segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Passamos por um Typhoon ( tufão ou furacão) na micronésia

E ai pessoal, tudo bom? estão curtindo nossos posts programados?  Nas redes sociais consigo colocar fotos e dar notícias em tempo real. Aqui no blog, os posts e vídeos são programados, principalmente devido a dificuldade de acesso a internet. Só assim consigo  manter o blog ativo com uma postagem por semana.  Estou explicando para que as pessoas que nos acompanham somente pelo blog não fiquem perdidas. Enquanto vocês ainda estavam lendo sobre a nossa passagem pela Polinésia Francesa mas nós já estávamos em Kavieng, na Papua Nova Guiné, seguindo viagem para as Filipinas, com passagem por algumas ilhas na Micronésia.

No post de hoje tentarei descrever como escapamos de uma das maiores forças da natureza, nas bandas por onde estamos, chamado de tufão (furacão). Não sou lá uma boa escritora, e nesse caso  é muito difícil descrever os sentimentos que nos envolvem sabendo do perigo que estava a poucas horas de nós.  Depois continuaremos com os posts programados ok?!

Os velejadores que estão saindo do oceano pacífico e não querem passar pelo estreito de Torres, têm a opção de ir até Kavieng, bem ao norte da na Papua Nova Guiné. Kavieng  é considerado um lugar seguro (infelizmente diferente de outros lugares na Papua), e se tornou um lugar de encontro de velejadores. De lá, vão para a Indonésia, Micronésia ou Filipinas. Ficamos quase um mês em Kavieng  esperando a temporada de tufões acabar na Micronésia, teoricamente no mês de novembro. Nas Filipinas é possível ter tufões durante todo o ano, mas os meses de janeiro, fevereiro e março são considerados seguros. É raro ter tufões durante esses três meses por lá.

Conhecemos vários barcos que estavam chegando das Filipinas, seguindo viagem para a Nova Zelândia ou Austrália. Pegamos informações com eles e perguntamos sobre o tempo, afinal, eles navegaram mais de 1700 milhas durante a estação de perigosa. Tiveram sorte, nenhum tufão se formou durante essas travessias. Navegaram abaixo da latitude de 10 graus,como todos os guias informam. Se navegássemos abaixo da latitude de 10 graus estaríamos safos (seguros), os tufões só se formam acima da latitude de 10 graus, mais precisamente entre 10 e 13 graus. Abaixo disso, somente storms (tempestades).  Então, decidimos seguir viagem em dezembro, na verdade, zarpamos de Kavieng no dia 24/11. Uns cinco dias antes de nós, zarpou o veleiro CLUB do argentino Sebastiam e a Sandra, e uns dois dias depois, outros dois veleiros americanos. O argentino iria para umas cinco ilhas na Micronésia e os americanos iriam direto para Palau, um arquipélago com taxas super caras para veleiros, mas um dos points de mergulho mais famosos do mundo.  Como o Sebastian nos passou dicas legais dessas ilhas na Micronésia, decidimos parar por lá também, seguiríamos para o atol Wolai, ao invés de seguir direto para as Filipinas. Essas ilhas que escolhemos estavam na latitude média de 7 graus, portanto, bem safos, segundo os guias.

Tínhamos mais ou menos uns 600 litros de diesel a bordo, e achamos que seria o suficiente para ultrapassar os doldruns (uma zona completamente sem vento no mar perto do equador) e depois que ultrapassássemos os doldruns, e entrasse o vento predominante, os ventos alísios, que no hemisfério norte são os ventos de nordeste, chegaríamos nas Filipinas, safos de uma região de pirataria. É, isso mesmo, além do perigo de tufões havia o perigo da pirataria. Mas a vida no mar é assim mesmo. Estamos sujeitos a condições de tempo ruins (para nós a navegação mais comum), furações, tsunamis, pirataria, containers, baleias, troncos de árvores etc.. Em qualquer parte do mundo têm uma coisa ou outra. 

