domingo, 5 de outubro de 2014

Papeete capital doTahiti- Parte 2

Pensávamos que as coisas no Tahiti seriam mais baratas do que nas Marquesas e Tuamotous (exceto as pérolas), mas nos enganamos. Restaurantes e comida nos supermercados, mais caros. Não sei se nos atóis e ilhas mais distantes a comida é subsidiada. Enquanto pagávamos 1.200 Francos Polinésios por um prato de filé com fritas e salada em Fakarava, em Papeete custava 3.500 Francos Polinésios. Mesmo assim, acho que em todo lugar do mundo existem opções mais baratas. No Carrefour, eles tinham várias opções de quentinhas e sandubas, com preços que variavam entre 200 e 700 Francos. No mercadão do centro também. Muitas opções de quentinhas, até de sushi e sashimi. As quentinhas, como dizem os cariocas ou marmitex, como dizemos nós capixabas não são de alumínio e fechadas. Lá, elas são de plástico transparente, dá para você ver a comida e eram tão bonitas, que sempre me deixavam na duvida do que comer. Tudo parecia ser delicioso!

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Outra coisa muito comum por lá são os sandubas de baguete. Você escolhe o recheio e sai comendo pela rua. Na hora do almoço, é normal ver pessoas com sandubas enormes nas mãos, comendo e andando, ou paradinhos em um cantinho.

Logo que chegamos na Polinésia e fomos comer fora estranhamos o tempero, melhor dizendo, a falta de tempero e sal na comida. Depois de um bom tempo nos acostumamos.

A marina era linda e fomos muito bem recebidos na recepção. Como estávamos na alta temporada a marina estava lotada e não tinha poitas para aluguel. Estimei ter uns 400 veleiros por lá, e todos os dias entravam e saiam vários.

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Podíamos deixar nosso bote no cais por quanto tempo quiséssemos e jogávamos lixo fora de graça. O banho seria somente para quem estivesse usando os serviços da marina mas como estava lotada, a gerência concedeu o banho de chuveiro morninho também grátis. Como não tínhamos o cartão magnético para abrirmos o banheiro (a coisa lá é chique), ficávamos esperando alguém sair para entrarmos. Banheiro feminino virava masculino, masculino virava feminino, e no final do dia tinha até fila.

Uma coisa engraçada: No banheiro feminino, a água era fria, e o chuveiro tinha um sistema de pressão, ou seja, o tempo de água era cronometrado mas era só apertar o botão que caia água novamente, mesmo assim era até para mim, que economizo água, um tempo muito curto.

No banheiro masculino, a água era quente e o chuveiro normal. Ficava explícito que para a marina as mulheres gastavam mais água e tinham que ser controladas. Porém, nos dias que passamos lá observei que os homens gastavam muita água. A maioria ficava no mínimo 10’ embaixo do chuveiro com água caindo direto. Também constatei e fiquei triste com a constatação de que, a maioria dos velejadores não economizam água porque têm a consciência de que é o certo a se fazer. Economizam porque não têm em seus barcos em abundância. Quando a água é de graça, disponível como no chuveiro da marina, eles gastavam normalmente.

A lavanderia era paga, custava o equivalente a R$ 20 uma máquina de 10 quilos. Quebrou o maior galhão, eu estava com muita roupa acumulada, principalmente lençóis e toalhas.

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Saindo da marina, andando uns 5 minutos para o lado esquerdo, ficava um hiper CARREFUR (lá se pronunciava CARFUR) com lojinhas, banca de jornais, correios e um restaurante onde assistimos aos jogos da seleção.

Demos a volta na ilha de ônibus, e batemos muita perna pela cidade que era limpíssima e organizada.

IMG_8353Mercadão municipal

20140624_163945Tentações

20140624_162903Coroas de flores frescas são vendidas no mercado.

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Os nossos tripulantes José Carlos e Tânia conheceram um casal pelos seus passeios, o Axel um câmera men de uma emissora local e sua esposa professora ( o nome dela era bem diferente para nós e me esqueci). Por coincidência, o Axel havia conseguido comprar dois ingressos para final da copa no Brasil e estava com a passagem aérea também comprada, só não havia reservado hotel. Dai entrou o José, que ofereceu seu apartamento em Copacabana para o Axel e o filho ficarem. Depois ficamos sabendo que eles adoraram o Rio (aliás, quem não gosta?!), adoraram o Maracanã, fizeram muitas compras, e de quebra tiveram as filhas do José (que falavam Inglês e Francês fluentemente)de guia pelos pontos turísticos da cidade. Até uma amiga das meninas se animou com as visitas e os levou para passear. Sortudos, não tinham nem como não gostarem! Pela troca de gentileza entre os casais eu acabei me dando bem, porque fomos convidados para jantar na casa deles. Aproveitei para estrear um vestido que havia comprado em Cartagena e nunca usado. Felizmente o mar estava tranquilo e não molhei o bumbum/vestido novo de água salgada usando o bote (quem têm um veleiro me entenderá).  Conhecemos toda família  e dentre os vários pratos servidos (foi um verdadeiro banquete!) comemos um strogonof de camarões  ao curry. Não sou muito chegada a curry mas estava bem suave e ficou delicioso! Nunca havia pensado em camarão+creme de leite+curry. Aprendi mais uma receitinha… O José e a Tânia também ganharam dois ingressos para o Heiva, um festival de dança polinésia que acontece no mês de julho. O Alex, buscou-os e os trouxe de volta ao barco. Todo mundo feliz!

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IMG_8336José Carlos nosso tripulante topa tudo!

IMG_8368Canoas Polinésias

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IMG_8385Casa/barcos ou barcos/casa

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Continua…

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