domingo, 11 de outubro de 2015

Curiosidades e experiências em Bali

Já comentei que a arquitetura e decoração de Bali eram belíssimos, mas o que mais me chamou atenção foram os portões das casas, pousadas etc. Uns eram alegres, outros sóbrios, muitos rústicos e cada um com sua beleza.

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Todos se cumprimentam com as duas mãos unidas no peito como a foto abaixo. Qualquer cumprimento, desde um bom dia até um obrigado era dessa forma, e naturalmente a gente inclinava a cabeça um pouco para frente. Era tão singelo!

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Bali têm mais de um milhão de templos espalhados pela ilha. Normalmente os turistas só podem passear pela área externa. Para o balinês o templo de oferendas é um símbolo de status, quanto maior o templo, mais enfeitado, mais status e poder em sua comunidade. Todos têm um templo dentro de suas casas. Como são altos na maioria das vezes a impressão é que têm mais templos do que casas em Bali.

A ilha recebe turistas do mundo todo mas no mês que passamos por lá, mesmo na baixa temporada estava LOTADA. Grande parte dos turistas australianos, holandeses  chineses em excursões. Os chineses (que só andam em grupos) chegam feito formiga, passam comprando tudo, invadem os templos e se você der o azar de ir visitar um lugar quando eles chegarem, acabou para você. Tudo fica mais caro, das lojas aos massagistas. Tirar uma foto é tarefa de ninja. Só pulando 10 metros para conseguir fazer uma. Os chineses tumultuam tudo.  Os holandeses eram em sua maioria aposentados e os australianos jovens ou famílias. Lembram-se dos brasileiros que foram executados por tráfico de drogas na Indonésia?! Então, havia um australiano na mesma situação e o governo australiano estava fazendo uma campanha de boicote ao turismo em Bali, só que os australianos não aderiam, e esse ano a quantidade de australianos esperados em Bali bateria o record. Gente, o povo não tá nem aí para quem será executado, principalmente por tráfico de drogas. O povo que trabalha honestamente o ano inteiro, quer fazer um turismo prazeroso e principalmente barato. Bali é barato até para nós brasileiros, mesmo com o real no valor que está (exceto a passagem aérea).

20150219_141855Fui ninja para tirar essa foto em um templo sem os 500 chineses que lá estavam.

IMG_0390Amei a duplinha.

No Brasil sempre escutamos falar da “prata de Bali”. Colares e anéis custam uma fortuna. Achei que me daria bem em na ilha e quebrei a careta. Havia sim, muita bijuteria falsificada. Prata verdadeira também custava caro e normalmente vendidas em joalherias. Comprar prata em lojinhas de rua era arriscado porque eles cobravam o mesmo preço da prata verdadeira e na maioria das vezes era gato por lebre.

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Roupas no geral custavam barato. Roupas tradicionais e marcas famosas também porque tinham fábricas na ilha e sempre estavam em promoções, só que, marcas como Billabong era barato para australianos, porque para mim, mesmo com 70% de desconto não valia a pena. Bali é muito quente e a maioria das pessoas se veste de maneira simples e normalmente usando peças tradicionais. Sarongs, calças folgadonas, blusas coloridas e Havaianas-Havaianas!

20150225_141705 O povo inventa de tudo!

20150225_122855Lojas de marcas famosas na promoção.

Tudo tinha que ser barganhado. Chega uma hora que cansa ter que negociar desde um taxi até um anel. O balinês sempre te passa quase o triplo do valor do objeto. Daí começávamos a negociar. Com o tempo fui aprendendo a diferenciar tecidos, e com pesquisa, descobrindo o valor mínimo de cada peça. Por exemplo: Uma calça. De cara me passavam o preço de 300 rúpias, mas eu sabia que o preço mínimo era 70 rúpias. Sempre uma enorme diferença! Os chineses, não estão nem aí, não perguntam preço de nada, saem comprando. Estão cheios da grana!

20150223_174338Um exemplo de chinesas formiguinhas gastadoras.

