segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Tobago rumo a Trinidad

Passamos o Natal em Tobago com vários outros velejadores. A comida servida até me surpreendeu, não tinha nenhuma fritura e estava muito bem feitinha, mas o frango assado servido era mergulhado em um molho adocicado. Acabei comendo somente uma salada de maionese e um pedacinho do frango que tentei tirar o  molho o quanto pude mas ainda ficou doce. Estamos comendo a bordo todos os dias.

Algumas observações sobre Tobago: A maioria da população é negra, os homens magros e simpáticos e as mulheres quase todas obesas e mal humoradas. (claro que tinham exceções).

Os carros são novos e muitos com cores diferentes para nós brasileiros. Vi carros com vários tons de rosa, lilás, verde água, cor de abóbora. É até engraçado ver uma caminhonetona Toyota na cor azul bebê… Quase não vi mulheres dirigindo e os motoristas dirigem praticamente deitados ao volante e com o braço pelo lado de fora da janela, parece ser um costume deles, e claro, com o reggae em um volume alto… As placas dos carros são com o fundo preto e as letras em branco com os números bem grandes. O que achei mais estranho foi que só vi uma moto circulando, minha salvação, porque aqui eles dirigem na mão contrária (mão Inglesa), o que me fez passar por alguns apuros, se tivesse motos como no Brasil certamente eu teria sido atropelada . Aliás, os motoristas aqui são muito educados!

Observei que eles não têm um cemitério como o nosso. Pelo que vi e entendi, se alguém morrer , pode escolher onde quer ser enterrado, daí se outra pessoa morrer , e se enterrem ao lado, então ai surge o pequeno cemitério. Existem vários espalhados pelos municípios.

Como já falei, não vimos muitos animais de estimação, não vi um gato sequer. Depois que um homem rastafari me pediu o Faísca para fazer churrasco, acho que descobri o por quê!

PC250083Crianças que apresentaram uma peça no Natal.

PC250068 Velejadores no almoço de Natal.

PC250069Almoço 

PC260093Sessão da tarde no Guruçá.

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P1020109Um dos cemitérios de Charloteville

Depois de umas duas semanas chovendo sem parar, o tempo melhorou e passamos vários dias curtindo a praia, fazendo caminhadas e conhecendo gente de várias partes do mundo. Muitos velejadores Dinamarqueses, Noruegueses, Austríacos, Poloneses, Franceses e principalmente Holandeses com seus tripulantes loiros-quase-albinos. A maioria dos barcos têm crianças a bordo e muitos também têm cachorros, o que faziam os dias na praia mais animados com a criançada brincando. Rolaram vários churrascos de peixe na praia.

Conheci uma Ucraniana com um bebezinho lindo de 4 meses. Quando ela e o marido saíram para viajar, ela descobriu que estava grávida de 2 semanas. Eles passaram toda a gravidez dela viajando e o bebê nasceu na ilha de Maiorca na Espanha, em um parto normal dentro do barco, e eles também têm um cachorro a bordo… Fiquei imaginando uma mulher em trabalho de parto dentro de um veleiro e toda a ancoragem escutando os gritos… Deve ter sido uma festa quando o bebê nasceu! E o nome do bebê significa Mar em português. Muito apropriado!

PC290096Brasileiros na caminhada.

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PC290101 

Decidimos seguir para Trinidad em uma quinta-feira com a previsão de vento leste com a intensidade média de 15 nós, seria perfeito! O veleiro Onda Boa saiu a nossa frente, depois nós e o veleiro Sobá um pouco atrás. Logo de cara, na saída pegamos um pirajá. Resumindo: Fausto trabalhou a noite inteira, regulando as velas, tirando e colocando genoa. A previsão não se confirmou. Os ventos eram muito fracos de alheta para poupa rasa (para mim o pior vento para um catamarã), o que nos obrigava a abrir as duas genoas, mas quando entrava um pirajá (que foi um atrás do outro), tínhamos que regular as velas de acordo com a intensidade do vento e a direção (em um pirajá o vento pode vir de qualquer direção). Fausto não dormiu nadinha e o pior foi que quando entrava um vento forte nós disparávamos e acabamos chegando no canal para entrada em Chaguaranas ainda de noite. Esperamos clarear o dia, ligamos os motores e chegamos, com Fausto bem cansado.

Estamos em uma poita. Pagamos o equivalente a R$ 10 por dia (o que achamos muito barato comparando a Paraty que nos cobraram R$ 180 por dia em uma poita). Aqui é muito fundo e praticamente não têm espaço para fundeio.

A primeira impressão que tive de Trinidad não foi ruim, (sempre ouvimos as pessoas falarem muito mal daqui), principalmente depois que fomos ao supermercado (igual ao Zona Sul no Rio), nossa eu fiquei super feliz!!! Em Tobago, ficamos em uma vila de pescadores e o mercado de lá era beemmm básico, então quando chegamos aqui e encontramos um mercado grande, ficamos bem felizes!!! Os valores socias de quem mora em um barco muda muito, eu não me importo com a nova coleção de sapatos, de roupas. Para gente fazer compras em um bom supermercado é o máximo!

Nas marinas têm barco de tudo quanto é modelo e tamanhos. A maioria fazendo nova pintura de fundo (uma tinta que passamos para não grudarem cracas e ostras, o terror dos velejadores). Estou tirando fotos e depois coloco um post com as fotos dos barcos.

Ontem fomos caminhar no Charaguanas Park, num sol quente que quase derreteu o meu pé.

P1050137

P1050141Praia dentro do park.

P1060187Acoragem.

Agora vamos começar a resolver item por item da nossa lista “Projeto Caribe”, itens que deixamos para comprar e resolver por aqui. A lista está enorme…

Bjs,

Guta

Comentários
2 Comentários

2 Comentários:

Rui Silva disse...

180 reais por uma poita....por dia!!!!
As Caraibas ou o Caribe na Europa tem um valor muito alto, toda a gente gostava de ir lá, por isso é normal a quantidade de velejadores por ai.

Fernando Previdi disse...

Muito bom acompanhar as andanças de vocês!!

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