Zarpamos no dia 24/11/2014 rumo a Wolai atol na Micronésia. Navegamos uns sete dias com os motores e velas. Muitos pirajás infernizando. Faltando uns dois dias para chegarmos ao atol o vento nordeste entrou. Estávamos com uma média de 8 nós de velocidade e bateu a dúvida: Agora que o vento entrou, paramos no atol ou seguimos direto para as Filipinas? Fausto decidiu parar no atol. Baixamos as velas e com os motores ligados um dos rotores do motor de bombordo quebrou (lógico, quando estávamos entrando no atol). Ficamos com o motor de boreste em uma baixa rotação, fora do atol, enquanto Fausto colocava um rotor novo. começamos a entrar no atol e novamente outro problema no motor de bombordo. Uma braçadeira do sistema de exaustão do motor quebrou, jogando água e fumaça para dentro do compartimento. Fausto desligou esse motor que resoveu dar chiliques na hora errada e entramos no atol com somente o motor de boreste. Tudo nos guiava a entrar no atol. Assim que fundeamos em nove metros de profundidade, Fausto foi consertar a braçadeira da mangueira e jogar fora o restante de água que a bomba de porão não jogou. Tudo limpo, tudo funcionando bem. Quando pensávamos que iríamos relaxar, dois garotos com uma canoa catamarã, um tipo de embarcação local, vieram nos avisar para falarmos com o Matias pelo canal 16 no VHF. O Matias era um tipo de capitão dos portos do atol. Assim que entramos em contato, ele falou exatamente essas palavras: Têm um tufão se formando a 170 milhas a leste daqui com ventos de 45 nós (ainda uma tempestade tropical). A previsão é que ele chegue aqui no atol amanhã pela manhã e se torne um tufão, com ventos de 80 a 125 nós. Com 125 nós, nenhum coqueiro fica de pé! Se preparem para o pior. Ai meu Deus, o que vai ser do Guruçá!?  O comunicado já foi horripilante, mas a frase ”se preparem para o pior” me deixou em choque.

Alguns minutos de silêncio. Fausto calmo, tranquilo  perguntou-me se eu queria ir para terra. – A gente começa tudo de novo Guta. O que importa é a nossa vida. Ainda meio zonza, respondi que não, que ficaria com ele (claro, ele não sairia do barco). Não dá para descrever a sensação que nos envolve quando recebemos uma notícia dessas. É uma sensação ruim, muito ruim.

Pedi que o Matias nos enviasse uns rapazes para ajudar ao Fausto a retirar a vela grande, enquanto eu arrumava uma mochila com algumas peças de roupas, passaportes etc. Se não tivesse jeito de salvar o barco, salvaríamos nossas vidas.

Os rapazes vieram, nos ajudaram a retirar a vela e as pranchas de stand up. Amarramos muito bem as genoas. Jogamos 100 metros de corrente com a nossa âncora Rocna de 40 kg. Não havia necessidade de jogar duas âncoras em linha. O grande problema aqui, seria a corrente quebrar. Como o fundo era areia e coral, a corrente poderia ficar presa em um coral e em uma rajada de vento, com um tranco,  quebrar-se. Confiávamos na âncora, mas não na corrente. Temos a bordo mais uma âncora Rocna de 30 kg e 100 metros de cabo grosso. Caso a corrente quebrasse, jogaríamos essa outra âncora com o cabo e rezaríamos para que o cabo não pocasse até que o tufão fosse embora.

As 4 hs da tarde os ventos de nordeste começaram a aumentar e a chover muito. O tempo estava nublado, as nuvens penteadas. O Matias me passava a posição da tempestade tropical pelo VHF (naquele momento com ventos de 45 nós) e a previsão ainda era de que ele passaria pelo o atol. Para ser considerado um tufão alguns guias dizem que os ventos devem passar de 64 nós, outros, que ventos devem passar de 70 nós.  De qualquer forma, para mim, 64 ou 70 nós seria vento pra cacete!  Logo depois o Matias se despediu. Iria com a família para um abrigo do outro lado do atol mas que o Alan, um professor da escola local continuaria me passando as coordenadas da até então, tempestade.

As 20hs a notícia foi péssima. A tempestade que já estava com 65 nós subiu um pouco mais para o norte e só estava a umas 53 milhas de nós. Na ancoragem os ventos chegavam a 50 nós nas rajadas, e Fausto ajudava com os motores. Ele se antecipava a cada rajada e acelerava os motores avante para aliviar a pressão  na corrente. Chovia muito. Uma chuva congelante e um vento quente. A lua cheia desapareceu. Só teríamos a próxima posição em duas, três horas, e foi ai que começei a ter diarréia. Já ouviram a expressão “cagar nas calças”? Pois é, aconteceu comigo, de tanto medo. Minhas pernas tremiam, eu não tinha controle sobre elas. Andava de um lado  para o outro sem parar, respirando fundo para que a pressão não caisse e dava uma corridinha ao banheiro de 5 em 5 minutos. Fausto tremia de frio, mas estava em uma concentração, que tenho certeza de que ele ficaria dias daquele jeito se precisasse. Assim que o vento dava uma “amenizada”, trocávamos suas roupas molhadas por roupas secas e outra roupa de tempo seca também. Era tanta chuva que a roupa de tempo não segurou muita coisa. Eu preparava chá e café para tentar aquecê-lo.

