domingo, 1 de março de 2015

Ilhas Salomões

Vocês Sabem onde ficam as ilhas Salomões?

mapa Salomoes

Eu que só estudei o Brasil os EUA e a Europa (que se limitava em uns sete países), nunca havia ouvido falar nas ilhas Salomões, até ler o livro Aventuras no mar do Hélio Setti, logo que conheci Fausto (14 anos atrás).  Aliás o livro dele é realmente fiel ao que vimos por lá. Em um capítulo do livro, ele disse que de cima do veleiro era possível ver os corais e os peixinhos coloridos nadando. Sinceramente eu achava um pouco demais, mas ele não mentiu, era verdade verdadeira! Era possível sim, ver de cima do barco, os corais e seus vários peixinhos coloridos nadando, tamanha a transparência da água.

Temos um guia com informações de Salomões mas sempre consultamos o NOON SITE para informações mais recentes. Um único velejador que fez um cruzeiro pelas Salomões citou os lugares que ele recomendaria ir, os que ele não recomendaria e o porquê. Esse velejador disse que a capital Honiara era perigosíssima. Que se deixássemos o barco sozinho durante a noite certamente ele iria ser roubado e mesmo a bordo seríamos assaltados. Honiara era um dos lugares para se fazer o check inn, então decidimos pagar e para ver.  Estávamos sozinhos na pequena ancoragem em frente ao Mendana hotel e ao Iate clube.  Sinceramente, se Honiara for perigoso, não sabemos o que é um lugar seguro. Acho que os europeus em geral confundem beleza com segurança. As pessoas são de pele escura, simples e arredias. A grande maioria é muito tímida, e as vezes nem nos olha no rosto. Não descobrimos o porquê dele ter feito esse comentário infeliz, pois não havia casos de nenhum assalto por lá há muito tempo. Depois na ilha de Gizo, praticamente a “saída” das Salomões, conhecemos vários velejadores que não haviam parado na capital Honiara e em praticamente em nenhum lugar, devido ao comentário mentiroso do velejador imbecil e medroso. 

IMG_9640Em terra de mão inglesa meu anjo da guarda trabalhava dobrado Smiley confuso

20140927_151037O Guruçá enfeitando a vista para os hóspedes do Mendana Hotel Smiley piscando

Deixamos nosso bote na praia em frente ao iate clube e fomos bem recebidos pela administração. Tínhamos acesso livre pelas dependências do iate e poderíamos usar o banheiro para tomar banho. O customers, ou alfândega  ficava uns 5 minutos a pé do iate clube. Tivemos que pagar uma taxa, teoricamente usada para manutenção da sinalização náutica no país ( que depois de navegarmos por vários lugares, descobrimos ser inexistente). Fizeram um cálculo maluco tamanho x peso do barco e não sei mais o quê. Juntando com a taxa da imigração pagamos no total o equivalente a US$ 300 para somente seis semanas de visto. Se quiséssemos ficar mais tempo, teríamos que pagar mais U$ 300. Salomões é um lugar para se passar seis meses fácil, mas as taxas nos estimularam a seguir viagem.  Os alfândega não aceitavam dólar americano, tivemos que ir ao banco para trocar dólar americano pelo Salomão dólar. Ficamos quase três horas dentro do banco, atrás de uma Filipina que foi depositar os rendimentos de todas as lojas orientais da cidade. Três horas em pé! Já havia perdido o costume de esperar tanto dentro de um banco. Para piorar, na hora da troca, não aceitaram as nossas notas. Disseram que estavam velhas, que não poderiam ser trocadas. – Querida, pegamos essas notas em um banco na Samoa Americana, usamos lá sem problemas! – I’m sorry… O povo de lá falava baixo, tão baixo que eu tinha que pedir para repetirem. Normalmente já peço para repetirem por conta do meu bad English, e lá, como falavam baixinho, complicava. O engraçado é que quando eu pedia para falarem mais alto eles falavam mais baixo ainda. Quando eu não entendia necatibiribas, apelava para os gestos e eles começavam a rir, a gargalhar!  Um palhaço por essas bandas ficaria rico. Eu me sentia uma palhaça e me amarrei. Sempre conseguia o que queria, e eles saiam felizes. Voltando ao assunto do dim dim… Estávamos devendo a alfândega, e os três bancos que fomos não quiseram trocar o dinheiro. Reclamando com o porteiro do Iate clube, ele ligou para uma amiga que trabalhava no banco central de Salomões. A moça saiu em seu horário do almoço e foi ao Iate clube nos ajudar. Ela viu as notas e não entendeu  porquê os bancos não quiseram trocá-las. Depois de muita conversa, essa  moça falou baixinho no meu ouvido (tive que pedi para repetir, claro): - Vocês não querem trocar o dinheiro com os Filipinos? Garanto que eles não têm notas falsas e pagam melhor do que o banco. Agora parem e pensem: Uma funcionária do banco central de Salomões nos passando essa dica?!  Fomos a um restaurante trocar o dinheiro no câmbio negro, quer dizer, no câmbio amarelo-olho puxado. A troca foi ótima.  US$ 1 por 7,7 Salomões dólar. No banco nos pagariam 6,4 Salomões dólar + uma taxa de troca. Almoçamos com a moça (não posso falar o nome dela né?!) e aprendemos mais uma.

