domingo, 13 de setembro de 2015

Dia-a-dia em Bali

Conhecemos vários bairros e as “crocas” de Bali, os que mais gostamos foram três: Sanur, Kuta e Ubud.

Sanur era onde estávamos baseados e um bairro tão bom que não tínhamos vontade de sair de lá. Havia supermercado, lojas, muitos restaurantes bem transados. Nós não nos demos bem com a comida Indonésia onde a base de tudo parece ser a pimenta. O Ben e a Rosângela antes de viajarem nos recomendaram em Sanur o restaurante Máximo de um Italiano  e UAU, fazia muito tempo que não comíamos tão bem e por tão pouco. Pizza divina, tudo que experimentamos era muito bom. Os pratos bem servidos (prato fundo do jeito que a gente gosta) custava entre US$ 4 e US$ 7 por pessoa. Sanur é um bairro calmo, sem música alta nos restaurantes, sem badalação. Brinquei com Fausto dizendo que os resorts deviam ter fechado pacotes com todos os asilos do mundo. Eu nunca havia visto tanta gente idosa junta. Idosos do tipo cadeira de rodas e acompanhantes. Muitos casais de aposentados e famílias também.

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20150318_122104Cadeirinhas de rodas elétricas dos idosos, ficavam pra lá e pra cá na orla.

Kuta  é o bairro  que nos disseram ser onde “tudo começou” em Bali. A praia não tinha nada demais mas era do tipo com ondinhas,  boa para “pegar jacaré”. Sempre lotada com surfistas, gente com jets sky e mais um monte de brinquedos aquáticos. Os maiores shoppings com as lojas famosas ficavam em Kuta. Eu adorava passear por lá. Kuta é o bairro onde os jovens se hospedam, com muitas boates, raves na praia, enfim, muita badalação etc. Para irmos até Kuta, tínhamos que caminhar uns dois quilômetros até chegarmos ao ponto de ônibus. Os ônibus eram do tipo “frescão”, baratos e quase sempre vazios. O problema é que as linhas eram curtas. Sempre tínhamos que saltar em algum ponto e caminhar para chegarmos até o centro dos bairros. Para chegarmos aos points de Kuta, mais uns três quilômetros, contando o que andávamos pra cima e para baixo no bairro, no final do dia, quando voltávamos “para casa” em Sanur, enfiávamos a boca na pizza quatro queijos sem peso na consciência.

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Ubud-  Tinha  muitas galerias de arte, spas de luxo, escolas famosas de yoga. As lojinhas de roupas e bijuterias mais legais estavam em Ubud. Bairro dos “intelectuais”.

A primeira vez que fomos em Ubud foi uma confusão. Pegamos um ônibus até o ponto final, e de lá pegamos um taxi que nos cobrou o dobro (só depois fomos saber né) e ainda nos deixou 10 km distante de Ubud, o taxista deve ter ficado com as orelhas ardendo por uma semana de tanto que xinguei o peste! Um sol pocando a boca do balão, nenhum taxi e nada de carona. Resolvemos ir andando e para nossa surpresa foi ótimo (desxinguei o taxista depois). Passamos por uma rua onde haviam várias marcenarias e vimos móveis que eram verdadeiras obras primas sendo feitos. Uma outra rua eram de escultores que faziam estátuas de tudo quanto era coisa. Outra só de joalherias que vendiam prata verdadeira. Outra só de costureiras.

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Esculturas em madeira:

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Quando chegamos a Ubud estávamos mortos de cansados mas bem felizes. Batemos mais perna pela feira de artesanatos (quase fui a loucura!) e ainda deu tempo de conhecermos o Monkey Florest um parque cheio de macaquinhos da espécie mais sem vergonha que existe. O parque além de muitos macacos tentando roubar os pertences dos turistas (é bem engraçado ver a mulherada escandalosa, parece que os macacos sabiam quais as mais frescas), tinha um templo muito bonito além do jardim bem cuidado. Os macacos são sagrados em Bali e a estimativa é de que tenham 600 macacos no parque, dividos em quatro grupos. São territorialistas e brigam bastante.

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20150219_162502Olhem Fausto com medinho do macaco rsrsrsr

Para voltarmos a Sanur foi mais fácil porque conseguimos uma moto taxi até a rodoviária e pegamos o ônibus de volta para casa.

Depois desse passeio, por ter andado muito tempo no asfalto quente meus pés ficaram completamente tomados por bolhas. Tenho um problema de pele hereditário e sem cura. Qualquer fricção na minha pele forma-se bolhas, por exemplo agora, estou escrevendo com os cotovelos apoiados na mesa, já se formou uma bolha no cotovelo do lado direito do braço. Calcinhas, sutiãs, meias, tênis novos, um inferno. Felizmente tenho uma mãe que nunca nos deu mole (eu e minha irmã temos a doença). Desde pequenas, quando usávamos um tênis novo por exemplo e dava bolhas, minha mãe nos ajudava a furar e fazia a gente colocar o pé dentro do tênis novamente. Nem queiram imaginar a dor que a gente já passou nessa vida. Pode parecer horrível mas dessa maneira as bolhas não se “reenchiam”, doía para colocar dentro do tênis, saíamos mancando mas depois acostumávamos, é assim para tudo.  Bem, tive tantas bolhas que me deu febre e íngua na perna, creio que o sol forte na cabeça deu uma ajudinha para eu me estrepar de vez. Tenho até foto porque eu e minha irmã ficamos trocando as imagens “competindo”  quem está mais machucada. Só não vou postar porque vocês ficariam horrorizados.  No dia seguinte não tive condições de sair de casa. Fausto que já está acostumado com as minhas zigue-ziras como eu costumo chamar meus machucados, saiu para caminhar porque ele têm uma chapoca de um pé de ferro (eita inveja danada).

Fausto saiu com o sol quente e um céu azul sem nenhuma nuvem sequer. Foi só ele chegar na praia que um pirajá entrou, mas eu nunca havia visto um pirajá entrar daquela maneira. Geralmente vemos as nuvens se formando o céu ficando escuro, mas isso não aconteceu, em questão de cinco minutos o céu de azul ficou preto, num passe de mágica, o vento roncou em 48 nós e claro, eu estava sozinha a bordo. O Guruçá sapateou e felizmente a nossa âncora não decepcionou novamente. Quando entra em ventão assim, o que sempre acontece quando estou sozinha (sou perseguida por São Pedro) eu ligo o VHF no canal 16 . Assim que liguei, estava uma baderna, não entendia a língua local, mas pelo desespero como falavam, muito barco garrou. Nesse dia o James, um norte americano que conhecemos em Kavieng- Papua Nova Guiné estava do nosso lado e me passou uma mensagem pelo Facebook para saber se estava tudo bem a bordo, ele sabia que eu estava sozinha. Só depois me dei conta e achei engraçado nos falarmos pelo mensager do Facebook ao invés do VHF. Eu estava bem, apesar de quicar de um lado para o outro por conta dos pés cozidos, sabia exatamente o que fazer caso nossa âncora garrasse (o que já aconteceu uma vez comigo sozinha, um dia conto essa história) e caso algum barco outro barco garrasse e fosse para cima do nosso. Só que quando entram esses ventões apesar de saber exatamente o que fazer sempre fico na expectativa, contando os minutos para a tempestade passar.  Foi tenso!

FB_IMG_1424502081184O James tirou essa foto e me enviou pelo facebook na hora .

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Passado o susto, o sol voltou arrebentando a boca do balão e Fausto que estava observando tudo da praia foi para a sua caminhada. Eu fiquei de repouso com os pés literalmente para o ar!

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