quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Só love!

Vamos deixar o baixo astral de lado e falar de coisa boa, muito boa: AMOR!

Essa é uma história real.

Na semana passada conhecemos o pessoal de um catamarã em um churrasquito básico aqui no Cabanga. No outro dia enquanto os tripulantes do barco saíram com outros velejadores (foram ao shopping, sim, velejadores também vão a shoppings hihihiih), ficamos conversando com o capitão do barco o John. Ele é Espanhol (mora nas ilhas Canárias)e trabalha como delivery. Nos contou que estava na Turquia quando um amigo, dono de uma operadora de charter, pediu para que ele viesse ao Brasil buscar um catamarã em Natal que havia chegado de Cabo Verde, mas que a antiga tripulação  havia deixado o barco em péssimas condições, ou seja, ele teria que vir conserta- lo e leva-lo para o Uruguai.

O capitão John imediatamente negou o pedido, ele contando era muito engraçado: Ir para o Brasil daqui da Turquia? Nem pensar, com o barco todo quebrado e ainda leva-lo para o Uruguai? Tá louco? Nem pensar, de maneira alguma... mas esse amigo que fez o pedido, sabia que o John tinha um barco na Espanha e que esse barco estava com o motor pifado, então ele ofereceu um motor novinho além do pagamento do delivery para o John, a proposta foi irrecusável... E veio o John para Natal.

Ele nos disse que antiga tripulação quebrou o catamarã todinho, quando chovia, chovia mais dentro do barco do que fora... problemas com os dois motores e mais um monte de outros problemas. Para começar, ele teria que retirar os vazamentos das gaiútas (janelas), completando o azar deles, em agosto choveu pra caramba em Natal, então ele teria que comprar Sikaflex, um tipo de silicone, para parar os vazamentos o mais rápido possível. Para  surpresa dele (e não nossa), ele não encontrou sikaflex em lugar nenhum em Natal. Com a quantidade de coisas a fazer ele já estava preocupado. Um dia que ele estava puto da vida, andando na rua e falando sozinho pensando no que fazer, ele atropelou uma moto, ele a pé, falando sozinho atropelou uma moto, tipo assim, esbarrou na moto,a moça que pilotava não chegou a cair, ele pediu mil desculpas e a moça foi logo embora. Na hora, ele ficou com uma sensação estranha, achou a moça bonita, mas deixou pra lá e voltou aos pensamentos no barco.

Uns três dias depois um dos tripulantes do barco  convidou-o para sair, esse tripulante havia conhecido uma garota que só saia com uma amiga junto, ou seja, o tripulante queria outra pessoa para ficar com a  amiga da garota que ele estava interessado... Mas o John, triste por não ter encontrado o sikaflex e preocupado com os trabalhos, não quis ir.

Uma semana depois, John conseguiu comprar o sikaflex, estava alegre (um problema a menos) daí o outro tripulante convidou-o novamente para sair com as meninas e John aceitou o convite.  Chegando no barzinho, quem era a amiga da amiga? A garota que o John havia "atropelado". John nos disse que foi amor a segunda vista.... De lá para cá, está apaixonado, era tão bonitinho ele contando, que havia muitos anos que não se sentia tão feliz, que na verdade  achava que nunca havia sentido algo tão forte como o que está sentindo agora. Fala com a moça várias vezes ao dia e se não conseguir entrar no Brasil novamente em fevereiro, ou ela vai para Espanha ou ele volta a Natal para se casar com ela! Está tão apaixonado que dizia coisas do tipo: Meu coração paresse que vai explodir (e colocava a mão em cima do coração), minha cabeça está lá em Natal, não sei como vou aguentar de saudades.... Acho que ela é miha alma gêmea. Dizia como a moça era trabalhadora (costureira), era inteligênte, carinhosa etc...

Muito fofo!

Claro que alguns velejadores ficavam dando "conselhos" do tipo: Não leve-a para Espanha porque ela vai perder "o jeitinho " que a brasileira têm. Ou diziam que era fogo de palha, que era o primeiro contato dele com um brasileira, que todas nós éramos iguais e que depois essa paixão passaria assim que conhecesse outra.

Eu incentivei! A cara dele era de uma pessoa muito feliz! Estava emanando energia feliz, alegre, de bem com a vida! 

É muita coincidência para ser fogo de palha! Eu acho que o cupido ou destino fez os dois de esbarrarem e depois se reencontrarem para ficarem juntos. Felizes eles já estão!

E viva o amor!

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