seguinte de manhã, os veleiros entraram no porto a noite, merda, merda, merda! Que azar! Depois de um corre corre para encontramos vaga, cá estamos em uma marina, com a vizinha de boreste que tosse o dia todo e o vizinho de bombordo que implicou com os cachorros, melhor impossível!!! Odiamos marinas. Acho que isso atraiu a gente pra cá e com vizinhos tão maravilindos….

PS: Para quem chegou agora, nossos posts são programados, já estamos na África do Sul mas vocês estão lendo sobre a Malásia. Devido a dificuldade de conexão a internet para postagem no blog e vídeos no Youtube não consigo manter o blog atualizado em tempo real.

Até loguinho,

Guta

domingo, 6 de dezembro de 2015

Vídeo: Passeio em Singapura

Uma coisa que eu não iria imaginar curtir fazer: Vídeos. Outra coisa que não poderia imaginar: O povo me cobrando vídeos novos. Se estão cobrando é porque não está tão ruim assim, apesar da câmera não ser lá essas coisas, do programa de edição diminuir a qualidade do vídeo, das várias palavras erradas que falo e das muitas vezes que repito lindo, lindo, fofo, fofooooo! hahaha

Gostaria de agradecer aos comentários que recebo dos posts e vídeos e apesar de não ter como responder a todos eu sempre visualizo. Essa semana recebi um comentário interessante: Poxa Guta, não deixa de atualizar o blog não. Tira uns 30 minutinhos e atualiza lá.

O QUÊEEEEEE? 30 MINUTINHOS? EU MATO, EU MATO!

Você está muito enganado meu caro, demoro horas, dias para fazer um post. Um videozinho de 3 minutinhos? Dois dias inteiros só na edição, pelo menos. E o pior de tudo é não conseguir um bom acesso a internet para postar. Ainda têm mais essa de que o programa que uso para  escrever e programar meus posts tá dando pau e não consigo trazer o meu vídeo para cá, somente o link do vídeo, que vocês assistirão se clicarem AQUI!

Antes de cobrarem minha gente, tenham em mente de que dá MUITO trabalho e de que têm um custo financeiro. Vocês recebem o post e os vídeos de graça e eu não ganho nadinha para fazê-los. Mais paciência e compreensão por gentileza.

Para quem ainda não se inscreveu no canal (e poder assistir aos vídeos primeiro) o vídeo está AQUI! Modéstia a parte, ficou show! hehehehe

Até a próxima, espero que logo.

Guta

domingo, 29 de novembro de 2015

Estadia na Malásia

Na Malásia ficamos em uma cidade chamada Johor Harbour (pronuncia-se Jorror) eu não sabia e falei errado várias vezes no vídeo do post anterior. Fundeamos em frente ao condomínio Danga Bay.

Há uns três anos havia uma MARINA chamada Danga Bay, onde não se pagava NADA para deixar seu barco por lá. Mas essa marina como toda a orla da cidade de Johor Harbour foi vendida e estava sendo aterrada. Faria parte de um complexo de condomínios. Para vocês terem uma idéia dos empreendimentos,  só o condomínio onde ficamos fundeados em frente haveria capacidade para 15 mil pessoas. Público alvo: Os Chineses.

Logo que chegamos na ancoragem avistamos somente um veleiro fundeado, os outros estavam no píer do condomínio. Estava chovendo mas mesmo assim demos uma passada no veleiro para perguntar se era segundo fundear por ali e se teríamos como deixar nosso bote para desembarcarmos em terra. O velejador russo disse que não poderia nos ajudar pois não falava inglês. Agradecemos e jogamos âncora. Pensamos: Ele deve ser ser igual a nós. Sempre dizemos que não falamos inglês mas dá para o gasto. Amanhã a gente passa por lá novamente.

O fundo era areia, lama e lixo. O canal entre Singapura e a Malásia é um esgoto e lixão a céu aberto com direito a um cheio quase insuportável na maré baixa e mosquitos, muitos mosquitos. Ou seja, ficaríamos ali somente o tempo necessário. E para piorar, nossa tinta de fundo já havia acabado há tempos e certamente teríamos que mergulhar no esgoto para limpar pelo menos os hélices.