Quem nos acompanha faz tempo, sabe que eu havia criado um blog chamado Fiquei de olho grande, onde eu fotografava a forma como as pessoas se vestiam pelos países que passávamos, porém, não dei conta de dois blogs e priorizei o Blog do Guruçá. Só que eu continuei fotografando pessoas ou objetos que chamavam a minha atenção. Isso me deu a oportunidade de conhecer várias pessoas e suas histórias. Rendeu caronas e até almoço grátis hehehhe. Seguem alguns exemplos:

Uma chinesa com uma floricultura nos pés. Os chinelos eram tão pesados que ela caminhava parecendo que estava de salto.

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Conheci uma tailandesa dentro de um supermercado, lindíssima, porém completamente louca pois estava em Bali de calça jeans e salto alto. Quando conversei e perguntei como ela ainda não havia quebrado a perna,  a doida me disse que não tira o salto pra nada, até andar de elefantes ela andou de salto. Então tá! O marido não deixou que eu a fotografasse de corpo inteiro. O que deixou ela brava, até rolou uma briguinha! Vocês tinham que ver as poses que ela fazia, foi divertido!

Olhem a coincidência, o  sapato era da marca brasileira Schutz. Se ela der uma bicuda na perna de alguém com esse sapato aleja o sujeito hehehe.

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Achei o estilo desse rapaz bem transado, pedi para tirar a foto e avisei que iria postar no instagran. Ele pediu o endereço do meu insta na hora e viu que eu tinha uns 500 seguidores na época (hoje um pouco melhor). Quando entrei no insta dele, quase caí para trás, ele tinha 50 mil seguidores e hoje já está com 85 mil. Se chama Myo Chentaku um cantor que está começando a carreira, tentando o sucesso acho que em um dos países mais difíceis para tal coisa, a Malásia. O cara estava de férias em Bali.

Assim a frase: Posso tirar uma foto sua? Enriquece minhas experiências!

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O uniforme escolar das crianças eram fofos. Pelo que reparei até o penteado era obrigatório. Em uma escola no “nosso bairro” todas as meninas usavam tranças amarradas com uma fitinha azul. Em uma outra escola, todas as meninas usavam um rabo de cavalo arrematado com uma fitinha vermelha.

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Bali têm muitos ratos nas ruas, acho que devido as oferendas no chão com comida, ajudava a proliferação dos bichos. Uma vez entrei em uma loja e vi uma bolsa linda. Quando começei a barganhar a bolsa, saiu um rato de dentro dela e correu até um templo que havia dentro da loja. Eca.

20150225_164110Como diz meu irmão: Bolsas ripongas, mas eu queria todas e essas não vinham com um rato de brinde.

Existem muitas lojas de DVDS piratas em Bali, dentro de shoppings, supermercados, centros comerciais. Os australianos compravam em centenas. Achamos exagero mas no final das contas, acabamos comprando mais de 100 DVDS por lá também, desde séries a filmes. Todos de ótima qualidade.

Detalhe, os DVDS eram divididos pelos atores na banca, por exemplo: Julia Roberts. Na sessão dela encontrávamos todos ou quase todos os filmes que ela havia feito. Muito mais fácil do que ficar procurando pelo nome dos filmes ou categorias. Adorei a idéia!

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O transito de Bali como de todos os lugares que passamos pela Indonésia era coisa de louco, mas eles não brigam, não se estressam. Os motoristas dos carros dão passagem aos motociclistas. Você não ouve uma buzina no trânsito. Muitas motos e geralmente com mais de duas pessoas. Três e até quatro pessoas trepadas na moto é normal.

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Quem vive buzinando são os taxistas que enchem a paciência. Se você caminhar por uma avenida e passarem cem taxistas por você os cem irão buzinar. Mulheres oferecendo massagens também. Massage, massage com uma vozinha mais melosa do mundo.

Tanques de “limpa pé com peixe” têm demais também, custava bem baratinho. Não fiz porque como meus pés estavam cheios de calos, os bichos iriam se empanturrar e dariam prejuízo ao Spa. Rsrsrsrs. Eles fazem uma triagem (claro, os pés não podem ter machucados), são higienizados (dependendo do chulé deve matar os peixinhos hehehe) e só depois o uso do tanque está liberado.

