segunda-feira, 18 de julho de 2016

Malásia: Ilha Langkawi 2

Continuando nossas postagens da viagem…
 
20150620_201348Símbolo da ilha de Langkawi
 
Langkawi, uma ilha na Malásia que é praticamente “fronteira” com a Tailândia,  recebe muitos velejadores por conta de suas ancoragens seguras (fundo areia e lama firme), pelo porto ser livre de impostos (fácil de trazer materiais de reposição de outros países) e comida barata (restaurantes/supermercados). Têm marinas com preços em conta para quem quer deixar seu barco e voltar aos seus países de origem por muito tempo ou por poucos meses para viajar de avião aos países vizinhos como Vietnã, Laos etc…
 
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20150617_162233Vista do Iate Clube de Lagkawi
 
A Tailândia só dá 30 dias de visto para nós velejadores. Então, a maioria dos velejadores ficam no vai e vem entre a Malásia (que dá visto de 90 dias) e a Tailândia (só 30 dias). E ficam nesse vai e vem por anos! Conhecemos um australiano que havia ficado pela região por 14 anos por causa do combo BBB: Bom, bonito e barato.
O chato é que existe uma comunidade náutica que se faz dona da área. Todos os veleiros que chegavam de fora não eram bem recebidos. Uma vez fundeamos e o capitão do veleiro a nossa frente (que já havia até instalado uma poita para marcar o seu lugar) fez cara feia. Quando saímos com o bote ele ficou encarando. Fausto que não leva desaforo pra casa foi perguntar qual era o problema. Sabem o que ele respondeu? – Não gosto de veleiro grande fundeado perto do meu! Ai , ai, ai. Resumindo: Entrou com o rabinho entre as pernas para sua cabine e ficou com as orelhas ardendo por um mês! Quanta cara de pau, quanta arrogância!
 
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Deixávamos o nosso bote em um píer público que custava uns R$ 3 por dia onde o cobrador só trabalhava das 10:00 as 14:00, antes e depois desse horário, não se pagava. Os botes dos velejadores ficavam um ao lado do outro junto com barcos de pesca.  Um local super seguro.  Os maláicos se orgulham da sua segurança. Daí um velejador chegou e colocou o cadeado no bote preso ao píer.  A administração do píer me perguntou se eu conhecia o dono do bote com cadeado,  ele seria convidado a se retirar por desconfiar dos locais. Prender o bote com cadeado era uma ofensa! Na hora até defendi o velejador. Disse que provavelmente não era desconfiança dos nativos e sim de outros velejadores. Galera, o que têm de velejadores ladrões por aí, não tá escrito. Muitas vezes nos protegemos dos nativos e esquecemos que a pessoa no veleiro vizinho pode ser o inimigo. Olhos abertos sempre, com os ladrões e com os pirajás fortes que entravam quase todos os dias por lá!
 
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Em um desses pirajás esse catamarã foi parar na praia. Teve sorte de não ter parado nas pedras.
 
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Essa área onde ficamos ancorados era muito bem localizada. Havia uma praça belíssima por onde passei momentos de tranquilidade ouvindo passarinhos cantando. Fausto caminhou muito pela ilha e disse também de ouvido e visto muitos pássaros. Uma ilha bem preservada.
 
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Perguntei em inglês: – Moça, você têm batom vermelho?
Daí a vendedora trouxe um batom vermelho escuro.
- Não obrigada, eu quero um vermelho claro. Traduzindo ao pé da letra, ligth red. A vendedora não entendeu.
Tentei um vermelho aberto (e ainda fazia os gestos de “abrindo” alguma coisa).
Hahahahaha, você quer um chili red ou vermelho pimenta. Palmas para vendedora!!!
E assim, sempre com um sorriso no rosto, levamos nossa vida com o bad English, mas que no final das contas sempre deu certo!
 
