domingo, 26 de janeiro de 2014

Vídeo: San Blás- Arquipélado de Lemon Cays

Arquipelago de Lenon Cays

Adorei fazer esse vídeo! Fiquei um tempão tentando conseguir filmar um raio. Um dos milhares que nos atormentavam todos os santos dias no pouco tempo que ficamos em San Blás. Eu apontava a câmera para um lado e o diacho do raio caia para o outro. Mudava a câmera de posição e o raio também. Um raio caiu tão perto, mas tão perto de nós, que ficamos momentaneamente cegos e com um zumbido no ouvido de tão alto que foi o estrondo do trovão.

Não devem estar entendendo nada né?! rs

Chegamos em San Blás, aqui no Panamá em uma época de muita chuva e tempestades de raios e trovões. Dizem que agora em janeiro o tempo fica seco e as ancoragens mais lindas do que nunca mas colegas que ainda estão lá, nos disseram que essa temporada seca ainda não chegou…( o tempo está maluco).

O dia começava lindo de morrer! Solzão, a água transparente, um paraíso. Lá pelo meio dia, o tempo mudava completamente. Sabe quando a gente vê aquelas nuvens negras chegando perto? Era, assim. Daí entrava um ventão, e o pau começava a comer. Raio, trovão, raio, trovão. Muitos. Sinceramente, eu nunca liguei, nunca tive medo de raios e trovões, mas lá, eu começei a ter. Ainda bem que o Faísca, que têm um parafuso a menos como nós, ao invés de medo, saia latindo para o raio. Ficava puto com os sustos! Eu tomava cada sustão…

Era esse tormento. Todos os dias, algum barco garrava com os ventos ou ganhava um presente divino, que queimava tudo a bordo.

Um belo dia, um catamarã de charter, lotado de mochileiros, fundeou ao nosso lado. Já estávamos ouvindo os estrondos dos trovões cada vez mais perto, e para nossa surpresa (eu quase enfartei aos 32 anos), os doidos, começaram a pular na água. Uns dez jovens, nadando em meio a uma tempestade de raios! Eu cheguei até a começar a filmar, mas depois fiquei com medo, sei lá, vai que eu filmava alguém sendo torrado, iria ficar traumatizada (juro que pensei assim!). Uma completa falta de responsabilidade do capitão! Os jovens mochileiros, claro, sem a mínima noção do perigo mas o capitão, fala sério. O pior é que fazíamos sinal para eles saírem da água, e eles faziam sinal de volta, achavam que estávamos cumprimentando. Aff, como Deus protege, as crianças, os bêbados e os inocentes…

Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar né?! mas na nossa ancoragem, havia um veleiro de aço gigante Australiano que já havia perdido tudo a bordo três vezes, e o cara insistia em ficar em San Blás. Ainda bem que estávamos longe dele…

Um outro veleiro de aço de uns 50’ de uma família de Australianos que conhecemos em Cartagena também tomou uma raiada (inventei a palavra rs), e perdeu todos os seus eletrônicos. Ele até nos pediu que assinássemos os papéis do seguro, servindo como testemunhas do azar. Conhecemos um catamarã de fibra Australiano, com pai e filho a bordo, que também receberam um raio, mas eles tinham desligado tudo, esquecendo somente da geladeira, a única coisa que queimou. Eita povo azarento esses Australianos!

Enfim, era só começar uma tempestade para começarmos a rezar, e no outro dia, sabermos das más notícias pelo rádio.

Essas e outras coisas (que conto depois) nos levaram a sair de San Blás.

O tempinho que ficamos por lá (acho que um mês), deu para fazer três vídeos, e mostrar um pouco da beleza do lugar.

DSCN0361Os pés são feios, mas a água transparente e a estrela são bonitas…

IMG_5569Observem a nuvem, com a chuvinha lá no fundo…

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IMG_5236Almoço com nosso amigo Miguel, do veleiro Odins Toy, e o casal que conhecemos por lá, o Javier e a Cecile.

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Nossa, ultimamente estou fazendo uns posts gigantes! Smiley piscando

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