Nessa foto abaixo o guri estava doido para ir ao parque aquático do outro lado da rua (eu vi a briguinha entre a família), mas os pais o obrigaram a fazer o limpa pé.

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Outra coisa interessante é que existem várias palavras estrangeiras que eles escrevem como pronunciamos. Taxi por exemplo, eles escrevem Taksi, legal né?!

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As Indonésias são bonitas? São! A maioria delas, mais mulheres bonitas ou normais do que feias. Os Indonésios são bonitos? Nãaaaao! Aliás, por todos os lugares que passamos até agora, posso garantir que existem muito mais mulheres bonitas nesse mundão do que homens!

Vestidas em trajes de gala tradicionais as mulheres eram luxo, poder e sedução! rsrsrsrsrs As meninas rebolam que parecem não terem costelas.

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Roupa tradicional do dia-a-dia. Eu comprei, não vejo a hora de usar no Brasil! hehehe

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Os trajes dos noivos em festas de casamento são puro luxo também, eles adoram fazer o estilo realeza. Esse casal estava fazendo aquelas fotinhas básicas antes do casório.

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Em Bali conhecemos um trimarã que sei ser comum nas Filipinas também. Pode ser usado com motor de popa e como veleiro. São comuns para turismo e pesca. Vimos de vários tamanhos.

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Pouco tempo antes de chegarmos em Bali, soube de um brasileiro que havia desaparecido  em uma ilha de três quilômetros, muito conhecida como uma ilha de badalação. Quando chegamos fui saber que o rapaz havia sido encontrado morto. Ele que morava na Austrália e estava fazendo uma viagem por vários países na Ásia, tinha bebido normalmente segundo testemunhas com amigos, só que começou a passar mal e junto com outro amigo também doente, decidiram voltar ao hotel. O amigo só acordou no dia seguinte com amnésia e o brasileiro desapareceu. Foi encontrado morto por afogamento. Nos comentários em homenagem ao rapaz no instagran, várias pessoas alertavam que não se deve tomar bebidas alcoólicas em qualquer lugar  em Bali, primeiro porque havia muita bebida falsificada e outra porque existe o tal chá de cogumelo que podem misturar em sua bebida, dizem, que de pura sacanagem mesmo. Os balineses tomam chá de cogumelo desde crianças, e faz parte de sua cultura, só que muitos estrangeiros decidem experimentar e acabam mal. Soube de um centro de reabilitação só para estrangeiros que ficaram “abobados” por terem experimentado chá de cogumelos. O efeito varia de pessoa para pessoa e depende da dosagem tomada. Dizem que alguns “despertam” do estado de alucinação de um dia para o outro, mas nesse centro já haviam pessoas com mais de dois anos internadas ainda “viajando”. Então, quem for a Bali, tome muito cuidado onde e o que vai beber.

Alugar motos em Bali é muito barato, coisa de US$ 5 por dia, só que além do trânsito confuso, as ruas da ilha são um verdadeiro labirinto. Outro problema comum são os guardas de trânsito. Para poder dirigir , pelo menos de moto em Bali, você têm que tirar uma carta quando chega a ilha, na prática todo mundo aluga ilegalmente mesmo então o que os guardas de trânsito faziam?! Ficavam dando batida nas entradas ou saídas dos bairros mais turísticos e cobravam propina na cara dura. Como a propina cobrada geralmente também era na casa dos US$ 5 muitos turistas alugavam a moto e pagavam a propina quando pegos. Nós não alugamos moto em Bali e para conhecermos o interior alugamos um carro com motorista que custou uns U$ 40 por 10 horas de passeio. O carro era para seis pessoas ou seja, em um grupo ficaria praticamente de graça. Foi a melhor coisa que fizemos não arriscar com a moto. No interior da ilha as ruas eram cheias de buracos, estradas confusas, não conheceríamos 1/3 do que fizemos em um dia. Visitamos vários templos, no começo é legal, depois parece tudo igual. O  templo que mais gostamos ficava em um vulcão extinto, bem famoso e que não recordo o nome; Um campo de arroz tombado pela Unesco; Uma fazenda de cacau “engana turista” porque a fazenda estava cheia de vassoura de bruxa nas plantações.

