segunda-feira, 30 de julho de 2012

Abrolhos - Camamu

Um pouco depois de Abrolhos, o vento era de través com ventos de 12/14 nós. Quando guinamos para Camamu o vento rondou para alheta/popa, ai começamos a navegar em uma posição delicada. Com ventos acima de 8 nós é seguro, mas com ventos de 6 nós ou menos a navegação se torna perigosa pois a força criada por esse ventos não é o suficiente para firmar a retranca. Ao passarmos por uma onda mais alta, a retranca faz movimentos como um pêndulo, nesse caso, dois movimentos maléficos podem ocorrer: ou o jibe involuntário ou a retranca volta com violência e dá uma pancada seca na escota e isso faz com que a manilha ou os próprios moitões se quebrem ou pior ainda a base da fixação quebre o convés. No Guruçá eu uso “manilhas fusíveis” na fixação dos moitões com a base da retranca. Caso ocorra uma pancada mais forte, ela se partirá, evitando assim danos para o sistema (o que aconteceu mais tarde).

Aproximadamente 6hs após cruzarmos Abrolhos o vento rondou para sul e caiu para 4/6 nós, exatamente o que não queríamos, e assim começou o efeito pêndulo da retranca. Assim navegamos durante a noite. Em um momento a Guta foi ao casco e constatou que não tínhamos luz nas cabines.

Com esse “efeito pêndulo” nossa manilha da retranca estourou, mas como praticamente não tinha vento, foi fácil de fazer a troca. Nossa velocidade estava a 1,5 e 2 nós. Por questão de segurança, tanto por causa da retranca como também pela questão elétrica, decidi recolher as velas e seguir no motor até chegarmos em Barra Grande/ Camamu.

P6260029Navegando com as duas genoas abertas.

P6270033Barra Grande/ Camamu.

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