Os Filipinos, Tailandeses, Chineses, orientais em geral mandam no comércio local. Lá as lojas eram 3 em 1. Mercadinhos, Lojinhas de 1,99 e restaurantes. Os orientais são um povo amigo que nos salvam com suas comidinhas variadas, gostosas e baratas. Dizem que a cozinha deles passa longe da limpeza mas o que os olhos não vêem, o estômago não sente Smiley piscando. Durante o almoço com a moça, ela nos passou várias dicas de Honiara. No dia seguinte, demos um perfume a ela de presente.

20140925_151456Nudles, minha salvação! Bom e barato. Fausto experimentava os ensopados mais estranhos que havia.  

Passamos duas semanas em Honiara. Fausto fez várias caminhadas. Eu filmei, fotografei, bati perna em tudo quanto é lugar com a câmera na mão e em momento algum me senti intimidada de alguma forma. Fausto muito menos. Caminhou em tudo quanto é  buraco estrada, sem problemas. Toda as vezes que dizíamos ser brasileiros eles abriam  sorrisos (na maioria das vezes sem dentes) e diziam que toda as Salomões torceram para o Brasil na copa.  Eles adoram o Brasil. Conhecem claro, todos os jogadores de futebol, sabiam que tínhamos uma presidenta. Todos com que conversávamos queriam mostrar que sabiam alguma coisa do Brasil.

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É muito comum ver nas ruas o que chamamos no Brasil de “Sarara crioulo”, pessoas de pele escura com o cabelo loiro. Minha ex professora Márcia Leal, me passou um link pelo Facebook de um pesquisador geneticista que estudava essa característica que o povo das Salomões, e também da Papua Nova Guiné têm. Resumindo, a pele escura com o cabelo loiro é uma característica local, tipo uma mutação. Não era “culpa” dos colonizadores, como comentou o Roberto Fil, outro amigo no facebook.

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Conhecemos uma lojinha que vendia DVDs. O maior barato! A gente escolhia o filme e eles gravavam o DVD na hora. Nas Salomões, como eles não têm muito acesso a redes de televisão, principalmente nas ilhas, DVDS de filmes, jogos de futebol, etc.. tudo é vendido. Enquanto esperávamos nossos filmes, uma galerinha de “sararas crioulos” começaram a brincar conosco. Quando falamos que éramos brasileiros, nossa, foi uma confusão! Todos falando ao mesmo tempo! Até que um menino soltou a pérola: No Brasil têm o jogador Neymar, e ele pinta o cabelo para ficar igual a gente! Morri de rir com o pensamento dele. Nem preciso dizer que o Neymar é idolatrado por lá né?! Paguei uma rodada de chup-chup (sacolé) para a garotada!

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Infelizmente as Salomões conseguiram nos superar com relação ao descaso do governo. O povo de lá é desassistido de praticamente tudo. Luz elétrica, muitas poucas casas tinham, mesmo na capital. Fogão a gás, um luxo! O povo  cozinhava usando querosene, lenha, casca de coco em um tipo de fogão que não é o fogão de lenha que conhecemos no Brasil. Vocês já assistiram filmes, geralmente de aventura antigos, em que as pessoas cozinhavam em caldeirões pendurados com um foguinho embaixo? Então, é assim que cozinhavam por lá, na maioria das casas.

As roupas vendidas  eram de segunda mão (só Deus sabe de onde vinham), com lojas mal cheirosas, e roupas amontoadas de qualquer maneira, nem provadores as lojas tinham, as pessoas experimentavam por cima da roupas que estavam usando mesmo. Sapatos praticamente não existia para comprar, e o que tinha eram chinelos tipo Havaianas. Todo mundo usava chinelo ou andavam descalços mesmo. Com o tempo descobri que andar descalço era uma opção. Não era falta de grana para comprar chinelos ou sapatos. A maioria queria manter a tradição de andar descaço. Isso me impressionou, eles andarem descalços no asfalto do tipo “frita ovos”. Salomões superou Cartagena no calor. Até então, Cartagena na Colômbia era o lugar mais quente por onde havíamos passado. Eu tenho um problema de pele que tudo me dá calos. Tênis, calcinha, sutiã, qualquer fricção machuca. Andando de tênis (todo mundo olhava) na sombra, fiquei com os pés cheios de calos, quando digo cheios, quero dizer que todos os meus dedos, sola, calcanhar, o pé inteirinho. Até íngua e febre eu tive. Eu invejava eles poderem andar descalços naquele asfalto pelando.

