sexta-feira, 12 de abril de 2013

Margarita

De Los Testigos fomos para Juangriego em Margarita, um lugar, que de acordo com o guia que estamos usando era protegido, mas se 25 nós de vento constantes em uma ancoragem for protegido imagine o desprotegido…  

Eu me lembro que em Angra, quando entrava um mal tempo e o vento batia em 30 nós eu ficava com medo, e agora esse ventão todo é comum por aqui (mas ainda tenho medo).

Assim que entramos na baía de Juangriego a guarda costeira nos abordou com uns marinheiros muito jovens, sem camisa e com armas parecidas com metralhadoras. Nos disseram que teríamos que ir o mais rápido possível para guarda fazer os papéis.

A tenente de plantão, foi a bordo e fez uma inspeção. Nos explicou que quase nenhum veleiro parava ali, que ela iria conversar com o Capitão dos Portos se poderíamos ficar até a segunda-feira (chegamos no sábado) e iríamos de ônibus para Porlamar fazer os papéis. Assim que o capitão dos portos chegou, fomos encaminhados para o seu escritório e ficamos a tarde toda “tentando” conversar com ele. Foi engraçado porque ele queria falar Inglês, que conseguia ser pior do que o nosso, e nós queríamos entender o Espanhol… O capitão Rodrigues é simpático (e novo também!). Conversamos sobre futebol, política, sobre a pirataria… Ele nos deu dicas sobre o lugar, nos ajudou o câmbio de dólares para bolívares etc.…

O capitão nos deixou ficar em Juangriego, o problema seria a imigração, que só abriria na segunda-feira. Ele iria conversar para que não precisássemos ir a Porlamar de barco (um contra vento ferrado), já que haviam feito a inspeção, e sim de ônibus, somente para fazer os papéis da imigração.

Sobre a pirataria, o capitão nos informou que a guarda costeira está fazendo um trabalho firme contra os piratas (em Los Testigos já haviam nos dito isso) e que já faz muito tempo que não se têm ocorrência de pirataria.

Depois de tanto conversar, pedimos a dica de um bom restaurante, ele disse: Sigam-me! Fomos ao restaurante no carro do exército!

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P3300008Refrigerante parecido com o nosso guaraná e a cerveja mais forte deles. A maioria das cervejas aqui são fraquinhas ou chá-veja como diz Fausto.

P3300012Por do sol em Juangriego/Margarita.

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P3300032Pelicanos.

P3310034Um “prato feito”, delicioso em um dos restaurantes na beira da praia, o equivalente a R$ 8. Esse peixe na manteiga estava muito bom!

P4010039A maioria dos carros muito antigos, alguns caindo aos pedaços literalmente!

P3300026As eleições são no domingo.

Ficamos dois dias em Juangriego tranquilos. Deixávamos nosso dingue na praia em frente a algum restaurante e  passeávamos pela cidade. Haviam muitas lojas de perfumes, roupas de marcas famosas etc.… Os mercados eram de chineses e padarias de Libaneses (o pão era o mesmo em todas as padarias), pão parecido com o nosso pão francês. O melhor eram os preços. Tudo mais barato que o Brasil, desde roupas a comida. Comprei um shampoo de 400ml Pantene por o equivalente a R$ 3. Um desodorante Dove aerossol o equivalente a R$ 1,40. Pensei que fosse até falsificado de tão mais barato… Mas não era não.

A moeda local é o BOLÍVAR, a melhor troca que fizemos foi de 1 US$ por 20 Bolívares. Fizemos a troca em restaurantes. A maioria dos bancos não fazem câmbio e quando fazem não pagam bem. Ficamos sabendo que nos lugares certos (ainda não descobrimos quais são), consegue-se trocar por até 24 bolívares.

Na segunda-feira, fomos até a imigração e o funcionário (muito do mal humorado), não quis fazer os nossos papéis em Juan Grego e nem nos deixou ir de ônibus a Porlamar fazê-los. Nós teríamos que ir de barco até lá. Como seria uma  velejada em contra vento praticamente desnecessária, desistimos de ficar em Margarita. Subimos a vela e seguimos rumo a Blanquilla.

PS: Não precisamos (eu e o Faísca) de irmos ao médico/veterinário. O Faísca parou de vomitar e voltou a comer. De um dia para o outro meu rosto desinchou bastante, só ficaram as queimaduras que agora já secaram e não aparecem mais.Smiley piscando

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