domingo, 14 de fevereiro de 2016

Curiosidades e experiências em Singapura

Uhuuu, consegui postar usando o novo programa. Amém, aleluia!

Terminamos a viagem, mas as postagem seguirão até o fim. A vida “parada” anda mais agitada do que nunca. Inclusive me desculpo pela falta de tempo para responder mensagens e manter contato.

Johor Harbour na Malásia faz fronteira com Singapura. Como o Dólar de Singapura é mais valorizado que a moeda da Malásia, muitas pessoas moram na Malásia pelo custo de vida menor e trabalham em Singapura. Vão e voltam todos os dias. Pudemos vivenciar o dia a dia dessas pessoas indo ao trabalho/escola. Fomos e voltamos em Singapura duas vezes para procuramos o que precisávamos comprar e dormimos uma noite na ilha onde fizemos turismo por dois dias seguidos.

As seis da manhã pegávamos um ônibus em frente ao condomínio e parávamos na estação central onde depois de ficarmos que nem duas baratas tontas, aprendemos o “esquema”. Resumindo, para entrar em Singapura era relativamente rápido. Tínhamos que preencher um formulário e passar pela imigração que tirava uma foto pelo computador e carimbava nossos passaportes. Na primeira vez que fomos até Singapura, fizemos um bate e volta na sexta-feira e nos estrepamos. Primeiro que o comércio estava quase todo fechado. Não sabíamos que para os mulçumanos a sexta-feira é dia sagrado. Segundo que muitos moradores de Singapura vão passar o final de semana na Malásia para compras. Ou seja, ficamos mais de quatro doloridas horas em pé na fila para voltarmos para casa. Tirei essa foto escondida, porque era proibido e proibido em Singapura/ Malásia significam no mínimo uma multa, médio chibatadas e máximo morte por enforcamento.

20150403_134017_thumb

20150403_120542_thumb                                    Ônibus que fazia interligação estação x metrô.

Quem trabalha ou estuda da Malásia para Singapura ou vice e versa, tem um cartão especial e não precisavam enfrentar a fila.

Uma coisa que me deixou de queixo caído foi encontrar uma menininha de uns sete anos uniformizada dentro do banheiro. Foi para a fila do ônibus sozinha logo na nossa frente. Não aguentei de curiosa que sou e perguntei se ela estava indo para Singapura sozinha. – Sim, estou! E fez uma carinha do tipo: Qual o problema?! – Mas você vai para escola todos os dias sozinha? Fui logo explicando que eu era turista, brasileira e que no Brasil uma menina pequena não ia a escola sozinha, que no Brasil é perigoso. Daí ela riu e disse que uma van estaria esperando por ela na estação no lado de Singapura. Que tudo era muito seguro. Tinha câmeras por todos os lados vigiando. A criaturinha nem devia saber a ler e já estava pegando dois ônibus e o metrô para ir a escola em um outro país. 

Falando em câmeras, fomos avisados para tomar cuidado em Singapura e ler todas as placas de proibições antes de entrar em algum local. De que eles eram severos nas aplicações das leis. Atravessar a rua por exemplo. Aconteceu muitas vezes de não ter carro nenhum e ficarmos parados dois minutos esperando o sinal abrir para os pedestres. Dois minutos em um sinal parecia uma eternidade. Ninguém atravessava, porque haviam câmeras ou policiais a paisana vigiando. Quando entramos em Singapura eles tiraram uma foto. Caso cometêssemos alguma infração como atravessar um sinal fechado, a câmera captaria minha imagem, faria uma busca nos arquivos da imigração e na saída do país, teria uma multinha a ser paga. Sinistro, meio coisa de filme futurista.