No dia seguinte fomos ao barco do russo, e ele realmente não falava nadinha em inglês. Queria ajudar, tentava falar mas ficava travado, que agonia! Mesmo com a dificuldade de comunicação estava com um sorrisão no rosto, e o sorriso é uma linguagem universal. Tinha boa vontade, coisa rara entre muitos velejadores hoje em dia. Depois contarei uma história desse russo, rende um post exclusivo.

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Fomos em terra e logo um segurança com direito a terno gravata e chapéu de motorista de limusine nos parou com educação. Explicamos que gostaríamos de falar com o Martin (o nome que o russo repetia) e que imaginamos ser alguém que tratava a respeito dos veleiros. O segurança passou um rádio e fomos levados ao salão do condomínio. Fazia tempo que não entrávamos em um lugar chique e com pessoas tão bem vestidas. Ficamos sem graça porque estávamos vestidos de maneira simples. O Martin nos atendeu com simpatia, uma moça veio nos oferecer café, água, suco, enfim, ficamos meio que sem ação com aquela paparicação toda. Martin nos explicou que o condomínio tinha aquela marina para os moradores, mas que como não estava totalmente ocupada eles abriram as vagas para barcos de fora. Nós não tínhamos interesse em ficar no píer (e sermos devorados mais ainda por mosquitos) só queríamos poder deixar o bote em segurança para irmos em terra, o que era possível por US$ 7 por dia, valor que achamos caro. Conversa vai, conversa vem, no final das contas, acabamos pagando o equivalente a US$ 50 para deixar o bote no píer (acho que por duas semanas, não me lembro de tempo, datas…) e acessar a internet ultra rápida no salão. Valeu a pena. Pude postar vários vídeos e posts atrasados no blog. O Martin, gerente na área náutica é Indonésio e migrou para Malásia, um dos poucos que trabalhavam nesse complexo de condomínios que não era chinês. Ele e um rapaz chinês gerente de um outro setor (esqueci o nome dele injustamente) nos passaram várias informações sobre a cidade e sobre Singapura. O rapaz tinha um amigo que consertava computadores e em três dias meu computador estava novinho em folha. Nem preciso dizer que nele estavam todos os meus vídeos, posts, fotos que eu não havia feito backup, claro. Literalmente fiquei passando mal por vários dias, desde do “pau” na travessia, até o conserto. Bem feito pra mim!

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Tinha Starbucks dentro do condomínio, e eu achei chiquesa pura! Depois fui saber que o condomínio terá um shopping com direito até Mac Donald e loja da marca de roupas Channel, entre outras marcas famosas. Um condomínio para 15 mil pessoas, e chineses (povo que tá com dim dim pra gastar) faz sentido né…

A baixo as plantas (é assim que fala?) do condomínio, um condomínio cinco estrelas com praia exclusiva para o esgoto, tipo assim, não compreendi essa parte. Qual será o milagre que farão para limpar o canal e deixar aquilo pelo menos, menos fedorento?!

20150407_204640Na planta

20150405_103427Ao vivo

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Conhecemos um casal de Alemães que estavam na marina e nos passaram algumas dicas de como ir a Singapura e onde procurar por peças de reposição. Precisávamos comprar rotores para os motores e uma nova antena para o GPS. 

Fazer os papéis de entrada na Malásia começava pela capitania dos Portos que ficava ao lado do condomínio, uns 5 minutos de caminhada. A Malásia não cobra nada por 90 dias de visto renováveis por mais 90 dias. Pelo que pudemos constatar, atrair turistas (e concorrer com Singapura) é a meta do governo Malaio. Pois bem, fizemos a entrada na capitania, mas tínhamos que ir até a Imigração e Customers que ficavam na zona livre de Johor Harbur, depois do centro da cidade ou seja, ficava longe, bem longe e não teríamos como ir a pé. O único caixa eletrônico que havia por perto estava em manutenção. Teríamos que pegar um taxi. Então os funcionários fizeram uma vaquinha e nos deram o dinheiro da passagem de ônibus até o centro. -O taxi vai custar muito mais caro! Fomos até o centro, trocamos o dinheiro, terminamos com os papéis e no final do dia Fausto foi até a capitania  devolver o dinheiro. Quando fomos fazer nossos papéis de saída para o porto seguinte, levamos uns donuts para o café da tarde como agradecimento pela gentileza que fomos tratados.