Quando o vento chegou a 50 nós nas rajadas nossa biruta parou. Fausto começou a guiar-se de ouvido. Acelerava quando as rajadas chegavam. Até que em um momento não havia mais rajadas. O vento pocava forte sem parar. As ondas cresceram muito dentro do atol, e batiam de lado no Guruçá. Cada vez que o Alan me chamava pelo rádio VHF, meu coração parecia que iria sair pela boca. Uma nova coordenada e para o nosso alívio o já classificado como tufão com ventos de 125 nós, havia seguido para sudoeste e não para o norte como previsto. Estava passando ao sul de nós. Caraca, que alívio! Saltos de alegria! Até que enfim uma previsão errada que nos beneficiou! Sempre navegamos com previsões do tempo que nunca batem com a realidade. Dessa vez, comemoramos o erro. Porém, apesar de não ter vindo para cima de nós, como o tufão praticamente dobrou de força e provavelmente tamanho, os ventos jogados para o atol também aumentaram. O Alan nos passou um rádio perguntando se ainda estávamos na âncora, que o vento estava chegando a 68 nós nas rajadas. – O vento está em 68 nós Faustooooooo! Seguuuuura peão! O Alam dizia: Não queremos tirar o barco de vocês da praia! E assim foi, noite a dentro. Depois não consegui mais contato com o Alan. Lá pelas 5 da manhã o vento diminuiu para 30, 35 nós e estabilizou nessa velocidade. Fausto foi descansar, estava com os dedos duros, mãos e pés enrugados por causa  da água gelada. Ficamos o dia inteiro com rajadas de 35 nós e ondas grandes dentro do atol.

Quando recebemos a notícia de que o tufão provavelmente passaria por cima do atol, chegamos a pensar (eu pensei) em tentar fugir para sudoeste, mas Fausto achou melhor ficarmos e enfrentarmos o que desse e viesse. Poderíamos perder o barco, mas certamente não perderíamos as nossas vidas. Foi a decisão correta. Como o tufão não subiu para o norte e continuou a sudoeste, ele teria nos pegado em alto mar, e provavelmente eu não estaria aqui contando essa história. Desde o começo, o rotor quebrado, depois a braçadeira da mangueira, Fausto estava certo, tudo dizia para ficarmos no atol.

Essa foto que tirei do nosso Ipad foi a trajetória que a tempestade tropical e depois o tufão Hagupita seguiu. O círculo em vermelho era onde estávamos, e pelo ponto azul embaixo da seta em vermelho, realmente tudo indicava que ele subiria para o norte a passaria por nós. O tempo de espera entre saber se ele passaria ou não por nós foi terrível. Conseguem imaginar a angústia?

20141208_2125399

Somente no dia seguinte o tempo melhorou e fomos em terra. O nativos estavam trabalhando na limpeza do atol. Muitas bananeiras e coqueiros caídos. Conhecemos o Matias e o Alan pessoalmente. O Alan parou de nos enviar notícias porque o rádio VHF dele havia acabado a bateria. (demos o nosso VHF de mão de presente a ele). Eles nos disseram que o tufão chamado de Hagupita havia se tornado um super tufão e seguia rumo a Palau, depois, pela previsão, seguiria para as Filipinas. Sabendo disso, abortamos nossa travessia para as Filipinas. Tanto o Matias como o Alan nos ajudaram muito, passando as posições do tufão, sempre querendo saber se estávamos bem, se precisávamos de alguma coisa. O Alan ficava com uma lanterna piscando de tempo em tempo na praia, para que tivéssemos noção da nossa distância de terra.

Os dois nos contaram que no ano passado um catamarã Americano, de um Texano foi parar na praia, no mês de novembro. Ele jogou a âncora e corrente mais uma outra âncora com um cabo. Nas rajadas de 50 nós o barco garrou, mas ele não havia percebido que o cabo da segunda âncora havia se partido. Quando  deu avante com os motores o cabo enrolou em um dos hélices, ele deu o costado para o vento e ondas, não conseguiu controlar o barco com somente um dos motores e foi parar na praia. Os nativos o ajudaram a colocar o catamarã de frente para as ondas (no braço), amarraram um outro cabo na proa do barco, um nativo mergulhou e amarrou esse cabo em um coral no mar. O catamarã se manteve de proa para as ondas na praia. Mesmo sendo de fibra, teve avarias em várias partes no fundo do barco. Os nativos ajudaram o velejador a fazer alguns reparos possíveis. Depois o cara contratou um barco que o rebocou até Yap, uma ilha há 378 milhas do atol Wolbai. Esse catamarã está lá até hoje, um ano depois, ainda sendo reformado. Por isso o Alan estranhou termos aguentado na âncora com 68 nós de vento. 

