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Fausto Luiz Pignaton

Capixaba, filho de imigrantes Italianos, desde pequeno passava as férias escolares nas fazendas da família, nascendo aí o seu espírito de aventura. Com 12 anos já conhecia todo o norte do Espírito Santo e grande parte do Sul da Bahia, quase sempre viajando nas carrocerias dos caminhões.

Quando cursava engenharia elétrica na Universidade Federal do Espírito Santo – UFES, dava aulas de Física e matemática para pré - vestibular, jogava futebol nos finais de semana pela engenharia onde se tornou bi-campeão brasileiro de seleções universitárias de futebol, e nas férias de julho e dezembro com a mochila nas costas e o dedão polegar nas estradas, viajava de carona por todo Brasil.

Casou-se, teve três filhos (Edimilson, Pietro e Téssia), começando assim sua fase de aventureiro capitalista. Tornou-se pecuarista, açougueiro, marchante, empreendedor imobiliário, proprietário de restaurante e divorciado.

De novo com a mochila nas costas e o dedão polegar nas estradas viajou por onze meses pelo pantanal e Amazônia, onde teve a oportunidade de aprender a sobreviver na mata bebendo água de raiz de embaúba e de cipó e comendo frutas e palmito de açaí com peixe seco.

De volta à casa da mãe e após aceitar um convite do irmão mais velho para dar uma volta em torno da ilha de Vitória de caiaque, mais ou menos 40 km, não mais deixou a vida náutica. Descobriu assim o que tanto procurava. Durante os anos seguintes sobrevivia vendendo e alugando caiaques nas praias, caiaques que ele mesmo construía em sua fabriqueta. A moda do caiaque passou e a convite do pai foi administrar a Fazenda Camping (camping com piscina, restaurante e como atração principal tinha o cotidiano da fazenda: ordenha, charretes, cavalos etc..).

Em uma de suas férias indo para Fernando de Noronha, teve seu primeiro contato com um veleiro, e na volta iniciou a construção do seu primeiro veleiro o “GURUÇÁ” um Cabo Horn 35’ projetado por Cabinho. Depois de três anos e meio de construção o Guruçá ficou pronto e com ele foi até o Caribe, lá adquiriu um conhecimento muito íntimo sobre multicascos e sobreviveu a dois furacões, o Luis com ventos de até 205 nós e o Marilyn com ventos de até 70 nós. Quando retornou ao Brasil iniciou a construção do seu segundo veleiro, o  catamarã “CAT GURUÇÁ” um Pignaton 62’ . Após 5 anos e oito meses de trabalho Cat Guruçá foi lançado na água. Trabalhou com ele fazendo charter na baía de Angra dos Reis/Paraty e na costa norte do Brasil por três anos e meio. Hoje junto com a Guta sua mulher, está construindo o seu terceiro veleiro, outro catamarã, o “GURUÇÁ CAT” , um Pignaton 50’ .

Maria Augusta Favarato - “Guta” 

Capixaba, desde pequena praticava vários esportes, principalmente a natação. Adorava as brincadeiras dos “meninos”. Jogava futebol, bolinha de gude, subia em árvores, pegava jacaré na praia etc..  Sempre foi bastante agitada!

Técnica em enfermagem, trabalhou em vários hospitais na grande Vitória.  Formou-se em Ciências Biológicas pela Escola de Ensino Superior do Educandário Seráfico São Francisco de Assis em Santa Teresa-ES. Ainda durante a faculdade, conheceu Fausto que lhe propôs a mudar de vida e viver a bordo.

Mudou-se para Macaé onde ajudou na finalização da construção do Cat Guruçá. E assim morou por três anos e meio a bordo. Adquiriu experiência nos diversos charters que fizeram em Angra dos Reis e durante as velejadas para o nordeste. Conheceu vários lugares no interior e pela costa brasileira, fez várias aventuras com Fausto pela Serra da Bocaina, na Chapada Diamantina etc., velejou duas vezes até Fernando de Noronha participando da regata Recife x Noronha.

Hoje ajuda Fausto na construção do Guruçá Cat e demais afazeres. Estuda inglês e francês, ou seja, continua bastante agitada!

Sansão e o Gatinho

Ambos também têm funções no barco. O Sansão é o nosso "alarme". E o Gatinho nosso "faxineiro de insetos".