Depois que fomos para as ilhas, aí que eu quase morria de inveja mesmo. A criançada andava na areia quente, nos corais pontudos, no meio árvores, conchas, todos descalços e eu com o meu CROCS (bendito sapato)!

Não consegui fotografar muito, mas mulheres, crianças, homens no trabalho, adolescentes saindo da escola, todos descalços. Normal! Vi um cara jogando uma sandália aparentemente nova no mato. O cara estava bravo, arrancou a sandália dos pés e jogou longe. Saiu andando descalço. Acho que não se adaptou. Já fiz isso uma vez com um sapato de salto alto. Smiley piscando

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IMG_9638Como que uma “chapoca” de pé desses entra em um sapato?

O costume de lá era usar bolsas de palha e de linhas coloridas transpassadas no corpo ou penduradas no pescoço. Nós andando de mochila éramos dois ETS. Eu, claro, fiquei doida com as bolsas deles!

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20140925_153843Feitas da palha de uma palmeira.

IMG_9474Bolsinhas penduradas no pescoço

Quando o primeiro cara que pedi para tirar uma foto com a bolsinha pendurada no pescoço abriu a boca para responder-me, quase caí dura. A boca dele parecia estar cheia de sangue, espumava. Na mesma hora passei a olhar o pé do cara (que estava descalço). Não sabia se perguntava se ele havia brigado, tomado uma porrada. Como os dentes estavam bem escuros pensei que poderia ser um tipo de gengivite crônica. Muito doido eu conversar com um cara sangrando pela boca. Para completar, ele cuspiu na lixeira, isso dentro de um banco! Daí pensei: Ai meu Deus, o cara deve ser tuberculoso. Dei adeus e saí de fininho da fila. – Fausto Fausto, conversei com um cara com a boca sangrando tanto que ele cuspia o sangue! Dai Fausto lembrou-me do Hélio Setti, que explicava no livro que a saliva vermelha era um tipo de droga que os nativos usavam por lá. Corri para reler o livro do Hélio, não queria ter mais surpresas daquele tipo!

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A droga natural e lícita se chamava DAMI. Era a mistura de três ingredientes: Um tipo de vagenzinha, um coquinho e um pó que é feito da concha de lambi. Eles quebravam o coquinho com o dente e ficavam com a semente na boca, depois “molhavam” a vagenzinha no pó de lambi, começavam a mastigar como se fosse um chiclete, dai tudo junto e misturado, criava uma salivação vermelha, que eles cuspiam. Até que em Honiara o povo tentava cuspir em caixinhas próprias para isso, ou em lixeiras. Tinha um tipo de campanha para não cuspirem nas ruas, que ficavam horrorosas manchadas de vermelho. Praticamente 90% dos homens usavam o Dami. Também vi muitas mulheres e até crianças com a boca vermelha. Fomos atendidos por funcionários na imigração que usavam a droga. Tentaram me convencer a experimentar, mas não estou viajando para “viajar” desse jeito. Pelo que percebi, o Dami acaba com os dentes do sujeito. Imagine mastigar pó de concha?

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IMG_9623Juntando os três ingredientes: Dami

Eu ia a feira quase todos os dias bater perna. Adorava aquela muvuca. Gente gritando, carregando mercadorias, fugindo da minha câmera… Era difícil fotografar, a maioria não deixava, por pura timidez. Não haviam sacolas plásticas, eles usavam cestos feitos com folhas de coqueiro trançadas. Embalavam os produtos com folhas de bananeira etc. Eu amei! Ficava tudo tão natural e muito mais bonito!

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20140925_131054Algas marinhas. Eles comem como tira-gosto, mas terminantemente proibido para hipertensos! Muito salgado!

20140925_131954Banana era a mamadeira das crianças por lá.

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IMG_9483Cogumelos alucinógenos. Eles têm de vários tipos e potência.

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Quando postei a foto de umas crianças indo para a escola descalças, um cretino leitor comentou que odiava quem se “promovia” em cima da miséria de um povo. Esse comentário bateu e ficou. Remoí por dias porque apesar deles terem pouca assistência por parte do governo, eu não sentia que o povo era miserável sabem?! Na época que o Hélio Setti passou pelas Salomões, uns 30 anos atrás, a maioria das vilas tinham chefes, as mulheres andavam de busto nu, as crianças peladas até ficarem “moças e rapazes” depois, usavam tangas. Nenhum tipo de sapato. Caçavam, pescavam. Viviam como índios. Então o tempo passou, e de antropologicamente correto, a vida que eles levam hoje em dia passou a ser considerada uma vida miserável. É isso mesmo produção?!