Depois de ter escutado essa historinha macabra, o Matias recebeu a notícia de que mais duas tempestades tropicais estavam se formando a nordeste, que poderiam se dissipar ou se tornarem outros dois tufões. Nesse momento eu surtei. Queria ir embora de qualquer maneira. Fausto me acalmou, dizendo que iríamos embora imediatamente, mas tínhamos pouco combustível. Foi bom termos pouca água e pouco combustível durante a passagem do Habu Pita, se tivéssemos  com os tanques de água e diesel cheios (1200 litros cada), seria provável, com o barco mais pesado, que a nossa corrente não aguentasse os trancos durante as rajadas.

Essa tempestade tropical começou a se formar na latitude de mais ou menos 6 graus, desceu para 4 graus e 54 minutos, subiu ao norte novamente e e se tornou um tufão em 6 graus. Ou seja, a zona de segurança, para navegação a menos de 10 graus foi para o brejo.  Então colocamos o limite de 3 graus como segurança. No atol não havia diesel para comprar, não teríamos diesel para retornarmos para a Papua ou Indonésia mas teríamos diesel para chegar nesse limite de segurança. Os rapazes vieram a bordo ajudar ao Fausto a recolocar a vela grande e no mesmo dia a noite zarpamos com o as velas e os dois motores  em 1750 rotações, na velocidade entre 7 e 8 nós. Queríamos sair dali o mais rápido possível!

Estou escrevendo esse post (no meu turno, agora 1:20hs) faltando 20 milhas para chegarmos em Vanimo na Papua Nova Guiné, fronteira com a Indonésia. Para entrarmos na Indonésia precisamos de um tipo de visto para o barco, então teremos que consegui-lo no consulado da Indonésia em Vanimo e só depois, seguiremos viagem, agora pela Indonésia. A travessia de Wolai até esse momento foi cansativa. Pouco vento, mar agitado, pirajás gigantescos. Era só abrir a vela grande para tentar captar algum ventinho que entrava um pirajá (tempestade) para nos dar trabalho, e o pior, a noite, teimam em tentar nos ferrar durante a noite. Um deles conseguiu. Com o vento aumentando, fomos rizar a nossa genoa maior e o enrolador travou. O vento foi a 38 nós. Quem veleja sabe o quanto escandalosa pode ser uma genoa panejando. Os ventos de pirajás vão de 5 nós para 35 nós, ou mais, em questão de minutos. Se não for safo, rasga-se velas, perde-se o mastro. Ainda temos uns 100 litros de diesel, mas estamos nas velas, com praticamente zero vento, em passitos de tartaruga (2 nós de velocidade), bom por um lado, assim não chegaremos  durante a noite, o que evitamos fazer em um porto novo. Estou contando as milhas para chegarmos. Estamos exaustos!

Um pouco mais cedo falei com um navio chamado Gloria Ace, e o capitão me disse que o tufão Hagupita seguiu rumo as Filipinas.

Fausto já passou por ventos de cinco furacões quando esteve em San Martin no Caribe em 1995 (agora seis com o Hagupita). A ilha era considerada um local seguro durante a temporada de furações, então muitos veleiros iam para lá. Os furacões passavam perto, com ventos máximos de 45 nós mas não por cima da ilha. Até que o primeiro, o furação Luiz passou e destruiu tudo. Fausto conseguiu sobreviver e salvar o barco. Sempre que ele me contava a história, de tudo o que  fez durante o furacão, eu ouvia como se fosse alguém  contando uma história de terror sabem?! Mas na prática, é muito, muito pior do que eu imaginava. O olho do tufão passou a 53 milhas do atol, com 125 nós de vento e nós pegamos 68 nós. Foi o suficiente para eu saber o quanto é apavorante. A espera de notícias, se o olho, iria ou não passar por cima de nós, era de uma angústia que doía.  A experiência do capitão foi fundamental. Fausto ficou horas aliviando a tensão da âncora com os motores e acalmando a esposa a beira de um ataque histérico.