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Até agora, exceto a Malásia, onde fomos muito bem atendidos em TODOS os setores, os funcionários de capitania; Imigração; Customers; Vigilância Sanitária... dos outros países que passamos quando não indiferentes (nem respondiam um bom dia) eram arrogantes, mal humorados, nos atendiam como se estivessem fazendo um favor e nos deixavam esperando por horas. O pior é quando a gente via que o cara não estava fazendo porra nenhuma (desculpe-me a expressão), mas nos deixava plantados esperando. Acontecia de algum funcionário de um dos setores nos atender com gentileza, mas o em seguida nos atendia grosseiramente. Agora por exemplo, estou escrevendo esse post de Richard Bay, o nosso primeiro porto na África do Sul. Os três funcionários da Capitania dos Portos que vieram a bordo foram simpáticos e rápidos, em três minutos fizemos os papéis, mas a Imigração já está nos deixando esperar a bordo pelo terceiro dia consecutivo. Não podemos sair do barco enquanto não fizermos a entrada no país,ou seja, estamos praticamente presos a bordo. Estão sendo de uma cortesia que olha, haja paciência! Somos uns quatro barcos com a bandeira amarela hasteada na mesma situação. – ATUALIZANDO: Nos pediram desculpas pela demora e a moça da imigração foi MUITO gentil (três dias né, seria o mínimo). Agora só falta a alfândega. Vamos ver se algum porto da África do Sul entrará para o minha pequena “Lista de bom atendimento aos velejadores”.  Ainda não terminamos a viagem, mas hoje eu digo que o que mais me cansou não foram as travessias, os turnos, as tempestades etc. Foi a buRRocrasia, que suga toda nossa paciência e boa vontade. Eu já saí ofegante, tonta e com ânsia de vômito de um escritório. 

Até o próximo post,

Guta

 

domingo, 15 de novembro de 2015

Travessia do canal de Singapura

Para variar, esqueci de um detalhe no post anterior. Quando ligamos nossos charterplotters em Bali exatamente na hora de levantar âncora, eles não funcionaram. Aparentemente a antena do GPS estava em curto. Essa já era a segunda antena que instalávamos. Estávamos sem nossa rota e sem os nossos dois charterploters interfaceados, que fazem uso da mesma antena. Como em Bali é difícil encontrar equipamentos desse tipo para comprar, decidimos seguir viagem usando somente o GPS do IPAD usando o programa  Naviocics e o programa Open CPN no computador com uma antena de GPS acoplado como backup. No meio do caminho o computador deu pau também, e ficamos roendo as unhas até chegarmos no nosso destino final na Malásia, passando por Singapura. Durante a volta ao mundo aprendemos que tem um não tem nenhum, quem têm dois, têm um só. Nesse caso tínhamos quatro e chegamos somente com um funcionando. Meio confuso mesmo hehehe

Fizemos uma viagem tranquila com relação a condições climáticas, sem vento  e mar feito uma lagoa (motores ligados o tempo todo), mas foram umas 900 milhas com  trânsito de navios e barcos de pesca intenso. Fizemos turnos de vigia em tempo integral e isso nos cansou bastante. Então, jogamos âncora ainda do lado da Indonésia e descansamos por dois dias. O tempo estava brumoso e aproveitamos para observar como funcionava o canal. Quando ouvimos falar de travessia do Canal do Panamá, canal de Singapura, de tanto colocarem dificuldades, acabamos  criamos um bicho de sete cabeças e felizmente foi super fácil.

Não ficamos em Singapura por questões $$$$. Expliquei no vídeo que fiz da travessia. É só clicar AQUI. Ainda bem que fiz esse vídeo porque já esqueci quase tudo. Deixo para escrever os posts quando dá, acreditem em mim, falta tempo para escrever e a minha memória tá precisando de umas vitaminas. A velhice batendo a porta hehehehe

Algumas fotos da travessia que foi massa ô:

IMG_0599A distância  que estávamos fundeados de Singapura.

IMG_0577Com a entrada de pirajás quase não se via nada!

20150331_111512Finado Faísca devidamente preso. Imaginem se ele caísse no mar na travessia do canal? E quando ele via um navio ficava louco!

IMG_0607Cartão postal de Singapura vista do mar. Privilégio!