Outra coisa que fomos super recomendados: Tomar cuidado com os indianos, de que eles não eram confiáveis. Logo de cara, quando fomos em um supermercado, uma senhora indiana com trajes típicos (acho lindo)que estava passando as compras no caixa na nossa frente, tentou não pagar uma peça de carne de boi (???, pensei que indianos não comiam carne de boi), “esqueceu” a peça dentro do carrinho. Nós vimos e ficamos quietos. Só que a velhinha, com só a carinha de boba, deu o maior azar. Quando foi pagar, o dinheiro caiu e a moça do caixa que tentou pegar a nota no ar se curvou e viu a peça de carne no carrinho. Perguntou sobre e a indiana deu uma de sonsa. Acabou pagando. Depois tivemos várias experiências desagradáveis com indianos na Malásia. Mereciam toda a má fama que têm por lá.

Nesse supermercado havia uns caixas de pagamento self service. O cliente é quem passava a sua compra e pagava com o cartão de crédito. Não havia ninguém para receber. Não pude tirar uma foto porque, claro, era proibido.

Singapura tem uma arquitetura fascinante. Tudo muito bonito, organizadíssimo,seguro, limpo e sem graça. Na boa, achei Singapura sem graça. Faltava alguma coisa que não sei explicar o que. Depois fomos conhecer Kuala Lumpur, a capital da Malásia e gostei muito mais. Tinha o “sal” que falta em Singapura, na minha opinião. Mesmo assim é o sonho de muitas pessoas viver em um lugar “perfeito”, mas isso não se deve ao acaso. Por trás de todo o planejamento desse país existem leis severas aplicadas inclusive a turistas. Exemplo de proibições: Jogar lixo no chão, mascar chicletes (para comprar só com receita médica), pornografia, andar dentro de casa pelado, cuspir, bitucas de cigarro no chão, atravessar a rua com sinal fechado, andar de salto em alguns estabelecimentos, comer ou beber dentro de qualquer transporte público, se não der descarga no vaso sanitário público ( 150 dólares de multa). Cumprimentar alguém desconhecido com dois beijinhos (normal para os latinos) é considerado pornografia. Tudo é controlado. Será que para uma sociedade funcionar bem tem que ser assim? Conheço velejadores que economizam água em seus barcos, mas assim que chegam em uma marina, lavam as velas, o barco todos os dias com água doce, ou seja, eles não economizam porque têm a consciência de que é o certo a se fazer, economizam porque não têm para gastar. Pelo jeito as coisas só funcionam no “cabresto”.

20150409_102953_thumb1

20150409_103012_thumb

Não achei a população simpática. Educados, mas não simpáticos. Sorrir também devia ser proibido. Pedir  informação parecia uma ofensa.

O bairro onde haviam as lojas para comprarmos os rotores de reposição dos motores era um bairro metade lojas e metade boates/prostíbulos, a prostituição não é proibida, mas as prostitutas são cadastradas, fiscalizadas etc.… Singapura é um dos cinco portos mais movimentados do mundo e obviamente haveria de ter casas do tipo. Informação inútil, mas que foi observada pelos meus olhos de águia! hahahahaha

20150406_143804_thumb

20150406_133544_thumb

Ficamos hospedados em um hotel “baratinho”, o mais barato que encontramos (US$ 60)no bairro chinês (existe um bairro chinês em tudo quanto é lugar no mundo) praticamente ao lado do metrô e do Mac Donald (nossa salvação, muitas dores de barriga evitadas). Lojas com produtos Ching Ling não faltavam. 

20150408_212914_thumb

O prato sucesso no bairro chinês era esse aí ô, um tipo de cobrinha ensopada e provavelmente super apimentada. Ô povo para gostar de cagar ardido!

