domingo, 25 de outubro de 2015

Dia do Silêncio e despedida de Bali

Nossos vistos estavam vencendo e tínhamos que partir da Indonésia. Fizemos compras, abastecemos de diesel e deixamos o barco prontinho. Decidimos irmos embora rumo a Malásia em um dia que dizem ser o mais importante de toda a ilha, o Dia do Silêncio.  No calendário Balinês (diferente do nosso), o primeiro dia do ano é o chamado Niepy Day, que traduzindo quer dizer dia do  silêncio. Nesse dia,  qualquer pessoa é proibida de andar nas ruas. Somente hospitais funcionam com serviços mínimos.  Até o aeroporto é fechado por 24hs.
 
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Os nativos constroem monstros gigantes em papel marche, monstros esses que protegerão a ilha. O que entendi do dia do silêncio foi que no dia anterior eles provocam e invocam os espíritos ruins de todo o mundo. Assim, no dia seguinte quando os espíritos ruins chegarem a ilha só encontrarão os monstros espalhados nas ruas e assim pensarão que a ilha já foi ocupada pelo mal e seguirão seu caminho para outro lugar. Os espíritos são enganados e no restante do ano, a ilha estaria protegia do mal maior. Por isso qualquer pessoa, miúdos e graúdos, oficiais, turistas não podem irem as ruas nesse dia. Existem algumas patrulhas de bairro chefiados por patriarcas das comunidades que ficam  vigiando quem ousa desobedecer a tradição. Um turista desavisado (o que é praticamente impossível) pode até ser preso.
 
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A “provocação” dos espíritos ruins no dia anterior é a festa do Ogoh-Ogoh, um desfile dos monstros feitos em cada comunidade com os nativos, principalmente as crianças.
Senti que rola uma espécie de competição entre as comunidades, de quem havia feito o monstro mais feio ou maior. Existe competição em tudo nesse mundo!
Filmei um cadinho para vocês terem uma idéia da coisa toda.
Como somos velejadores e corajosos de acordo com a cultura local, levantamos âncora rumo a Malásia.  Passamos pelo lado oeste de Bali. Uma viagem nos motores, completamente sem vento, com um calor infernal e um mar de almirante. Nunca havíamos visto tantos barcos de pesca. O radar foi fundamental para termos uma navegação tranquila. Os barcos de pesca da região não davam trabalho, quando havia algum no nosso rumo eles saiam da frente, não tivemos que mudar nosso rumo nenhuma vez sequer. Depois de mais de 900 milhas, chegamos na “fronteira” (?) entre a Indonésia e Singapura, teríamos que atravessar um dos canais mais movimentados do mundo.
 
20150322_065857Todos os pontinhos eram barcos de pesca pegos pelo radar.
 
Mapa 4Nossa rota rumo a Malásia.
 
Conheçam a festa dos monstros pelo vídeo, se não aparecer   no post é só clicar AQUI
 
Estou com algum problema entre o youtube e o windows writter que ainda não descobri qual é.
 

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