Eu ainda estou meio “lesada”. Estou seguindo a nossa rotina normalmente, mas do nada começo a chorar. Não consigo dormir direito, acordo assustada com qualquer barulhinho que é normal para mim a bordo. Ainda tenho problemas intestinais. Estou completamente sem fome (olhando pelo lado bom espero que já tenha perdido uns kilinhos). Acho que foi muita adrenalina, muito medo mesmo, mas creio que com o tempo isso vá passar.

Hoje dia 15 de dezembro, já deveria ter colocado esse post no blog se tivesse conseguido acesso a internet aqui em Vanimo na Papua. Mas não têm. Conseguimos o visto para Indonésia e seguiremos para Jayapura a 30 milhas daqui amanhã cedo.

Preparando o barco, os argentinos Sebastian e Sandra chegaram na ancoragem. Foi uma festa nos reencontrarmos (colegas de tufão). Eles estavam em um atol mais a leste a ao norte de nós. Pegaram ventos máximos de 50 nós. Nos disseram que o Hagupita chegou com força total nas Filipinas, desalojou mais de um milhão de pessoas e até então, haviam 21 mortes.

Deveríamos ter sido mais cautelosos. Acabamos colocando nosso barco e nossas vidas em risco. Mas como dizem, Deus é brasileiro! Quando ele viu o Guruçá amarelão deve ter pensado: Brasileiros aqui?!– Equipe do tempo,  por gentileza, desviem esse tufão do atol Wolai imediatamente! Smiley piscando

Pode ter sido a minha promessa de ficar um ano sem comer chocolate também. (um sacrifício dificílimo para mim). Vai saber!? Só sei que tivemos sorte, muita, muita, muita sorte!

20141203_230924Nossa ancoragem em 9 metros de profundidade.

IMG_0007No dia seguinte ao typhoon

Que a sorte também esteja com vocês.

Até mais,

Guta Favarato

Comentários
5 Comentários

5 Comentários:

Anônimo disse...

Uff, que sufoco! Aqui torcendo por vocês, abraço nos dois.
Drika e Daniel

João Paulo Rojas Vidal disse...

Guta, que coisa!

E que relato emocionante!
Se você não tinha intenção de escrever um livro, pode acreditar que você tem toda a competência para isso.
Com certeza sabe passar a emoção através da palavra escrita com muita qualidade e charme.
Pode escrever o que quiser, memórias, ficção, livro em papel, em meio digital, ou em blog, como você já está fazendo sem nem mesmo saber (sim, o blog guruçacat é um livro digital de memórias da sua viagem pelo mundo, com certeza!). Sua narrativa é muito boa!

E que apuro que vocês passaram, hein? faltou dizer como ficou o Faisca com essa confusão toda, pobrezinho.

Vou roubar seus votos do final do post, de boa sorte, e vou usar nos meus votos de final de ano. Ficou muito bonito "que a sorte esteja com vocês". Todos precisamos mesmo.
Aliás, você como sempre generosa, depois de tanta luta ainda teve tempo de escrever esse relato imenso, detalhado e super emocionante e ainda divide sua boa sorte com todos nós. Você é realmente demais!

Parabéns, sempre. Um excelente Natal à bordo para todos, um 2015 com os melhores votos de boa sorte, ventos amenos e constantes.

Muito obrigado pelo seu tempo, imagens, relatos, simpatia, generosidade e tantos outros predicados que nem cabem aqui na seção de comentários.

Sempre aguardando um post seu, seu fã,

Joao

Anônimo disse...

Guta e Fausto, vocês são um casal incrível. Um capitão que é uma rocha de coragem e força e uma imediata que, apesar do medo, enfrenta tudo ao lado de seu capitão. Verdadeiro exemplo para nós todos.
Grande abraço e bons ventos (mas sem exageros).

Anônimo disse...

Fausto e Guta, vocês são incríveis. Fausto é um capitão apto, corajoso e forte, Guta apesar do natural pavor por essa primeira experiência de perigo real não deixou o capitão ficar só no perrengue. Vocês são um verdadeiro exemplo, parabéns.Abraços e bons ventos (mas sem exageros).

Anônimo disse...

vitoria para voces, sucesso

Postar um comentário

Estamos viajando e não temos uma conecção a internet fixa a bordo.
Por esse motivo, certamente seu comentário demorará a ser postado, poderá não ser respondido, mas será lido.
Se ainda assim, quiser comentar fique a vontade!