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Lá vem historinhas, vocês gostam né?! rsrsrs
Um dia fui em uma loja de conveniência chinesa bem pertinho do porto. Uma única atendente no caixa, mas super ágil. Só que, um cliente se enrolou na hora de passar o número de telefone para recarregá-lo com créditos. E nisso a fila não andava. Pois bem, um velejador (o conhecia da ancoragem)que estava atrás de mim, passou na frente de todo mundo, jogou o dinheiro referente ao valor de um papel higiênico EM CIMA da caixa e foi embora. Uma cena horrível! A moça ficou transparente. Em uma hora dessas a gente fica sem reação, mas consegui gritar estúpido, em inglês, claro. O velejador que estava saindo pela porta parou e me encarou, mas eu olhei para ele com tanta raiva que sinceramente, estava preparada para sair na porrada com o mal educado que tinha quase dois metros de altura. Ele desistiu e se foi. Nesse tempo a moça passou mal, de verdade (a pressão dela caiu)e os outros clientes ficaram revoltados. Pensaram até em chamar a polícia. Contando o caso ao Fausto, chegamos a conclusão que o velejador deveria estar com dor de barriga ou coisa parecida para chegar a furar a fila para comprar somente um papel higiênico. O que não lhe dava o direito de tratar mal a funcionária. Pode parecer frescura a moça ter passado mal, mas na Malásia o povo é tranquilo, de fala baixa, passam serenidade entendem? Não estão acostumados com agressividade.
Lembram que citei um problema que tivemos com nossa antena de GPS desde Bali? A antena queimou, nossa antena de reserva queimou também, compramos uma nova em Singapura que também foi pro brejo! Só em Langkawi é que conseguimos um técnico em eletrônica que viesse ao barco tentar descobrir qual era o problema. Paul, um chinês tranquilo, veio a bordo e futucou, futucou, não encontrou o defeito e ficou de enviar um e-mail para a GARMIM, marca do nosso charterplotter/GPS explicando o problema.
Bem, esperamos duas semanas pelo retorno. Um dos motivos da demora? Paul Estava preso. O governo da Malásia mandou prender todas as pessoas que tinham multas de trânsito não pagas. No caso do Paul, ele nem se lembrava de ter sido multado. Mais de 10 mil pessoas foram presas em toda a Malásia. Antes, cada uma recebeu uma carta para se entregarem ou seriam caçadas pela polícia. Paul se entregou, ficou três dias preso e mesmo pagando a multa, foi a julgamento. Orientado por um advogado a assumir a culpa por esquecimento, foi absorvido depois de pagar uma fiança. Só que lá não existe máfia do governo na fabricação de multas. O Paul realmente havia cometido uma infração de trânsito. Parece que o governo Malaico faz essa “limpa” de três em três anos. Nem vou fazer comparações, é só para vocês terem uma noção de como a lei funciona por aquelas bandas.
Demorou, mas o Paul acabou descobrindo que a antena que usávamos havia sido descontinuada por um defeito de fábrica. A GARMIM lançou uma antena nova com o problema resolvido só que “esqueceu” de avisar aos clientes e aos técnicos. Encomendamos uma antena atualizada e a dor de cabeça foi embora. Amém!
Enquanto estávamos com o problema no charterplotter usamos o programa Navionics no IPAD que funcionou perfeitamente.
 
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20150606_032042Sim! Experimentei a burca, uma vez para nunca mais. É muito, muito quente!
 
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20150520_165259Invenções…
 
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Não encontrávamos carne de boi para comprar, então nossas refeições sempre tinha frango.
 
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Havia um posto de combustível flutuante para barcos, mas o mais barato era utilizar o serviço desse senhor que trazia diesel de postos em terra.
 
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     Moda local: Todo mundo tinha essa bolsa do gato com cara de malvado.
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Coco preto, a cor e gosto da água lembra caldo de cana
 
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Sorvete frio, Fausto experimentou e gostou.
 
Alugamos uma moto decididos a dar a volta na ilha. O passeio foi legal, mas a única coisa que consigo me lembrar agora foi da dor na “poupança” que sofremos. Porque ninguém diz em lugar nenhum o quanto andar de moto quebra a gente por inteiro? Dói tudo gente. Bunda, pernas, coluna, pé. Fausto parava a moto para nos alongarmos. Então, fica registrado: Quem não está acostumado andar de moto, dói pra caramba!
 
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Seguem vídeos que fiz por lá. Já postei no youtube há mais de um ano, mas um amigo me disse que só sabe acessar os nossos vídeos quando eu posto por aqui, ele não sabe entrar no youtube. Como provavelmente existem outros iguais a ele...
 
 
 
 
 
 
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