Atravessando uma ponte que liga a Malásia a Singapura. Tinha 25 metros no vão principal e o nosso mastro 22 metros. Travessamos na maré baixa com uma corrente do cão. Vai que fizeram a ponte mais baixa ou nós construímos o mastro mais alto hehehehe

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Ainda bem que passamos por Singapura durante o dia. Haviam vários lugares sendo aterrados e claro, não havia essa informação no NAVIONICS, o programa de navegação que estamos usando no Ipad, na verdade, acho que não tem essa informação em programa algum. Mesmo de dia, entramos em um labirinto no meio do mar. Mais de duas milhas depois chegamos em um aterro e tivemos que dar uma volta gigantesca.

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Aliás Singapura está aterrando mas têm um limite, a ilha não terá para onde crescer ao contrário da Malásia que também está aterrando quase toda a sua costa oeste. Outro perigo porque onde constam praias no programa de navegação, hoje é só areia sabe-se lá quanto avançado ao mar,com muitos navios de dragagem. Navegar a noite perto da costa da Malásia nem pensar.

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IMG_0639Navios horríveis por sinal.

IMG_0641O lado de Singapura era cercado com cerca elétrica e havia lanchas que faziam patrulha 24h por dia.

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Não fiz muitas fotos. Quem assistiu o vídeo viu o perrengue que foi com os atentados dos pirajás atrapalhando a nossa navegação. Fundeamos pelo lado da Malásia em frente a um condomínio chamado Danga Bay e apagamos.

Até logo.

domingo, 25 de outubro de 2015

Dia do Silêncio e despedida de Bali

Nossos vistos estavam vencendo e tínhamos que partir da Indonésia. Fizemos compras, abastecemos de diesel e deixamos o barco prontinho. Decidimos irmos embora rumo a Malásia em um dia que dizem ser o mais importante de toda a ilha, o Dia do Silêncio.  No calendário Balinês (diferente do nosso), o primeiro dia do ano é o chamado Niepy Day, que traduzindo quer dizer dia do  silêncio. Nesse dia,  qualquer pessoa é proibida de andar nas ruas. Somente hospitais funcionam com serviços mínimos.  Até o aeroporto é fechado por 24hs.
 
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Os nativos constroem monstros gigantes em papel marche, monstros esses que protegerão a ilha. O que entendi do dia do silêncio foi que no dia anterior eles provocam e invocam os espíritos ruins de todo o mundo. Assim, no dia seguinte quando os espíritos ruins chegarem a ilha só encontrarão os monstros espalhados nas ruas e assim pensarão que a ilha já foi ocupada pelo mal e seguirão seu caminho para outro lugar. Os espíritos são enganados e no restante do ano, a ilha estaria protegia do mal maior. Por isso qualquer pessoa, miúdos e graúdos, oficiais, turistas não podem irem as ruas nesse dia. Existem algumas patrulhas de bairro chefiados por patriarcas das comunidades que ficam  vigiando quem ousa desobedecer a tradição. Um turista desavisado (o que é praticamente impossível) pode até ser preso.
 
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A “provocação” dos espíritos ruins no dia anterior é a festa do Ogoh-Ogoh, um desfile dos monstros feitos em cada comunidade com os nativos, principalmente as crianças.
Senti que rola uma espécie de competição entre as comunidades, de quem havia feito o monstro mais feio ou maior. Existe competição em tudo nesse mundo!
Filmei um cadinho para vocês terem uma idéia da coisa toda.
Como somos velejadores e corajosos de acordo com a cultura local, levantamos âncora rumo a Malásia.  Passamos pelo lado oeste de Bali. Uma viagem nos motores, completamente sem vento, com um calor infernal e um mar de almirante. Nunca havíamos visto tantos barcos de pesca. O radar foi fundamental para termos uma navegação tranquila. Os barcos de pesca da região não davam trabalho, quando havia algum no nosso rumo eles saiam da frente, não tivemos que mudar nosso rumo nenhuma vez sequer. Depois de mais de 900 milhas, chegamos na “fronteira” (?) entre a Indonésia e Singapura, teríamos que atravessar um dos canais mais movimentados do mundo.
 
20150322_065857Todos os pontinhos eram barcos de pesca pegos pelo radar.
 
Mapa 4Nossa rota rumo a Malásia.
 
Conheçam a festa dos monstros pelo vídeo, se não aparecer   no post é só clicar AQUI
 
Estou com algum problema entre o youtube e o windows writter que ainda não descobri qual é.