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Conhecemos o bichinho Luwak que é responsável pelo café mais caro do mundo. Simplesmente o bicho come os frutos maduros de café e os caga depois. O café cagado é DIRETAMENTE torrado e tcharam, se transforma (não sei o porquê) em o mais caro do mundo. Disseram que no Brasil,  no estado do Espírito Santo  têm um café parecido só que o bicho é uma ave e se chama Jacu, um nome muitíssimo apropriado por sinal. Não experimentei porque não gosto de café normal, imagine um que sai do fiofó de um bicho?! Eu tento, juro que tento ter a cabeça aberta para novas experiências, mas tenho minhas limitações. Fausto o maior bebedor da café da galáxia saiu de fininho. O bichinho é literalmente fofo, tive vontade de apertar!

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20150314_200110O café no supermercado custava mais de US$ 100 meio quilo!

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Para quem gosta de quadros, Bali têm várias galerias e artistas de rua também. Quadrinhos e quadrões, para todos os gostos e bolsos.

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Uma vez estava em um ponto de ônibus sozinha e parou um motoqueiro oferecendo “carona” até o meu bairro. Custava 10 rúpias (barato) e eu ficaria no restaurante onde encontraria Fausto. Pulei na garupa e lá fui eu (não faria isso nunca no Brasil!). O cara falante como um bom Indonésio me disse que passava de ponto em ponto depois do expediente tentando pegar um passageiro, com essas 10 rúpias, ele pagaria a gasolina do dia. Espertinho!

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Existe em toda a Indonésia uma cafeteria chamada J.CO que têm os melhores donuts da face da terra. Esqueci completamente aquela famosa marca americana cara e pura gordura hidrogenada. Os donuts da J.CO são pedacinhos de amor em forma de bolinho. Meu estômago dava pulinhos de alegria quando eu comia um, cof cof, dois. Na verdade três ou mais hehehehe. O J.CO foi responsável por uns quilos a mais que ganhei sorrindo!

IMG_0436Eu não comia os de chocolate (fiz uma promessa, sendo cumprida firme e forte)  havia um chamado Alcapone que era de creme com amêndoas, de comer rezando.

Um prato tradicional de Bali é esse porquinho assado inteiro. Experimentamos mas não tinha nada demais. Só mais caro porque era especial-tradicional.

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 Eu sem querer querendo hehehe estou fazendo coleção de chapéus.

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Os homens usam sarongs também. Desde o policial como na foto e principalmente para entrar em templos.

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Para finalizar, entrei em uma loja para olhar,  just looking, foi a frase que mais repeti em Bali .  Assim que entrei, como sou futucona, vi um revólver e perguntei se poderia pegá-lo. Um dos vendedores disse que sim e perguntou se eu sabia atirar. Acho que sim, assisti muitos filmes, respondi! Daí ele falou: Atire! Só que, quando fui puxar o canhão (ou cão, acho que se chama assim) não funcionou. O vendedor veio correndo e disse que eu estava errada, era só apertar o gatilho. Nãaaao, eu teimando, antes do gatilho, temos que puxar o canhão, só depois o gatilho… que apertei meio que sem querer e tomei um choque de me fazer cair no chão. Dei um grito de susto e os vendedores caíram na gargalhada, mas riam tanto tanto que começei a rir também. Ficamos os três idiotas rindo e todos que passavam olhavam. Claro que depois dei um tapão nas costas de cada um, e eles continuavam a rir da minha reação. Atentados! Só eu orelhuda para cair nessa, na verdade o revólver era um isqueiro em primeiro lugar rsrsrsrs.

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Até logo pessoal!

Comentários
1 Comentários

1 Comentário:

João Paulo Rojas Vidal disse...

Guta, você é demais!

Nunca pare de viajar e, principalmente, nunca pare de contar histórias.

A história do nome do jacu ser "muitíssimo apropriado" me fez rir sem conseguir parar depois.

Obrigado!

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