domingo, 30 de agosto de 2015

Bali–Cultura e religião 2

Depois de conhecer a  Cerimônia do ciclo final da vida e observar vários rituais espalhados pelas ruas, fui procurar saber mais sobre a cultura local. Encontrei vários blogs de brasileiros e na verdade cada um tenta explicar o que vivenciou ou o que ouviu falar. Nesse aspecto achei os Balineses  fechados (no geral eles são “bem oferecidos”) falam pouco sobre suas tradições. O que eu senti foi que os balineses têm o mundo deles. O resto do mundo não importa e não os interessam. Por exemplo: Em Bali vimos muitos casais homossexuais tanto masculinos como femininos, de mãos dadas etc. No começo achei legal, pensei que eles respeitassem a opção sexual dos turistas, mas na verdade eles não estão nem aí para o que você faz da sua vida porque você não é Balinês. Quer fumar, cheirar, dar, se vestir de mulher, etc. eles nem ligam. Nós não fazemos parte do mundo deles, e nós trazemos dinheiro para ilha, isso importa. Apesar de simpáticos, até demais, não consegui fazer  amizade com ninguém. Eu era turista e tinha dinheiro. Eita povo para gostar de dinheiro descaradamente.
Fiz uma pesquisa básica no mister Google e o que “bateu” com o que vivenciei escreverei por aqui.
Ao contrário das ilhas que compõem o arquipélago Indonésio de maioria mulçumana, a religião em Bali é a Bali-Hinduísta que se misturou com o budismo, e por isso é tão complicado entender. Na verdade é complicado entender qualquer religião né?!
O povo balinês acredita piamente em magia e no poder dos espíritos. Chegando na ilha, sentindo o cheio de incenso espalhado pelo ar, os altares espalhados pelas ruas etc. A gente comprova tamanha fé e devoção. 
20150303_185836Em todo canto têm alguma escultura com flores e incensos. 

Eles veneram vários Deuses e a base fundamental do Hinduísmo de Bali  que é diferente do Hinduísmo da Índia vem do Dharma, ou seja, tudo está em ordem no cosmo, mas do outro lado eles também reconhecem a força da desordem, o Adharma. O objetivo é buscar harmonia e equilíbrio entre essas duas forças.
O balinês é um povo que literalmente alimenta os espíritos. Para eles existem os espíritos do bem e os do mal e ambos precisam d2 mesma atenção, carinho e cuidado. Diariamente, pelo que observei , duas vezes pela manhã e duas vezes a tarde, os balineses preparam os Canang Saris que são cestinhas feitas de folhas de palmeira e recheadas com alimentos (como a banana, arroz), incensos, flores, dinheiro. As Canangs Saris são vendidas entregues diariamente nas casas das pessoas (dá um trabalhinho fazê-las) e as pessoas recheiam da forma que desejarem. 
 
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As cestinhas colocadas no chão são para os espíritos inferiores e servem para apaziguá-los e deixá-los quietos.  Vi várias vezes essas cestinhas sendo colocadas no chão em frente as casas ou lojas, em cima de carros ou motos. Em recepção de hotéis, nos caixas do supermercado. Nesses casos, penso que era uma forma de pedir para que os espíritos inferiores deixassem as pessoas trabalharem em paz.   Para os espíritos do bem, as cestinhas são colocadas em altares no alto e eles acreditam que quanto mais alto mais puro o espírito. É comum vermos um altar mais alto do que a caixa d’ água da casa e meio que rola uma competição entre as famílias de quem têm o altar mais alto e mais bonito. Como para o balinês quanto mais alto mais puro o espírito, eles gostam de morar nas montanhas, para eles o mar é de onde veem os espíritos do mal, os surfistas e pescadores são conhecidos como pessoas de coragem. Nós velejadores devemos entrar nessa classificação também né?!
 
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Sempre rezo para meu anjo da guarda e pensando bem, acho que deveria rezar para o meu capetinha também. Se tenho um anjo, com certeza tenho um capetinha do lado porque olha, têm dias que parece que têm alguma coisa atrasando a minha vida, tudo dá errado,  tropeço várias vezes, enfim, acho que eles estão certíssimos em rezar para os dois.
Acostumei a caminhar sempre olhando o chão para que Deus me livre, não pisasse em nenhuma cestinha! Era tarefa difícil!
O balinês dedica horas de um dia para agradecerem tudo que têm, eles vivem para a religião. É praticamente impossível ir até Bali e não se deparar com uma pessoa rezando na rua, em um altar, ou uma celebração. Celebram várias fases da vida nas ruas, desde o nascimento até o mais importante que é a morte.
Eles têm vários festivais no calendário Balinês,que é diferente do nosso, claro. O que me disseram ser um dos mais importantes é o Galungan, que são 10 dias celebrando a vitória do bem contra o mal. Durante esse período eles acreditam que os ancestrais que morreram e foram cremados descem até a terra para visitar seus antigos lares e se juntar as festividades. No último e décimo dia do Galungan, também acontece uma outra grande festa e chamada de Kuningam que é o dia que os espíritos dos antepassados retornam para o céu.
 
Segue um pouquinho das celebrações que presenciamos nas ruas da ilha, caso o vídeo não apareça é só clicar no link AQUI
 
 
 
 
 A outra festividade é o dia do silêncio, essa festa nós participamos e mostrarei adiante Smiley piscando
 
 
 
 
 
Comentários
3 Comentários

3 Comentários:

Anônimo disse...

Que choque , hein , rapaziada . Dar-se conta que voce é apenas mais um ...Há muito por trás disso mas ...espero que descubram.
Vlw
Sacioz...)))

Anônimo disse...

Na minha humilde opinião : Não são muçulmanos , não nos interessam . Como a Caixa Economica Federal faz aqui no Brasil com os pequenos depositantes.

Guta ou Fausto disse...

Acho que vocês não leram com carinho o post. Nunca nos sentimos superiores a ninguém e não existem mulçumanos em Bali.

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