20150409_101506_thumb

Passeamos usando o metrô de cima para baixo com um cartão turista. Expliquei tudo no vídeo, ainda não assistiu? É só clicar com o dedinho AQUI. Baixei um aplicativo com as linhas de metrô e  o mapa da cidade com as devidas atrações o que facilitou muito a não perdermos tempo perdidos hehehehe

20150409_140720_thumb

20150409_140442_thumb

Ponto turístico que mais gostei: O aquário! Lindo, lindo, lindo!!! O que atrapalhava um pouco eram os pais sem noção que levavam os filhos bebezinhos para dentro aquário. Fala sério! Crianças chorando toda hora, o que “quebrava” o encanto do lugar porque eles colocavam uma música de fundo relaxante que combinava com a visualização dos animais. Os berros das crianças atrapalhavam. Fiz uma reclamação no final, de que deveria ter uma idade mínima para entrada de crianças. Tomara que proíbam, uma a mais, uma a menos hehehehe

20150408_150838_thumb

20150408_153649_thumb

20150408_155207_thumb1

20150408_163200_thumbIdade mínima para as crianças aproveitarem alguma coisa.

Quando compramos o cartão turista do metrô ganhamos uma promoção que nos daria direito a um passeio de ônibus pela cidade e um passeio de barco que eu dispensaria, mas de graça né?! Até que foi legal, tirando a parte de que tomei o maior tombão entrando no barco. Estava filmando e caí de joelhos. Olhem só o eu passo para fazer vídeos e atualizar esse blog! hehehehe  

20150409_183049_thumb

20150409_125059_thumb

Ter carro em Singapura é caríssimo. Só pela licença válida por um ano custa US$ 70 mil, ou seja, quem têm carro na ilha têm muito dinheiro. Essa foi uma medida do governo para que o trânsito não ficasse congestionado e para que as pessoas usassem o sistema de transporte eficiente e barato. Mesmo assim, havia muitos carros nas ruas, um show a parte, só carros de luxo. Quem vai pagar US$ 70 mil para ter um gol mil?

Shoppings subterrâneos gigantescos, eu ficava completamente perdida com tantas lojas disponíveis. Gastei nosso “tempo de shopping” só dentro da loja Forever 21 enorme. Quanta tentação!

20150408_200400_thumbEsse aí não era subterrâneo, mas um dos mais chiques e caros.

Sentosa era uma ilha usada como base militar e após investimentos de 1,5 bilhões de dólares foi transformada em uma ilha resort onde ficam várias atrações de diversão em Singapura. Hoje é uma das principais fontes de turismo e geração de empregos.

20150408_143518_thumb1Esse globinho ficava girando, um século para conseguir a foto.

Os Singapurianos pagam somente 6% de imposto ao ano. A população é dividida (literalmente, eles não se misturam) em 70% de chineses, 13% maláicos, 9% indianos e o restante estrangeiros a trabalho.

Singapore flyer é a maior roda gigante do mundo com 175 metros de altura. Custava US$ 33 por 30 minutos de passeio. Ficamos olhando só de baixo mesmo.

20150408_195125-1_thumb

Também não subimos no hotel em forma de navio porque tinha uma fila com três horas de espera. Detalhe, conheci uma brasileira que dizia que o hotel tinha a forma de um trem. Estávamos em uma ilha, com um dos portos mais movimentados do mundo e a criatura jurava que era um trem. Se usar drogas em Singapura não fosse punido com a pena de morte eu diria que ela estava chapada. 

20150408_191632_thumb

20150409_104243_thumb

20150409_124555_thumb

20150409_115026_thumb

20150409_114441_thumb

20150409_124604_thumb

Eu de “Olho grande” nas modas locais:

20150408_105143_thumbNem uso sapato, mas achei tão lindo.

Essa mochila de bichos era febre por lá, quero ver quando chegará no Brasil…

20150408_213415_thumb

20150408_213426_thumb

Não tivemos tempo $$$ para passear em todas as atrações da ilha, como nosso orçamento estava no limite, conhecemos o que foi possível e nos deixou satisfeitos.

Volto já!

Guta

 

Comentários
0 Comentários

Seja o primeiro a comentar:

Postar um comentário

Estamos viajando e não temos uma conecção a internet fixa a bordo.
Por esse motivo, certamente seu comentário demorará a ser postado, poderá não ser respondido, mas será lido.
Se ainda assim, quiser comentar fique a vontade!