segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Você sabe o que significa experiencialismo?

Você sabe o que significa experiencialismo?

Dizem que é um novo estilo de vida que não gire em torno de ‘ter’, mas de 'fazer’. Um estilo de vida que se baseia em experiências.
A idéia de que mais posses significava mais felicidade nos transformou de pessoas zelosas e econômicas em consumidores desenfreados.
A desigualdade social tende a criar competitividade e sentimos inveja ao invés de alegria quando um amigo compra qualquer coisa que gostaríamos de ter. Posses e bens materiais não estão unindo as pessoas, eles estão nos separando.

Quando a sua perspectiva muda de materialista para experiencialista, você para de gastar tempo adquirindo coisas e trabalhando o máximo que puder para poder pagar por elas e começa a fazer escolhas de vida com base nas experiências.
Viver à bordo faz parte dessa nova era, trocamos o ter pelo ser e fazer, aprender e crescer. 

Usamos painéis solares e geradores eólicos para gerar nossa própria energia; Coletamos, bebemos e tomamos banho com a água da chuva ou dessalinizamos; Geramos bem menos lixo; Aprendemos a viver com pouco e causamos menos poluição a natureza. 
Recebi um e-mail de um cliente interessado em fazer charter, com um detalhe que me chamou atenção: Queremos morar à bordo, mas somos uma família Nutella. Não queremos economizar nada (água e energia), vou levar meu ar condicionado portátil (pq só durmo com o barulho dele) e minha esposa não vive sem secador de cabelo. Ou seja, vão de encontro a tudo que vivemos no nosso dia a dia. No que acreditamos ser melhor para NOSSA vida. 
Você pode se encaixar na turma dos Nutella, raiz, prestígio e sei lá mais quais classes foram inventadas, mas antes de se preocuparem com as mordomias que pensam em ter à bordo, prepararem-se para o convívio com a natureza. Muitos pretendentes da vida no mar se esquecem, ou nem sabem, que a natureza é do tipo de professora que adora fazer testes surpresa e que não costuma dar uma segunda chance. O despreparo significa reprovação com no mínimo o prejuízo financeiro. É claro que você pode morar à bordo no conforto e segurança de uma marina. Mas na minha opinião, o Pier será como um prédio e a Marina um condomínio, que no final das contas, não será muito diferente de terra porque você não ficará exposto as dificuldades normais do cotidiano do mar. Agora, se você for um “morador de rua” ou deseja viajar velejando, o mar não faz distinção entre as pessoas. Você terá que ser capaz de resolver um problema o mais rápido possível e dependendo da situação você tomara um banho de água salgada e gelada, terá ondas estourando no casco do seu barco que fará com que tudo trema e pareça que vai desabar na sua cabeça, você fará manobras que deixarão seu corpo exaurido e com prováveis marcas roxas que você não terá idéia de como conseguiu; sentirá frio na barriga ou as pernas bambas ou o coração saindo pela boca e muito provavelmente todas as opções acima.

À bordo vivemos a vida intensamente, a natureza sempre nos testando, mas oferecendo uma elevada diversificação de experiências e sensações que nos preenche de um prazer de superação, que para nós é essencial.
Vocês podem estar pensando na resposta que dei ao cliente certo? 

Ainda não dei nenhuma. Que resposta eu deveria dar a uma família que está condicionada a dormir ouvindo o barulho de uma máquina ao invés de ouvir os pingos da chuva no convés, das craquinhas estalando no do mar, da cigarra e dos passarinhos cantando ao amanhecer? 
Guta Favarato

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