“De acordo com o dicionário da língua Portuguesa Miséria é = do latim infelicidade; Estado de penúria, de extrema pobreza”.  Então na minha opinião, os nativos das Salomões não são miseráveis. São alegres e simpáticos. Têm fartura de comida. Todos têm suas próprias cabanas . Estão passando por um período de transição, do rústico ou primitivo para a “modernidade”

No Brasil também já não foi assim? Na época da Minha mãe com sete irmãos, as roupas eram passadas do mais velho para o mais novo. E a maioria costuradas em casa. Minha avô usou fogão a lenha (a mãe de Fausto com 93 anos usa até hoje). Meus avôs sempre tiveram uma  horta, criavam galinhas e porcos,  a produção era trocada com outros vizinhos, isso em um tempo não muito distante. Nossa família nunca foi miserável por não ter telefone fixo ou por não poder comprar danoninho.

Agora, escola não faltava. Na capital  nas ilhas por onde passamos existiam várias escolas.

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Li um livro de uma médica que dizia praticar o “ PRESENTE DO DIA”, já ouviram falar a respeito? Quando alguma coisa boa acontece no seu dia, você diz a si mesmo: Esse foi meu presente do dia! Exemplos: Você presencia um arco íris ou recebe notícias de um amigo que não vê a muito tempo ou encontra rápido uma vaga de estacionamento em um local super lotado. Dependendo do ponto de vista e necessidades de cada um, todos os dias podemos ter um PRESENTE DO DIA. Estou praticando. Vi um pássaro todo vermelho, de um vermelho Ferrari, uma coisa de doido de tão lindo! Foi o meu presente do dia de ontem. E por ai vai. Parece que pensando dessa forma, a gente começa a ver coisas boas que acontecem na nossa vida e nem paramos para pensar a respeito. Nessa feira, eu recebi o presente do mês, que foi encontrar quiabo. Eu simplesmente AMO, quiabo. Fui criada a base de frango ensopado com quiabo e polenta. Meu prato predileto. Fazia quase dois anos que não comia quiabo, e quando vi, nossa, quase chorei de alegria! (não é exagero! hahaha), e era um tipo de quiabo molinho, delicioso.

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Comprei todo os quiabos a venda na feira. Depois que saímos de Honiara não encontrei mais em lugar nenhum! Smiley chorando  Quem viaja, ou mora fora do Brasil sabe a falta que determinadas coisas que só têm na nossa terra nos fazem.

Também batia perna no centro de artesanato de Honiara. Em Honiara mesmo, o povo não fazia nada. Todos os artesanatos vinham das outras ilhas para serem vendidas na capital.  As Salomões são um arquipélago gigante, e cada ilha tinha sua especialidade em artesanatos. A ilha de Malaita  por exemplo era especialista em fazer o SHELL MONEY, um colar de um tipo de concha especial (hoje raras) e que antigamente era a moeda das Salomões. Um casamento era negociado a base de porcos, aipim e uma certa quantidade de colares de shell money. Hoje em dia os casamentos não são mais negociados, e o país têm uma moeda “normal”, então os colares viraram uma espécie de jóia que são passadas de geração em geração. Conheci uma senhora que tinha um colar de sua bisavô.

O colar mais valioso é dessa concha avermelhada na foto abaixo, mas também havia das cores branca e cinza. Custava caro porém  acabei trocando um perfume e uma sandália por dois colares de shell money. Também troquei peças de roupas por outros tipos de colares e brincos. Adoro fazer trocas! Nessa foto abaixo têm vários colares juntinhos.

IMG_9511Eles catam a concha, e as lixam por muito tempo até ficarem redondinhas dessa forma.

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O povo do Marovo laggon era especialista em fazer CAVAS, esculturas em madeira. Usavam a madeira querosene, amarronzada e em sua maioria levíssimas e a madeira ébano, escura e pesada. Faziam as esculturas da maneira primitiva, como fazem há muitos anos. E haja paciência viu!

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Depois se tornaram essas maravilhas:

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IMG_9589Esculturas símbolo das Salomões

IMG_9614O pé de uma mesa, que era desmontável.

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Depois de Honiara fomos para o Marovo Lagoon, o maior laggon de água salgada do mundo. Um lugar espetacular!

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PS di novo: Hoje é aniversário do Capitão! 

Até semana que vem! Continua…